20.5.16

TRACK&FIELD


A missão da Track&Field vem sendo promover o esporte como parte essencial da vida das pessoas. A prática esportiva e a escolha de um estilo de vida saudável, aproxima as pessoas, equilibra e ajuda a conquistar maiores desafios. A marca brasileira é inspirada diariamente por todos aqueles que fazem do esporte uma escolha capaz de definir sua rotina, suas amizades, sua vida. Mais que uma marca esportiva, a Track&Field é um estilo de vida. E totalmente esportivo. 

A história 
A pequena produção de camisetas para vender no colégio e depois para marcas de surfwear foi o início do negócio criado pelos primos Fred Wagner e Ricardo Rosset juntamente com o amigo Alberto Azevedo. Rapidamente eles perceberam que o negócio não iria longe e aproveitaram uma oportunidade para investir em uma marca de moda esportiva, já que não encontravam roupas adequadas para a prática esportiva. Assim, no dia 1 de fevereiro de 1988 surgia a Track&Field, especializada na venda de roupas e acessórios para corrida e ginástica. A primeira loja própria foi inaugurada em 1990 no Shopping Jardim Sul, bairro do Morumbi, em São Paulo. Um shopping novo, com pouco fluxo de pessoas e uma marca nova. Era um risco enorme. Mas com persistência, utilizando o tempo para aprender a operar no varejo, o negócio começou a vagarosamente prosperar.


A virada do negócio começou com a inauguração de uma loja no badalado Shopping Iguatemi. Nesta época, cada um dos sócios se virou para conseguir o dinheiro necessário para inaugurar a nova loja. Alberto tinha acabado de ganhar uma Parati do pai e foi pedir dinheiro a ele para abrir a loja. Ouviu uma negativa e a sugestão para vender o carro. Este fato foi marcante, porque quinze anos depois a Volkswagen procurou os três para criar a edição especial Parati Track&Field, e cada um dos sócios ganhou uma. Com a loja no Iguatemi a Track&Field ganhou enorme visibilidade e começou a conquistar um público cativo.


Nos anos seguintes, a Track&Field passou a promover o esporte e a atividade física como uma parte mais que fundamental da vida das pessoas, conquistando assim milhões de consumidores. A partir deste momento a marca sempre trabalhou para criar peças de qualidade e com design belo e moderno, resultando em um estilo que é ao mesmo tempo, funcional e bonito, já que a Track&Field procura, além de ser uma fornecedora de roupa esportiva, também uma incentivadora da prática esportiva. Com isso, ao invés de uma simples calça de moletom ou shorts de náilon, a marca passou a oferecer produtos “inteligentes”, como camisetas que não absorvem o suor, meias que previnem bolhas, maiôs que não estragam com o cloro da piscina, roupas com tecidos com fator de proteção solar, roupas com esferas de vidro que brilham à noite e camisetas com cápsulas de cheiro que são liberadas à medida que o atleta transpira. E além de lojas próprias, a marca passou a oferecer aos varejistas a revenda de suas roupas e acessórios esportivos.


Em 2009, com o intuito de atingir os consumidores das cidades onde ainda não existia loja física da marca, a Track&Field lançou seu comércio eletrônico. Até o ano de 2010 a empresa tinha 40 lojas próprias no Brasil e resolveu dar um grande salto ao inaugurar uma unidade em Nova York, na sofisticada Madison Avenue. A saída para continuar a crescer dentro do mercado brasileiro foi partir para o modelo de franquias, adotado em 2011. Com isso, nos anos seguintes a marca inaugurou inúmeras lojas em cidades de vários estados brasileiros. E a expansão no mercado americano continuou em 2015 com a inauguração de mais duas unidades em Los Angeles e Charlotte (esta última, uma franquia).


