15.9.14

NIELY


Ela literalmente faz a cabeça de milhões de brasileiras. Esta afirmação é verdadeira quando se trata da NIELY, que com seus xampus, condicionadores, tinturas e cremes para tratamentos dos cabelos conquistou a cabeça das brasileiras com muita qualidade e cumplicidade. 

A história 
Tudo começou em 1981 com Daniel Fonseca de Jesus, um jovem de apenas 22 anos filho de um ascensorista e de uma dona de casa, que resolveu fabricar produtos químicos para manutenção industrial e limpeza em Nova Iguaçu, segunda maior cidade da Baixada Fluminense, no Rio de Janeiro. Passados alguns anos ele começou a fabricar xampus para atender aos pedidos de suas vizinhas em Nova Iguaçu. Foi então que o empreendedor resolveu mudar de ramo e, em 1986, iniciou a produção de cosméticos para os cabelos com qualidade e preço acessível com a marca NIELY. O nome da marca foi uma homenagem a sua filha Danielle. Ele sabia que teria muitos concorrentes neste segmento, incluindo grandes empresas multinacionais como Unilever, L’Oréal e Colgate-Palmolive. Mas sabia também que, caso seus produtos tivessem qualidade, poderia pegar uma sacola cheia e sair vendendo pelo país afora. E foi isso mesmo que ele fez. Em pouco tempo os xampus e condicionadores, passaram a vender mais que os produtos de limpeza, cuja produção seria interrompida. Já no ano seguinte iniciou as vendas em outros estados do país.


As inovações começaram em 1988 com o lançamento de um creme alisante, o Lysacrem. E não demorou muito para a NIELY iniciar a criação de linhas específicas que atendessem a cada tipo de cabelo. Seguindo esta estratégia, a empresa lançou no mercado em 1994 a Permanente Afro, uma linha para alisar e tratar cabelos crespos que se tornou um enorme sucesso de vendas. Inicialmente composta por creme relaxante e neutralizante, rapidamente se transformou em uma linha completa de transformação e tratamento, incluindo xampu, condicionador, creme de tratamento e finalizadores. Esta nova linha de transformação e tratamento fez a NIELY dobrar de tamanho em 1995. Foi também neste período que Daniel se formou em química, o que faria com que ele participasse diretamente no desenvolvimento de novos produtos. No final desta década, ainda que de forma tímida, a empresa iniciou suas exportações para países vizinhos. Em 2000, além de ampliar seu parque fabril para atender a alta demanda por seus produtos, a NIELY lançou no mercado a linha de tinturas Cor&Ton, que hoje é líder de mercado e oferece mais de 30 nuances divididas em tons naturais, acinzentados, vermelhos, acobreados, marrons, dourados e super clareadores.


Apesar dessas linhas de produtos, uma em especial, tornaria a marca NIELY conhecida e popular em todo o Brasil. E esta linha surgiu quando em uma série de viagens pelo Brasil, Daniel percebeu que as consumidoras estavam carentes de uma linha completa de produtos (xampu, condicionador, silicone, entre outros) que pudesse ser usada em casa, sem segredos. O resultou foi a criação da NIELY GOLD, uma linha de xampus, condicionadores, óleos e cremes lançada em 2004 e que ficaria conhecida pelo seu alto poder de hidratação e efeito imediato. E o sucesso foi quase instantâneo. Isto porque, além da qualidade dos produtos, a febre das mudanças nas cores e nas formas dos fios – cada vez mais pintados e alisados – criou a necessidade de um cuidado especial com os cabelos. E a NIELY soube responder a essas necessidades. Nos anos seguintes NIELY GOLD ganharia outros produtos e se tornaria a linha de tratamento capilar mais completa do país, com opções para todos os tipos de cabelo.


Em 2008, pela primeira vez, uma empresa nacional ocupava o primeiro lugar em unidades vendidas no segmento de coloração creme com a linha Cor&Ton. Era uma conquista e tanto para a NIELY. Em 2009 a empresa expandiu seu portfólio com o lançamento da NIELY GOLD FOR MEN, uma linha composta por 12 itens como xampus, condicionadores e gel fixador, que foi desenvolvida especialmente para os homens que se preocupam com a beleza e o bem-estar. Com essa nova linha a NIELY também ingressou no segmento corporal com a apresentação de seus primeiros desodorantes (versões em aerosol e roll on), cujo exclusivo complexo natural Skin-Action, desenvolvido especialmente para a pele dos homens, proporciona eficácia até 24 horas, mesmo após o enxágue, além de proteger e restaurar a camada protetora da pele danificada diariamente por agentes externos. Pouco depois, NIELY GOLD apresentou sua linha feminina de desodorantes com cinco fragrâncias, todas nas versões aerosol e roll on.


Além disso, em 2011, a NIELY introduziu no mercado a Attitude Color, uma linha com 15 nuances de tonalizantes com formulação exclusiva, sem amônia, que garante até 30 lavagens; e a CliniHair, linha de tratamento profissional da marca, que promete trazer o resultado de salão para dentro de casa. A liderança em alguns segmentos conquistada pela NIELY tem uma explicação. Ao longo das últimas décadas, a empresa se tornou especialista em vender às consumidoras de baixa renda (bem antes de isso virar moda). Além é claro, do pesado investimento feito em marketing e publicidade. E isso chamou a atenção da gigante francesa L’Oréal, que em setembro de 2014, anunciou a aquisição da NIELY, uma das marcas mais respeitadas e admiradas no segmento de cosméticos no mercado brasileiro.


Um marketing estrelado 
Somente a partir de meados da década passada é que a NIELY começou investir pesado em marketing e publicidade. Exemplos não faltam. Desde 2006 a marca paga milhões de reais para ser uma das patrocinadoras do programa Big Brother Brasil, da Rede Globo. Em 2007 foi ousada ao contratar o ator Richard Gere, que contracenou com a atriz brasileira Carolina Ferraz em uma campanha da linha Niely Gold Orquídea. O comercial, gravado em Nova York, remetia ao filme Uma Linda Mulher, no qual Gere faz par romântico com Julia Roberts. A ousadia custou, ao menos, US$ 1 milhão. Mas deu enormes resultados, especialmente nas vendas. Após associar sua imagem à artistas como Claudia Raia, Angélica e Claudia Leite (que com slogan “Chegou a sua vez de Extravasar!” protagonizou a campanha da coloração creme Cor&Ton), agora são Ana Furtado (linha CliniHair), Ana Costa (linha Cor&Ton) e Giovanna Antonelli, que juntamente com a dupla de cantores Victor e Leo, divulga a linha NIELY GOLD. Isto sem contar os apresentadores Luciano Huck e Rodrigo Faro, este último garoto-propaganda da linha masculina.


Os slogans 
Fazendo você mais feliz. 
Você é livre para escolher o melhor jeito de cuidar dos seus cabelos. (Niely Gold) 
Você linda como sempre, segura como nunca. (desodorantes femininos)


Dados corporativos 
● Origem: Brasil 
● Lançamento: 1986 
● Criador: Daniel Fonseca de Jesus 
● Sede mundial: Nova Iguaçu, Rio de Janeiro, Brasil 
● Proprietário da marca: L’Oréal S.A. 
● Capital aberto: Não 
● Presidente: Didier Tisserand (L’Oréal Brasil) 
● Faturamento: R$ 550 milhões (estimado) 
● Lucro: Não divulgado 
● Presença global: Não (presente somente no Brasil) 
● Funcionários: 2.200 
● Segmento: Cosméticos 
● Principais produtos: Tinturas, xampus, condicionadores e cremes para cabelo 
● Concorrentes diretos: Wella, Dove, Pantene, Seda, Embelleze, Niasi e Amend 
● Ícones: A linha Niely Gold 
● Slogan: Fazendo você mais feliz. 
● Website: www.niely.com.br 

A marca no Brasil 
Hoje em dia a NIELY fatura R$ 550 milhões por ano sendo líder (em volume) nas vendas de coloração para cabelos e a marca nacional mais bem colocada nos rankings de xampus, cremes e condicionadores. A linha de coloração (Cor&Ton) responde por 45% das vendas, com mais de 60 milhões de unidades comercializadas. Seus produtos (ao todo são mais de 250) são distribuídos em supermercados, farmácias e redes de perfumaria e são populares entre a crescente classe média brasileira. A empresa conta com um moderno parque fabril em Nova Iguaçu, Rio de Janeiro, composto duas fábricas (20.000 m²), um centro de distribuição (7.350 m²), uma unidade da área comercial e uma fábrica própria de embalagem (que produz mais de 15 milhões de frascos por mês). 

Você sabia? 
A NIELY não testa seus produtos em animais. 
A empresa produz suas próprias embalagens e a operação de sopro/injeção de seus frascos recicla 100% das embalagens PEAD/PP (frascos, potes, tampas com defeitos ou rebarbas). 


As fontes: as informações foram retiradas e compiladas do site oficial da empresa (em várias línguas), revistas (Isto é Dinheiro, Época Negócios, Exame e EmbalagemMarca), jornais (Valor Econômico e Meio Mensagem), sites especializados em Marketing e Branding (Mundo do Marketing) e Wikipedia (informações devidamente checadas). 

Última atualização em 15/9/2014

6.9.14

CARSYSTEM


Recuperar o patrimônio do cliente, preservando a sua integridade física. Esta é a principal missão da CARSYSTEM, uma empresa 100% brasileira que atua no segmento de monitoramento e rastreamento de veículos. E a empresa fala mais alto. Afinal, é talvez uma das mais barulhentas do Brasil. Que paulistano nunca ouviu nas ruas seus alarmes estrondosos que anunciam: “Atenção, este veículo está sendo roubado, ligue para CARSYSTEM”

A história 
No início da década passada os roubos de veículos, especialmente automóveis e motocicletas, tinham se tornado praticamente uma epidemia na cidade de São Paulo. Para piorar a situação, os seguros de automóveis chegaram a um preço estratosférico, que poucos podiam pagar. Foi neste cenário catastrófico, que a santista Maria das Graças Costa vislumbrou uma grande oportunidade de negócio. Em 2001 ela fundou a CARSYSTEM, uma empresa de monitoramento, rastreamento e recuperação de veículos. Inicialmente atuando no setor de carros de passeio e motocicletas, com a instalação de bloqueadores e rastreadores, a marca se tornou conhecida pela frase de seu alarme estrondoso quando o veículo estava sendo furtado ou roubado (neste caso após ser bloqueado): “Atenção, este veículo está sendo roubado, ligue para CARSYSTEM”. O que para muitos soava irritante, para a CARSYSTEM se tornou uma ferramenta de marketing poderosa, responsável por tornar a marca conhecida por muitos paulistanos.


Nos anos seguintes a empresa investiu ainda mais em tecnologia e atendimento, aumentou sua base de clientes e iniciou a expansão de seus serviços para a região da Grande São Paulo, Baixada Santista, cidades do interior paulista e Rio de Janeiro. A empresa também investiu em sua moderna e eficiente Central de Monitoramento 24 horas, capacitada para rastrear e emitir sinal de bloqueio imediatamente após o cliente comunicar o furto ou roubo. Uma competente equipe tática especializada na recuperação, equipada com motocicletas e até helicóptero, se desloca com rapidez até o local para resgatar o veículo. Outro diferencial eram as ações assistenciais através do acompanhamento da ocorrência no local e apoio às vitimas e a comunicação da ocorrência e solicitação de assistência à Polícia Militar, Civil e Federal. Além disso, em 2009, mostrando confiança em seus serviços, a empresa lançou o CARSYSTEM PLUS, um pacote de serviços que prevê a conversão do contrato de prestação de serviços em contrato de compra e venda sobre documentos, com um limite estabelecido de até R$ 40.000 no caso de carros e até R$ 10.000 para motos. Ou seja, caso o veículo protegido pelo pacote Plus não seja recuperado, o cliente poderá vender os referidos documentos para a CARSYSTEM, desde que respeitados os deveres contratuais.


Em 2010 a empresa iniciou um processo de reestruturação, que incluiu a contratação de um executivo de renome do segmento. E uma das primeiras ações foi investir pesado no serviço de monitoramento e rastreamento de carga. Principalmente no pacote e serviços oferecidos aos clientes. Um dos mecanismos introduzidos foi o sensor que avisa ao cliente quando e em quais locais aconteceu a abertura do baú, onde fica a carga, até a velocidade média e o consumo de combustível de cada veículo. O objetivo desse serviço é conhecer como são utilizados os veículos de transportes e como se comportam seus motoristas. Como resultado desses investimentos a CARSYSTEM ganhou “musculatura” que permitiu fechar contratos com grandes e importantes empresas do país. Outro investimento foi possibilitar o cliente localizar seu veículo pela internet, de forma rápida e eficaz.


Apesar de nos últimos anos ter multiplicado seu faturamento por várias vezes, a CARSYSTEM precisa se reinventar em um segmento que ganhou concorrentes de peso. Para os próximos anos a empresa tem como desafio aumentar a participação no mercado corporativo e de transporte e ampliar a sua atuação no mercado nacional, além de fortalecer e consolidar a liderança no eixo Rio de Janeiro-São Paulo. Em paralelo à expansão pelo país com abertura de franquias em cidades como Porto Alegre, Belo Horizonte, Salvador, Recife e Curitiba, a empresa irá ingressar em novos segmentos, provavelmente em 2015, com o lançamento de um sistema de rastreamento de pessoas e animais. A ideia é garantir a segurança de idosos com problemas de memória e dificuldade de locomoção, crianças e até cachorros através de uma espécie de relógio de pulso. A empresa também pretende utilizar seu completo banco de dados de roubos nas cidades para oferecer rotas mais seguras aos seus clientes.


Atualmente a CARSYSTEM opera em três segmentos: Varejo (venda direta ao consumidor final através de central de vendas, lojas próprias e rede de revendas credenciadas), Corporativo (companhias e corretores de seguro, redes de concessionárias, montadoras, locadoras e outros) e Technology (projetos especiais para frotistas). Os produtos e serviços da CARSYSTEM combinam infraestrutura tecnológica completa, software próprio, dispositivos de telemetria para frotistas e operadores logísticos, garantindo a segurança no armazenamento e exportação de grandes volumes de dados, inclusive com análise de desempenho de equipamentos motorizados e emissão de relatórios.