Além de aumentar sua linha de produtos durante os últimos anos, a Track&Field, sempre preocupada em oferecer ao seu consumidor uma experiência de melhor desempenho em qualquer atividade esportiva, faz parcerias com marcas consagradas de calçados esportivos, que ainda não estão presentes no mercado brasileiro. Exemplos disso não faltam. Em 2010, a rede trouxe para o Brasil a americana Newton Running, cujos tênis utilizam alta tecnologia e são cultuados por corredores e triatletas no mundo inteiro. Já em 2014, a empresa trouxe para suas lojas os tênis suíços da marca On Running, que graças à tecnologia exclusiva CloudTech®, conseguem elevar a outro patamar o conforto durante a corrida. Isto porque, quando o corredor atinge o chão, as “nuvens” (clouds) de borracha altamente adaptáveis estrategicamente instaladas na sola, amortecem as forças verticais e horizontais para um pouso suave, longe de dores e lesões.


A Track&Field sempre primou por desenvolver tecnologias de ponta para melhorar a performance esportiva e aumentar o conforto. Uma das tecnologias que deixam a prática de esportes com muito mais desempenho é o Thermodry®, um tecido exclusivo da marca, desenvolvido com microfibra de poliamida, o que deixa ele extremamente leve, sendo perfeito para a prática de atividades físicas. Sua construção permite que a transpiração passe para fora do tecido mais rápido, o que garante conforto térmico e mantém o corpo seco. Outra vantagem é que o tecido possui acabamento antimicrobiano, que evita a proliferação de bactérias causadas pelo suor. Outras tecnologias desenvolvidas pela marca são a Ultramax Stretch® e CoolcottonPima®, que garantem, respectivamente, secagem rápida da peça e o toque macio da fibra natural, de alta qualidade, ideais para o conforto.


Para trazer o esporte cada vez mais para o dia-a-dia de todos aqueles que adotam um estilo de vida saudável, a marca criou um circuito de corridas de rua que é hoje o maior da categoria no Brasil: Track&Field Run Series. O circuito se tornou uma experiência única àqueles que buscam qualidade de vida por meio da prática esportiva. O circuito de corridas de rua é feito para pessoas apaixonadas pelo esporte, pelo bem estar físico e pelo bom relacionamento durante o lazer. Com uma ampla estrutura de apoio e limite técnico de atletas reduzido, a organização do evento preza por oferecer conforto, comodidade e segurança a cada um dos atletas participantes. Isso confere melhor andamento à prova e maior facilidade no acesso aos benefícios oferecidos na arena do evento, como estacionamento, hidratação, frutas na chegada, entre outros. Além disso, os inscritos ainda recebem o diferenciado kit atleta da prova que conta com uma camiseta Thermodry®, produto exclusivo da Track&Field. Com início em 2004, o circuito de corrida mais charmoso do Brasil atrai milhares de atletas pelas ruas do país. Em 2015, foram 60 etapas em 30 cidades brasileiras. A marca acompanha as vitórias e conquistas de mais de 120 mil corredores que, etapa a etapa superam cada vez mais seus limites.


A identidade visual 
O logotipo da marca pode ser aplicado de duas maneiras: na horizontal ou na vertical.


Dados corporativos 
● Origem: Brasil 
● Fundação: 1 de fevereiro de 1988 
● Fundador: Fred Wagner, Alberto Azevedo e Ricardo Rosset 
● Sede mundial: São Paulo, Brasil 
● Proprietário da marca: Fratex Ind. e Comércio Ltda. 
● Capital aberto: Não 
● Presidente: Fred Wagner 
● Faturamento: Não divulgado 
● Lucro: Não divulgado 
● Lojas: 130 
● Presença global: 2 países 
● Presença no Brasil: Sim 
● Funcionários: 300 
● Segmento: Vestuário esportivo 
● Principais produtos: Roupas, calçados e acessórios esportivos e moda praia 
● Concorrentes diretos: Nike, New Balance, Speedo, Asics e Adidas 
● Website: www.tf.com.br 

A marca no mundo 
Atualmente a Track&Field, principal grife brasileira de moda esportiva especializada em moda fitness e praia, possui 126 lojas em 20 estados brasileiros, além de quatro unidades nos Estados Unidos, localizadas nas cidades de Nova York, Los Angeles, Miami e Charlotte. 