Os slogans 
Proteção tem nome. 
A solução ideal para quem não tem seguro. 
A maior empresa do país em proteção de veículos via satélite.


Dados corporativos 
● Origem: Brasil 
● Fundação: 2001 
● Fundador: Maria das Graças Costa 
● Sede mundial: São Paulo, Brasil 
● Proprietário da marca: Carsystem Alarmes Ltda. 
● Capital aberto: Não 
● Presidente do conselho: Maria das Graças Costa 
● CEO: José Melo 
● Faturamento: R$ 150 milhões (estimado) 
● Lucro: Não divulgado 
● Lojas: 14 
● Presença global: Não (somente no Brasil) 
● Funcionários: 750 
● Segmento: Tecnologia da informação veicular 
● Principais produtos: Rastreamento, monitoramento e telemetria de veículos 
● Concorrentes diretos: Tracker, Ituran, LoJack , Graber, Pósitron e Autotrac 
● Ícones: A frase de seu alarme 
● Slogan: Proteção tem nome. 
● Website: www.carsystem.com 

A marca no Brasil 
A CARSYSTEM é a maior empresa de monitoramento e rastreamento de veículos via satélite do Brasil. Possui operação na capital, Grande São Paulo e interior paulista (principalmente Campinas e Ribeirão Preto), Rio de Janeiro, Belo Horizonte e Brasília. São mais de 350.000 equipamentos instalados e aproximadamente 27.000 veículos recuperados. Cerca de 40% da base de clientes são de carros, 40% de motos, 10% de utilitários e 10% de caminhões. A empresa ainda possui 14 lojas próprias (realizam vendas, instalações e o suporte técnico dos equipamentos) e uma rede credenciada de lojas com mais de 100 unidades em todo o Brasil. São 750 funcionários treinados para dar amplo apoio em situações de rotina e emergencial. Em 2013 a central da CARSYSTEM recebeu 1.5 milhões de ligações. 

Você sabia? 
A CARSYSTEM comercializa e instala equipamentos que utilizam diversas tecnologias de comunicação wireless, como radiofrequência, GSM, GPRS e satélite. 
A empresa possui a maior base de mapas digitais atualizados (são mais de 2.600) de cidades e estradas de todo o Brasil, possibilitando a roteirização por endereço de origem e chegada e a localização via internet com acesso pelo cliente. 


As fontes: as informações foram retiradas e compiladas do site oficial da empresa (em várias línguas), revistas (Isto é Dinheiro, Exame e Época Negócios), jornais (Valor Econômico e Meio Mensagem), sites especializados em Marketing e Branding (Mundo Marketing) e Wikipedia (informações devidamente checadas). 

Última atualização em 6/9/2014

29.8.14

THERANOS


A empresa é pouco conhecida do grande público, mas considerada uma das mais inovadoras e revolucionárias do mundo. Um modelo de sucesso, a THERANOS criou uma tecnologia que permite fazer exames de sangue sem utilizar agulhas, seringas ou grandes tubos de coleta. E tudo isso com apenas algumas poucas gotas de sangue, diminuindo assim o trauma de milhões de pessoas na hora de pegar uma veia. A inovação criada pela THERANOS pode ser vista como o ápice de um processo de automação dos laboratórios no mundo todo. 

A história 
Considerada na atualidade uma das empresas mais inovadoras do mundo, sua história começou com uma jovem bonita, Elizabeth Holmes (foto abaixo), que aos 19 anos resolveu largar os cursos de engenharia elétrica e química na tradicional e conceituada universidade de Stanford para perseguir seus objetivos como empreendedora. No outono de 2003 ela fundou a THERANOS na cidade californiana de Palo Alto, conhecida por abrigar a sede de empresas revolucionárias como HP, Tesla Motors e Skype. O nome da nova empresa surgiu da junção de sílabas de duas palavras: “therapy” (terapia) e “diagnosis” (diagnósticos). E a jovem planejava uma revolução no setor da saúde: criar testes de sangue baratos e que podiam ser rapidamente popularizados, pois sempre acreditou que diagnósticos são direitos humanos básicos.


Foi então que a empreendedora montou uma competente equipe de cientistas e pesquisadores, incluindo seu professor de química Channing Robertson, para simplificar e baratear diagnósticos através da tecnologia. Afinal, agilidade e baixo custo significam acessibilidade para o paciente, que poderá fazer exames com mais frequência. E o resultado de tanto trabalho é considerado inovador: após a punção do dedo (através de lancetadores, dispositivos normalmente usados por diabéticos para exames de glicose), o sangue é coletado em um tubo chamado Nanotainer, de apenas 1,29 centímetros – o convencional pode ter quase dez centímetros –, e colocado em um recipiente resfriado. Depois disso, essas pequenas amostras são enviadas para análise laboratorial sem qualquer tipo de manipulação humana. Segundo a empresa, isso reduz o percentual de erros nos resultados e, por consequência, a necessidade de refazer testes.


O segredo criado pela THERANOS está em um pequeno coletor, que retira apenas uma gota de sangue do paciente. E mais, o laboratório de alta tecnologia criado pela empresa é capaz de divulgar, em poucas horas, uma infinidade de tipos de exames com base em somente 1% da quantidade de sangue exigida por uma central de diagnósticos comum. Outros grandes benefícios do processo são a agilidade e o custo, que a empresa afirma ter cortado em menos da metade. Os preços dos mais de 1.000 testes oferecidos pela THERANOS estão todos disponíveis para consulta no site da empresa. Por exemplo, um hemograma custa US$ 3.26, a tipagem sanguínea US$ 2.05 e a medição de sódio US$ 3.31. E os custos são realmente menores: um exame metabólico abrangente em laboratório comum custa, em média, US$ 46, e a THERANOS oferece o mesmo serviço por US$ 7.27.


Após quase dez anos de intensas pesquisas para desenvolver a tecnologia, guardada como um segredo de estado pela empresa, finalmente no mês de setembro de 2013 a THERANOS anunciou a novidade. “Ao possibilitar exames laboratoriais a partir de pequenas amostras, crianças, idosos e aqueles com doenças crônicas ou medo de agulhas poderão participar de uma nova experiência”, diz orgulhosamente Elizabeth. Pouco depois, como forma de acelerar o processo e atingir seu público, a THERANOS fechou um importante acordo para fornecer seus testes nas farmácias da Walgreens, considerada a maior rede americana de drogarias, com 9.700 unidades. Através do THERANOS WELLNESS CENTER, é possível realizar um exame de sangue e receber os resultados por e-mail em até 24h, cujos preços podem variar, de acordo com a especificidade do exame. A empresa já está oferecendo o serviço em algumas lojas da rede de farmácias nos estados da Califórnia e Arizona. Antes de trabalhar diretamente com drogarias, a THERANOS oferecia seus serviços a grandes empresas farmacêuticas, como por exemplo, Pfizer e GlaxoSmithKline. Conseguia reduzir os custos na fase de testes de medicamentos, o estágio mais caro da pesquisa, que requer um grande número de exames de sangue.


Investidores privados recentemente anunciaram mais recursos para a empresa, que até hoje já recebeu investimentos de US$ 400 milhões. Os próximos passos da THERANOS são incluir seus inovadores testes no sistema hospitalar e ainda levar a tecnologia para a rede europeia de farmácias Alliance Boots, na qual a Walgreens tem participação. O potencial de crescimento da empresa é tamanho que atrai homens importantes do mundo dos negócios e da política. O ex-secretário de Estado americano Henry Kissinger, por exemplo, tem uma cadeira no Conselho de Administração.


A evolução visual 
A identidade visual da marca passou recentemente por uma pequena atualização. O tradicional símbolo verde-água, que representa a letra O no nome da marca, ganhou um visual mais moderno e com maior destaque.


Dados corporativos 
● Origem: Estados Unidos 
● Fundação: 2003 
● Fundador: Elizabeth Holmes 
● Sede mundial: Palo Alto, Califórnia 
● Proprietário da marca: Theranos, Inc. 
● Capital aberto: Não 
● Chairman & CEO: Elizabeth Holmes 
● Presidente: Ramesh Balwani 
● Faturamento: Não divulgado 
● Lucro: Não divulgado 
● Presença global: Não (presente somente nos Estados Unidos) 
● Funcionários: 500 
● Segmento: Saúde e medicina 
● Principais produtos: Exames laboratoriais 
● Concorrentes diretos: MTM Laboratories, Hansen Medical , LabCorp e Quest Diagnostics 
● Website: www.theranos.com 

A marca nos Estados Unidos 
Atualmente a THERANOS, que segundo analistas de mercado está avaliada em US$ 9 bilhões, oferece cerca de 1.000 exames laboratoriais através da coleta de poucas gotas de sangue, urina ou outros fluídos, como por exemplo, saliva. A empresa possui 36 laboratórios, tem parcerias com farmacêuticas para testar drogas e recentemente iniciou a abertura de novos pontos de coleta. Isso tudo coloca a THERANOS como uma das mais promissoras empresas do setor. 

Você sabia? 
Elizabeth Holmes conseguiu um feito impressionante ao se tornar a primeira mulher a conseguir uma fortuna acima de US$ 1 bilhão graças ao seu espírito empreendedor, sem ter se beneficiado de uma polpuda fortuna herdada. Segundo a revista Forbes ela é uma das mais novas bilionárias do Vale do Silício, com uma fortuna avaliada em US$ 4.5 bilhões. 
De acordo com uma conceituada revista americana, se todos os testes forem feitos com os preços cobrados pela THERANOS, a saúde pública dos Estados Unidos economizaria cerca de US$ 100 bilhões na próxima década. 


As fontes: as informações foram retiradas e compiladas do site oficial da empresa (em várias línguas), revistas (Fortune, Forbes, Newsweek, BusinessWeek, Exame e Isto é Dinheiro), sites especializados em Marketing e Branding (BrandChannel e Interbrand), Wikipedia (informações devidamente checadas) e sites financeiros (Google Finance, Yahoo Finance e Hoovers). 

Última atualização em 29/8/2014

20.8.14

EASY TAXI


Se você acha que para pedir um táxi basta levantar um braço, esqueça, isto faz coisa do passado. EASY TAXI, um aplicativo de serviço que permite a conexão entre taxistas e passageiros, possibilita uma corrida rápida, conveniente e segura, em apenas alguns cliques. Com EASY TAXI ficou fácil conseguir um táxi 24 horas por dia e em qualquer lugar. 

A história 
Tudo começou a partir de uma constatação da realidade carioca, que se estende a diversas metrópoles do país, sentida pelo publicitário e empreendedor mineiro Tallis Gomes: em muitas ocasiões era extremamente difícil conseguir um táxi rapidamente. E uma dessas situações iria mudar sua vida. Em junho de 2011 ele estava participando de um evento de startups (Startup Weekend, uma competição para empreendedores) no bairro do Leblon quando ficou aproximadamente meia hora esperando por um táxi, em uma noite muito chuvosa. Nessa época, ele planejava desenvolver um aplicativo de monitoramento de ônibus, que através da geolocalização apontaria quais ônibus passariam no local que o usuário estava para o destino que desejaria, mas mudou de ideia e resolveu investir para resolver situações como essa ao desenvolver um aplicativo que permitisse chamar um táxi pelo smartphone de forma rápida e eficiente.


No mês de abril de 2012 ele fundou no Rio de Janeiro a EASY TAXI e lançou de forma pioneira na América Latina o serviço móvel de chamada de táxi. O aplicativo facilitava a conexão entre passageiro e taxista, viabilizando a corrida com apenas alguns cliques e com tempo médio de espera de 10 minutos. Disponível nos idiomas inglês e português, o sistema de GPS do smartphone localizava o táxi mais próximo do passageiro e este podia acompanhar o trajeto que o taxista fazia pelo mapa no aplicativo. O serviço também podia ser utilizado pelo site da empresa. Nessa época, ele tinha que percorrer pontos de táxi para convencer os motoristas a utilizar o aplicativo. Também fez abordagens em postos de gasolina até conseguir os primeiros 20 taxistas. E chegou a investir do próprio bolso para comprar 20 smartphones para eles.


Porém, o maior desafio inicial foi mudar a cultura dos taxistas cariocas. Foi então que ele começou a ir aos churrascos com os taxistas, a jogar bola com eles e ficou amigo dos que eram chefes de ponto. Tudo para tentar explicar porque seria útil aderir ao EASY TAXI. Já o outro desafio era conseguir que os passageiros passassem a usar o EASY TAXI para gerar corrida para os taxistas. Foi então que ele resolveu percorrer as portas dos hotéis para apresentar o aplicativo para os turistas, principalmente os estrangeiros: o pessoal ficou maravilhado com a eficiência do aplicativo. Essas ações começaram a surtir resultados, gerando corridas e uma propaganda boca a boca, criando assim mais aderência dos taxistas e também dos passageiros.


Em outubro desse mesmo ano, a empresa recebeu um aporte de R$ 10 milhões do fundo de investimento alemão Rocket e inaugurou sua primeira operação internacional no México. Além disso, iniciou as operações de expansão nacional da plataforma para dez capitais, começando por São Paulo. Pouco depois, em 2013, após receber uma nova rodada de investimentos, a EASY TAXI adotou uma estratégia cuja intenção era priorizar países e cidades que apresentavam problemas de mobilidade urbana, planejando atuar no vácuo de ineficiência do sistema de transportes. Com isso, a EASY TAXI conseguiu levar seu serviço para mais 11 cidades brasileiras e nove outros países, entre os quais Coréia do Sul, Nigéria, Malásia e capitais sul-americanas, como Bogotá, Lima, Santiago, Buenos Aires e Caracas.