Você sabia? 
● A Track&Field carrega em seu DNA o triathlon e a alta performance. No decorrer dos anos, a marca evoluiu acompanhando o comportamento do consumidor e, atualmente, oferece produtos para quem procura um estilo de vida saudável e ativo, sem perder de vista os atletas que sempre estiveram no foco da Track&Field. 


As fontes: as informações foram retiradas e compiladas do site oficial da empresa (em várias línguas), revistas (Isto é Dinheiro, Exame e Época Negócios), jornais (Meio Mensagem, Estadão e Folha), sites especializados em Marketing e Branding (Mundo do Marketing) e Wikipedia (informações devidamente checadas). 


Última atualização em 20/5/2016

11.5.16

LANVIN


Com mais de um século de uma rica tradição no mundo da moda, as roupas e acessórios da marca francesa LANVIN se transformaram em ícones de vestir-se bem e manter-se antenada com as principais tendências mundiais. Não é exagero afirmar que a LANVIN consolidou-se como uma das marcas mais emblemáticas e responsáveis por transformar a moda naquilo que conhecemos hoje. Não por menos, é a marca escolhida por nove entre dez atrizes de Hollywood. Beldades como Cate Blanchett, Juliane Moore, Diane Kruger e Meryl Streep (que usou um estonteante longo dourado ao receber seu Oscar, em 2012). 

A história 
Jeanne-Marie Lanvin nasceu no dia 1 de janeiro de 1867 na cidade de Paris, em uma família modesta e começou a trabalhar com apenas 11 anos de idade. Aos 13, ela já era aprendiz de moda fazendo delicados chapéus. Nesta época seu talento já era evidente. Em 1889, sem nenhum financiamento, somente utilizando suas economias, inaugurou em Paris, na esquina da Rue Boissy d’ Anglas e Rue du Faubourg Saint-Honoré, sua primeira loja para comercializar sofisticados chapéus. Sua vida começou a mudar com o nascimento em 1897 de sua filha Marguerite di Pietro. Fruto de seu casamento com o Conde Emilio De Pietro, um nobre de origem italiana, ela começou a desenhar roupas e vestidos altamente sofisticados para a pequena Marguerite. Não demorou muito para suas clientes se interessarem pelos trajes e passarem a fazer encomendas para suas meninas também. Com o passar do tempo, a estilista começou também a vestir as mães, até que no ano de 1909 a MAISON LANVIN foi oficialmente fundada e passou a integrar o Chambre Syndicale de la Haute Couture (sindicato da Alta-Costura). Em honra a história da grife, até hoje é fabricada e comercializada a linha Lanvin Petite, que veste crianças com estilo e sofisticação.


Neste momento Jeanne Lanvin quebrava paradigmas, já que o mundo da alta costura era dominado pelos homens. Ela tinha uma postura de vanguarda para época, trabalhando as linhas arquitetônicas e um romantismo único. Sua linha principal era a de vestidos, o primeiro de noiva foi apresentado em 1911, mas também trabalhou os vestidos chemisiers, e um tom de azul que sempre aparecia em suas coleções acabou sendo conhecido como o “azul Lanvin”. Poucos estilistas souberam trabalhar com tanta propriedade as formas como a Madame Lanvin. Seus vestidos eram quase obras de arte, amava os tecidos fluidos, as rendas e os lamês. Eram inspirados em formas vitorianas suavizadas e generosamente adornados com bordados, e uma severidade muitas vezes atenuada por babados. Ela também era fascinada por civilizações, se inspirou muitas vezes no Egito, no norte da África, Europa Central e América do Sul para criar verdadeiras obras luxuosas com tecidos. Para ampliar sua linha de produtos, em 1913, começou a fabricar belos e luxuosos casacos de pele. Às vésperas da Primeira Guerra Mundial, ela criou os chamados robes de style, com cintura marcada e saias fartamente rodadas, que estiveram em moda, com pequenas modificações, até o início dos anos de 1920.