Mais recentemente a empresa lançou EASY TAXI PAY, uma ferramenta que revolucionou o pagamento de corridas de táxi e permite que o pagamento seja gerado pelo smartphone do motorista e confirmado no aparelho do passageiro. O uso é simples e oferece mais segurança ao usuário e ao taxista, já que diminui o uso do dinheiro em papel e não exige a apresentação do cartão no ato do pagamento. Em 2014 a empresa lançou outra novidade: EASY TAXI EMPRESAS, um serviço que permite aos usuários do aplicativo solicitarem táxis através de uma conta corporativa. Criada para facilitar a comunicação entre empresas e taxistas, a nova plataforma possui uma estrutura de backend dedicada, que permite o controle e monitoramento de gastos. A nova ferramenta permite ainda que o passageiro peça o táxi pelo celular e efetue o pagamento no próprio aparelho, através de boleto eletrônico.


Para divulgar o aplicativo entre os brasileiros a empresa investe constantemente em campanhas sociais que visam testemunhar o seu compromisso com a melhoria do transporte público nos mercados onde atua. Algumas dessas iniciativas incluem: Free Taxi Day (ande de táxi de graça), Bibliotáxi (livros gratuitos em seus táxis) e Se beber, vá de táxi (promove uma condução segura e responsável, realizada em parceria com uma renomada cervejaria). Hoje em dia, o principal objetivo da empresa é incentivar uma nova geração de taxistas e usuários que podem utilizar o serviço para diminuir o tráfego intenso, melhorar o ecossistema com menos automóveis em circulação e impulsionar o barateamento do transporte.


Dados corporativos 
● Origem: Brasil 
● Fundação: 2012 
● Fundador: Tallis Gomes 
● Sede mundial: São Paulo, Brasil 
● Proprietário da marca: Easy Taxi Serviços S/A 
● Capital aberto: Não 
● Presidente: Tallis Gomes 
● Faturamento: Não divulgado 
● Lucro: Não divulgado 
● Presença global: 32 países 
● Presença no Brasil: Sim 
● Funcionários: 75 
● Segmento: Tecnologia 
● Principais produtos: Aplicativo de serviço mobile 
● Concorrentes diretos: 99Taxis, SaferTaxi, Taxibeat e Resolve Aí 
● Slogan: Seu táxi em 1 clique! 
● Website: www.easytaxi.com.br 

A marca no mundo 
Atualmente EASY TAXI, considerado o maior aplicativo mobile de serviços do mundo, tem operação em mais de 32 países, entre os quais Hong Kong, Estados Unidos, Tailândia e Cingapura, oferecendo seus serviços em 165 cidades, das quais 100 são brasileiras. Com mais de 200.000 taxistas cadastrados no mundo inteiro, o serviço atende mais de 10 milhões de usuários, dos quais aproximadamente 40% são brasileiros. O aplicativo está disponível para smartphone com sistema operacional Android, iOS, Blackberry e Windows Phone. 

Você sabia? 
Desde a sua criação, a empresa captou R$ 145 milhões em investimentos, o que a torna a startup de mobile que mais recebeu investimento na história do país. 
No modelo de negócio da EASY TAXI, não há cobrança de mensalidade para o taxista, apenas um custo definido por corrida concluída (no Brasil este modelo foi extinto devido a enorme concorrência). Além disso, os taxistas são cadastrados após uma criteriosa pesquisa realizada pela empresa, que faz um levantamento cadastral completo do motorista e do táxi, para que a segurança do usuário seja garantida. O aplicativo também permite que o usuário visualize a identidade do taxista e do veículo. 


As fontes: as informações foram retiradas e compiladas do site oficial da empresa (em várias línguas), revistas (Isto é Dinheiro, Exame e Época Negócios), jornais (Valor Econômico e Meio Mensagem), sites especializados em Marketing e Branding (Mundo Marketing) e Wikipedia (informações devidamente checadas). 

Última atualização em 20/8/2014

12.8.14

BALANCE BAR


Desde que foi lançada no mercado há mais de duas décadas, a BALANCE BAR sempre teve como princípio tornar mais fácil ter acesso a uma nutrição equilibrada para obter energia para as tarefas do dia a dia. E este objetivo somente foi alcançado com investimentos maciços em pesquisas, que resultaram na criação de deliciosas e nutritivas barras energéticas com o equilíbrio certo de carboidratos, proteínas e gordura. 

A história 
Tudo começou no mês de abril de 1992 na cidade californiana de Santa Barbara quando Thomas Davidson e Richard Lamb, este último um campeão de windsurfe, fundaram a empresa Bio Foods Inc. Com a ajuda de mais dois investidores, este grupo de entusiastas esportistas e cientistas, adquiriram os direitos de produção e distribuição de barras energéticas baseadas no princípio nutricional conhecido como 40-30-30, isto é, uma dieta contendo 40% das calorias provenientes de carboidratos, 30% das calorias de proteína e 30% das calorias sob forma de gordura dietética. As barras energéticas, feitas apenas com ingredientes naturais e batizadas de BALANCE BAR, eram inicialmente produzidas pela empresa canadense Bariatrix e vendidas em lojas de produtos naturais do estado da Califórnia. Com uma fórmula que continha a quantidade certa de proteínas, carboidratos e gorduras, e fornecia a sensação de satisfação e bem estar através da energia de sabores deliciosos, a marca rapidamente conquistou atletas, praticantes de atividades físicas e pessoas comuns que faziam dieta e se preocupavam com a saúde.


Quando a filosofia nutricional 40-30-30 foi popularizada pelo doutor Barry Sears, um conceituado bioquímico que criou este conceito, amplamente divulgado em seus livros, as vendas da BALANCE BAR literalmente dispararam. Se em 1995 as vendas eram de US$ 1.3 milhões, em 1999 a empresa já atingia um faturamento de US$ 100.9 milhões. Outro fator que ajudou a expandir as vendas dos produtos foi que, a partir de 1997, as barras energéticas da marca passaram a ser vendidas em grandes varejistas como supermercados, redes de drogarias, academias e lojas de conveniência, com distribuição nacional. Além disso, a marca começou a anunciar na televisão.


O sucesso era tamanho que a empresa, além de mudar seu nome para BALANCE BAR COMPANY, abriu seu capital na Bolsa de Valores em 1998. Ainda nesta década, a empresa adicionou novos sabores (como Cranberry, banana e coco, amendoim com mel, amêndoas e brownie) e lançou novos produtos, como por exemplo, o BALANCE BAR DRINK MIX, uma linha que seguia o mesmo princípio das barras, mas em pó, para ser consumida como bebida; ou a TOTAL BALANCE, ingressando assim no lucrativo segmento de bebidas prontas para o consumo. Além disso, um grande número de atletas e celebridades foi contratado para endossar os produtos da marca.


O rápido crescimento da empresa logo chamou a atenção da Kraft Foods, que comprou a BALANCE BAR por US$ 268 milhões em janeiro de 2000, como parte de sua estratégia de expandir sua linha de produtos naturais. Nos anos seguintes a marca introduziu novas linhas, como por exemplo, a BALANCE BAR CarbWell (cujas barras continham apenas 2 gramas de carboidratos líquidos e muita proteína), introduzida em 2004; e a BALANCE BAR BARE (barras repletas de grãos e fibras), lançada em 2007. Apesar de ganhar ainda mais poder de distribuição no território americano e canadense, a marca não ofereceu os resultados esperados e acabou sendo comprada, em novembro de 2009, pelo fundo de investimento Brynwood Partners. Sob o comando de novos proprietários, a marca passou por um reposicionamento, incluindo mudança de identidade visual e design das embalagens, lançamento de novos produtos e reformulação de suas linhas, agora focada somente em barras energéticas. Além disso, a marca recebeu novos investimentos em marketing e publicidade. Entre as novidades, introduzidas em 2011, destaque para as linhas BALANCE BAR CAFÉ (barras inspiradas no delicioso sabor dos cafés) e BALANCE BAR NIMBLE (barras que fornecem energia e nutrição para as mulheres, com ingredientes essenciais para o corpo e pele, em uma deliciosa guloseima de apenas 120 calorias).


No início de novembro de 2012, a marca anunciou o lançamento da linha BALANCE BAR DARK, barras energéticas com cobertura de chocolate disponível em três sabores (Dark Chocolate Crunch, Dark Coco e Dark Chocolate Peanut). Esta é a primeira linha de barra de nutrição a estampar em suas embalagens o selo Rainforest Alliance Certified, que identifica um produto (neste caso o cacau) proveniente de fazendas que utilizam práticas sustentáveis e sociais em seu processo de produção. Pouco depois, no dia 26 de novembro de 2012, a BALANCE BAR COMPANY foi adquirida pela NBTY, Inc., tradicional empresa produtora de vitaminas e suplementos nutricionais. Os novos proprietários restringiram a linha de produtos em três versões: BALANCE BAR ORIGINAL (uma excelente fonte de proteínas, vitaminas e minerais), BALANCE BAR GOLD (introduzida em 2000 e que oferece os mesmo sabores da linha original com uma camada extra de indulgência) e BALANCE BAR DARK (recobertas com chocolate amargo).


A evolução visual 
A identidade visual da marca passou por uma única grande mudança ao longo de sua história. E esta modificação ocorreu em 2010, quando foi adotada uma nova tipografia de letra mais arredondada. Além disso, o nome da marca passou a ser escrito em letras minúsculas, com exceção do B inicial. A identidade visual da marca pode ser aplicada em fundo branco ou azul.


Os slogans 
Have you found your Balance? (2013) 
Where Delicious Meets Nutritious. 
Live Today. Love Tomorrow.


Dados corporativos 
● Origem: Estados Unidos 
● Fundação: 1992 
● Fundador: Thomas Davidson e Richard Lamb 
● Sede mundial: Valhalla, New York 
● Proprietário da marca: Balance Bar Company 
● Capital aberto: Não (subsidiária da NBTY, Inc.) 
● CEO: Jeffrey Nagel 
● Faturamento: US$ 350 milhões (estimado) 
● Lucro: Não revelado 
● Presença global: 2 países 
● Presença no Brasil: Não 
● Funcionários: 80 
● Segmento: Alimentos e suplementos 
● Principais produtos: Barras energéticas 
● Concorrentes diretos: Clif Bar, PowerBar, Nutribar, Zone Perfect, Pure Protein e Kind 
● Slogan: Have you found your Balance? 
● Website: www.balance.com 

A marca no mundo 
Atualmente a BALANCE BAR COMPANY, uma subsidiária integral da NBTY, Inc., comercializa uma extensa linha de barras energéticas (aproximadamente 20 sabores e versões) nos Estados Unidos e Canadá através de grandes varejistas, redes de drogarias, lojas de conveniência e academias. A marca BALANCE BAR, que está entre as cinco líderes do segmento no mercado americano, tem faturamento estimado de US$ 350 milhões anuais. 

Você sabia? 
A marca tem uma equipe de embaixadores, batizados pela empresa de AmBARsadors, entre os quais Gene e Joyce Daoust, dois nutricionistas originais da BALANCE BAR e especialistas em fitness. 


As fontes: as informações foram retiradas e compiladas do site oficial da empresa (em várias línguas), revistas (Fortune, Forbes, Newsweek, BusinessWeek e Time), sites especializados em Marketing e Branding (BrandChannel e Interbrand) e Wikipedia (informações devidamente checadas). 

Última atualização em 12/8/2014

4.8.14

PATAGONIA


Algumas empresas se tornam ícones graças ao estrondoso sucesso financeiro. Outras ainda por criar marcas que ajudam a transformar o mundo. Há um terceiro e, seleto grupo, que faz história porque realiza as duas coisas ao mesmo tempo. Nesta categoria se insere a marca californiana de roupas esportivas para a prática de esporte ao ar livre PATAGONIA (sem acento mesmo), apontada como uma das empresas mais inovadoras do mundo. A marca faz enorme sucesso sugerindo para seus consumidores que comprem pouco, incluindo seus próprios produtos. Afinal, segundo a empresa, o consumo excessivo faz mal ao planeta. E se faz mal ao planeta, é ruim para a empresa também. Com esses métodos nada tradicionais no mundo dos negócios, a PATAGONIA se tornou o símbolo máximo do chamado “capitalismo consciente”, conceito baseado na ideia de que a contribuição das empresas para a sociedade deve ir além do lucro. 

A história 
Tudo começou com o jovem americano Yvon Chouinard, que no início dos anos de 1950 era mais um rebelde de calças jeans apaixonado por causas ambientais, amante da natureza e um entusiasta da prática de esportes radicais. Ele começou a praticar alpinismo em 1954, aos 14 anos de idade. Pouco depois, sua paixão o levou a abandonar os estudos para dedicar-se a proteger falcões, escalar montanhas, andar de caiaque e surfar em praias exóticas ao redor do mundo. Aos poucos, em suas escaladas, ele percebeu que os pitões de ferro (ferramenta pregada na montanha para dar suporte à escalada), além de causar ferimentos, precisavam ser deixados na rocha, o que resultava em uma agressão à natureza. Foi então que, em 1957, após pesquisar sobre o assunto, ele resolveu produzir um pitão de aço temperado com cromo e molibdênio na garagem da casa de seus pais na cidade californiana de Burbank, que seria o ponto de partida para que desenvolvesse uma série de equipamentos “amigos do meio ambiente”. Seus pitões fizeram tanto sucesso que ele começou a vender para outros alpinistas e aventureiros através de sua nova empresa, a Chouinard Equipment. Ele conseguia forjar dois pistões por hora, que eram vendidos por US$ 1.50 cada.


Em 1965 ele mudou seu negócio para a cidade de Ventura, também na Califórnia, fazendo uma parceria com seu amigo Tom Frost, um engenheiro aeronáutico, para automatizar sua produção e poder assim atender a alta demanda. No início dos anos de 1970, a empresa já era a maior produtora de equipamentos para alpinismo do mercado americano. Mas a empresa era diferenciada e tinha uma enorme preocupação: a sustentabilidade. Um exemplo disso aconteceu quando ao perceber que seus equipamentos de escaladas continuavam destruindo as rochas das montanhas, decidiu cancelar a venda do produto, mesmo sabendo que essa linha representava 70% de suas vendas. Felizmente eles tinham uma alternativa: os pitão de alumínio, reutilizável, uma grande novidade para a época. Mas as margens de lucros eram ordinárias para sustentar a empresa e, foi então, que eles começaram a vender roupas para os alpinistas, importadas do Reino Unido. Como a aceitação foi excelente, os rumos da empresa estariam prestes a mudar.


As roupas e acessórios, extremamente duráveis, entre os quais calças tipo capri; shorts com reforço traseiro, feitos de veludo ultra resistente, produzido em uma tecelagem em Lancashire, na Inglaterra; suéteres tipo Chamonix; camisas de marinheiro mediterrâneas clássicas; calças e camisas de lona; além de luvas e até sacos para dormir, faziam cada vez mais sucesso. Era preciso encontrar um nome para sua linha de roupas. E foi então, que em 1973, surgiu a PATAGONIA. O nome da marca e seu logotipo tinham a uma inspiração óbvia. Era uma referência ao imponente Cerro Fitz Roy, na Cordilheira dos Andes, na região da Patagônia argentina. Nessa época, as roupas esportivas ainda era uma novidade pouco explorada, mas em ascensão entre os grupos ambientalistas pelos quais ele transitava. O foco da nova empresa foi o mercado de produtos para o montanhismo, uma paixão desde os tempos da adolescência de Yvon. Ele começou vendendo capas de chuva, luvas, chapéus, jaquetas e até tendas.


No final desta década, em 1977, a PATAGONIA em colaboração com a Malden Mill, uma fabricante de produtos têxteis, se tornou um sucesso ao lançar o primeiro revestimento sintético para jaquetas à base de poliéster, introduzindo assim o conceito de camadas. Ao contrário dos revestimentos naturais, o novo produto repelia a umidade e retinha o calor do corpo, mantendo os alpinistas quentes. Por volta de 1980, a empresa utilizava polipropileno, uma fibra sintética à prova d’água, que apresentava problemas: ela derretia nas secadoras comerciais e era muito difícil de limpar. Foi então que desenvolveu a Synchilla®, um tecido que não embolotava. Já em 1984, a empresa descobriu um poliéster que não derretia em secadoras e poderia ser facilmente lavado. A PATAGONIA usou o novo Capilene® primeiro nas roupas íntimas, e depois em outros produtos da marca. Tudo isso baseado em seu lema “Build the best product, cause no unnecessary harm, use business to inspire and implement solutions to the enviromental crisis” (em português “Fazer os melhores produtos, causando o mínimo de impacto, usando os negócios para inspirar e implementar soluções à crise ambiental”).


Foi somente na década de 1980 que as vendas de roupas decolaram. Isto após elas serem inspiradas nas vestimentas coloridas de pescadores do Atlântico Norte. Com isso a empresa lançou no mercado roupas de inverno em cores vivas em detrimento às cores pastéis vigentes. Essas roupas coloridas da PATAGONIA, que criaram tendências, resultaram de sua adoção por fashionistas. A marca descobriu que sua roupa do dia-a-dia vendia melhor que seus equipamentos técnicos. E as vendas começaram a explodir. Em 1996, mais uma atitude surpreendente: a PATAGONIA decidiu arriscar 25% de suas vendas anuais, ao trocar toda sua linha de vestuário de algodão normal para algodão orgânico, ao perceber que o uso de pesticidas nas plantações poluía rios e causava doenças aos trabalhadores nas linhas de produção. Um detalhe, o algodão orgânico era três vezes mais caro que o original. A primeira experiência com algodão orgânico havia sido feita com a linha de camisetas dois anos antes. Alguns anos depois, a PATAGONIA desenvolveria uma nova tecnologia que permitiu a fabricação do revestimento das jaquetas a partir de garrafas descartáveis. Chouinard passou então a reestruturar o negócio, priorizando o uso de materiais naturais e recicláveis em todas as peças. Nos últimos anos, além de expandir sua linha de produtos para a prática de surfe, esqui, pesca e outros esporte ao ar livre, a empresa iniciou a abertura de lojas próprias. A PATAGONIA também desenvolveu um novo traje de surfe quente, flexível e ambientalmente correto, feito de fibras naturais que se tornou uma opção sustentável em relação ao popular neoprene.


Mesmo nos dias de hoje, a empresa e seu fundador acreditam, de verdade, que vendendo produtos de alta durabilidade seus clientes não precisarão comprar roupas por um bom tempo. A estratégia pode até parecer loucura, mas os resultados financeiros comprovam que isso não está errado. O faturamento da empresa supera a casa do meio bilhão de dólares. O maior trunfo da PATAGONIA foi ter antecipado um estilo de vida mais natural, em defesa do planeta, quando ninguém pensava em aquecimento global ou reciclagem de materiais.


Sustentabilidade verdadeira 
O que você pensa de uma empresa que fatura mais de meio bilhão de dólares por ano lançar uma campanha de marketing pedindo que seus consumidores pensem duas vezes antes de comprar um produto novo? Pois é exatamente o que a marca californiana de roupas esportivas faz. A marca já colocou etiquetas nas roupas com a mensagem: Você realmente precisa disso? Outro exemplo ocorreu em 2011, durante a popular Black Friday, a famosa sexta-feira em que os americanos vão às compras de forma compulsiva, quando a PATAGONIA publicou um anúncio de página inteira no tradicional jornal The New York Times dizendo: “Não compre esta jaqueta”. Detalhe: a jaqueta era da própria marca. Mais abaixo, os avisos: REDUZA. Nós fazemos produtos que duram muito tempo, assim, não compre aquilo que não precisa. RECUPERE. Nós o ajudamos a recuperar seu produto PATAGONIA, se prometer que irá consertá-lo quando estiver danificado. REUSE. Nós o ajudamos a encontrar um novo lar para o seu produto que não mais precise caso tenha interesse em vendê-lo ou passá-lo adiante. RECICLE. Nós buscaremos seu produto que está inutilizado se prometer que irá deixá-lo longe de um aterro sanitário ou incinerador. Queria, com isso, fazer os consumidores refletirem se realmente precisavam comprar mais roupas, sapatos e produtos, só porque o preço era uma pechincha. A iniciativa foi uma extensão do programa Common Threads Initiative, lançado pela PATAGONIA em 2005 e apoiado nas premissas de reduzir, reparar, reutilizar, reciclar e re-imaginar. A marca solicita aos clientes que encaminhem roupas danificadas para reparos, façam doações de peças que possam ser comercializadas por preços mais baixos e não comprem novos produtos que não tenham uma real utilidade. A empresa montou uma estrutura para receber de volta roupas velhas e gastas da marca, que são então enviadas para recicladores, em muitos casos, em outros países. Aproximadamente 47 toneladas de roupas foram devolvidas à empresa desde então – e a sua reciclagem deu origem a mais de 35 toneladas de vestimentas novas.


Mais recentemente a empresa lançou uma campanha cujo conceito central era a proposta “Celebrate the stuff you already own”, algo como “Celebre as coisas que você já tem”. A campanha, que foi criada como antídoto para conceitos de promoção comercial, consiste em histórias de pessoas contadas a partir de peças de roupa da marca que as acompanham à muito tempo, ilustradas com fotos que traduzem o mesmo conceito como, por exemplo, uma jaqueta infantil que tem em sua etiqueta os sete nomes das crianças a quem ela já pertenceu. Desse modo, essas histórias transmitem, com base em fatos reais, toda a confiabilidade da marca PATAGONIA. E roupas para esportes ao ar livre precisam ser extremamente confiáveis. Afinal, ninguém quer descobrir que sua calça impermeável não é tão impermeável assim no meio de uma tempestade com ventos de dezenas de quilômetros por hora em uma trilha no fim do mundo.


Pode parecer uma enorme jogada de marketing, mas o fato é que a empresa tem demonstrado suas boas intenções sustentáveis há anos e a lista de iniciativas é extensa. Por exemplo, desde 1985, a PATAGONIA destina 1% de sua receita ou 10% do lucro, o que for maior, para grupos de proteção do meio ambiente. Desde então, a empresa já doou mais de US$ 55 milhões a 1.200 organizações. E mais exemplos não faltam. Foi uma das primeiras empresas americanas a oferecer aos funcionários licença-maternidade e paternidade. Seus funcionários podem ir trabalhar de bermuda e chinelo e têm horários flexíveis. A sede da empresa, em Ventura, na costa da Califórnia, também coloca em ação o que prega. Usam energia solar, só tem comida orgânica no refeitório (onde nenhum item é descartável) e oferece incentivo para o uso de bicicleta. Na recepção há um grande quadro com boletins atualizados sobre as condições do tempo para o surfe, esporte preferido de boa parte dos empregados. Ao sinal de ventos generosos, qualquer um pode passar a mão na prancha e rumar para a praia. Além disso, desde 1984, não há escritórios particulares, e a PATAGONIA foi uma das primeiras empresas americanas a ter creche no local de trabalho.


O gênio por trás da marca 
Yvon Chouinard nasceu no dia 9 de novembro de 1938 no pequeno e pitoresco estado americano do Maine, conhecido por suas belezas naturais. Filho de um ferreiro franco-canadense, desde sua adolescência sempre foi um apaixonado por causas ambientalistas e prática de esportes ao ar livre. Ele iniciou na escalada em sua juventude, motivado pelo hobby da falcoaria e o interesse no voo das aves, que naturalmente o levaram as montanhas e rochas. Para economizar dinheiro começou a fabricar seus próprios equipamentos de escalada que minimizavam os impactos ao meio ambiente. Sua primeira empresa deu origem a uma das melhores companhias de equipamentos, a Black Diamond, fundada por seus funcionários a partir da compra de sua empresa, em 1989.


Ele até hoje não se sente confortável dentro do escritório. Não tem celular nem tão pouco computador. A sede global da empresa, localizado em Ventura na Califórnia, fica a uma distância de metros da praia e sempre que o mar está bom, ele e a maioria dos funcionários surfistas caem na água. Yvon preza por um ambiente de trabalho descontraído, onde os funcionários possuem total independência para executar seus projetos. Se eles estiverem entregando resultados, não há nenhum problema em estarem surfando numa tarde de segunda-feira. E tem mais, até os dias de hoje ele segue dando ideias de novas linhas de produtos. E essas ideias não surgem dentro escritório e sim quando Yvon está escalando, surfando ou pescando. Afinal, na maior parte do tempo, ele está viajando e curtindo a natureza em algum local afastado ao redor do mundo. Na volta, pode ter certeza que boas ideias surgirão.


Por causa dessa postura nada convencional, ele virou um ídolo às avessas. No meio acadêmico, inspirou estudos em universidades de renome. É admirado até por empresas maiores que a sua, como a Gap e a Levi’s. Para os clientes, seu negócio equivale a uma grife. Em 1968, ele e alguns amigos partiram em uma aventura extrema em busca do “último local selvagem na Terra”, e acabaram percorrendo o território da Patagônia e escalando o Cerro Fitz Roy. A paixão e o envolvimento com a natureza foram tão grandes, que mais tarde o empresário adquiriu 17 mil acres de terras no Chile e Argentina, a qual foi anexando novas áreas até um total de mais de 2 milhões de acres na atualidade, sendo o maior proprietário na região patagônica. O objetivo é manter as áreas completamente intactas na forma de Parques Nacionais. Apesar de receber inúmeras ofertas bilionárias de compra, Yvon (que já estampou a capa da revista americana Fortune por ter criado a empresa mais “descolada” do planeta) e sua esposa Malinda, continuam como únicos sócios da empresa e detém controle total, podendo expandi-la em um ritmo saudável e sem pressões de acionistas.


A evolução visual 
A identidade visual da marca pouco mudou ao longo dos anos. Para tornar o logotipo mais versátil em sua aplicação, a marca adotou um logotipo apenas com o nome PATAGONIA. O antigo logotipo que tinha o fundo colorido representando o Cerro Fitz Roy, na Patagônia, continua a ser utilizado nas etiquetas das roupas e em algumas ações promocionais.


Dados corporativos 
● Origem: Estados Unidos 
● Fundação: 1973 
● Fundador: Yvon Chouinard 
● Sede mundial: Ventura, Califórnia 
● Proprietário da marca: Patagonia, Inc. 
● Capital aberto: Não (subsidiária da Patagonia Works, Inc.) 
● Chairman: Yvon Chouinard 
● CEO: Rose Marcario 
● Faturamento: US$ 600 milhões (estimado) 
● Lucro: Não divulgado 
● Lojas: 80 
● Presença global: + 50 países 
● Presença no Brasil: Não 
● Funcionários: 1.500 
● Segmento: Esportivo 
● Principais produtos: Roupas, calçados e acessórios para esportes ao ar livre 
● Concorrentes diretos: The North Face, Columbia Sportswear, Millet, Mont-Bell e Mountain Hardware 
● Ícones: O conceito da sustentabilidade 
● Website: www.patagonia.com 

A marca no mundo 
Atualmente a PATAGONIA, que vende roupas, calçados e acessórios para esportes ao ar livre, como montanhismo, alpinismo, surfe, esqui, snowboarding, pesca, corrida, entre outros, está presente em mais de 50 países ao redor do mundo. A empresa possui uma pequena rede de 80 lojas próprias localizadas em 15 países, como por exemplo, Estados Unidos, Canadá, Argentina, Chile, Alemanha, Japão, Austrália, China, França, Espanha, entre outros. O faturamento estimado atual da gira em torno de US$ 600 milhões. 

Você sabia? 
Apesar do fundador da empresa condenar modismos, as poucas lojas próprias da marca foram apelidadas de “Pradagonia” e “Patagucci”, em virtude do estilo fashion de suas roupas. 
O modelo de negócios tem se mostrado tão eficiente que a PATAGONIA pretende investir em áreas distintas de sua vocação original, como a de alimentos. A empresa já produz salmão e pretende lançar uma linha de sopas e frutas frescas. 


As fontes: as informações foram retiradas e compiladas do site oficial da empresa (em várias línguas), revistas (Fortune, Newsweek, BusinessWeek, Época Negócios, Exame e Isto é Dinheiro), jornais (Valor Econômico e Meio Mensagem), sites especializados em Marketing e Branding (BrandChannel e Interbrand), Wikipedia (informações devidamente checadas) e sites financeiros (Google Finance, Yahoo Finance e Hoovers). 

Última atualização em 4/8/2014