Jeanne Lanvin foi uma grande mulher de negócios, e nos anos seguintes chegou a empregar 800 pessoas, trabalhou também com roupas esportivas (1923), moda masculina (1926), lingeries, decoração e teve até uma fábrica de tintas, quando do seu cuidadoso estudo das cores surgiu à conhecida “paleta Lanvin”. Como manda a cartilha das tradicionais Maisons francesas da alta costura a LANVIN também teve de lançar a sua própria fragrância. Por isso, em 1927, surgiu o perfume Arpège, como presente de aniversário de Jeanne para sua filha. O clássico perfume inspirado no som das notas de piano tocadas por Marguerite suplantou o sucesso de My Sin, lançado em 1925. O frasco esférico de Arpège era embelezado por uma ilustração de Jeanne e Marguerite a caminho de um baile de gala, figura que viria, em 1954, a tornar-se o logotipo da marca.


Com a morte de Jeanne no dia 6 de julho de 1946, aos 79 anos, o comando dos negócios passou para a filha então conhecida como Marguerite Marie Blanche. Jeanne dizia que suas únicas paixões eram sua filha e sua marca. Ela deixou um legado precioso, fazendo de seu nome sinônimo de lifestyle com linhas de cosméticos, decoração e perfumes. Pouco depois, a direção criativa da grife foi assumida por Antonio del Castillo, que desde sua primeira coleção, apresentada em 1951, seguiu sempre de perto o estilo da fundadora. Quando Castillo deixou a Maison, em 1962, para abrir seu próprio negócio, foi sucedido por Jules François Crahay, que vinha do ateliê de Nina Ricci. Nas décadas seguintes a LANVIN cresceu pouco e não era vista como uma das principais marcas de luxo do mundo. Depois de ser comprada em 1990 pela Orcofi Group, a grife francesa foi vendida em 1996 para a L’Oréal.


No ano de 2001 a marca francesa foi adquirida pela empresária e filantropista taiwanesa Shaw Wang Lang. E foi justamente ela a responsável por colocar o marroquino Alber Elbaz no posto de diretor criativo para conduzir a marca ao século 21. Continuando a tradição maternal de Jeanne, criou a linha de noivas Blanche - nome do meio de Marguerite Lanvin - que segue a mesma premissa das outras linhas da grife: o conforto. Foi responsável por lançar em 2010 uma coleção cápsula em parceria com a rede de moda sueca H&M, composta por 30 peças e 15 acessórios, que se transformou em um imediato sucesso. Além disso, comandou o lançamento do comércio eletrônico e a abertura de lojas próprias em várias importantes cidades do mundo. Como por exemplo, em 2009 quando abriu sua primeira loja em solo americano; ou em 2012 quando inaugurou uma loja em São Paulo, no Shopping JK Iguatemi (a única na América Latina). Entre os best-sellers, além dos longos e cocktail dresses, peças mais informais, como camisas de seda, saias lápis, calças de alfaiataria e sapatilhas bailarina. A loja fechou no final de 2015, mas não em virtude da crise, e sim em discordância com o parceiro local.


O ano de 2013 marcou uma das últimas conquistas de Elbaz como diretor criativo da LANVIN, quando a marca se tornou responsável pelo equipamento oficial da equipe de futebol do Arsenal. O talentoso estilista permaneceu em seu posto por 15 anos, sendo responsável por conduzir a LANVIN novamente ao topo da lista das mais importantes marcas do mundo da moda. É importante ressaltar a qualidade do trabalho de Elbaz, que soube fazer uma leitura precisa dos valores da marca, trabalhando com maestria a modernidade sem perder a essência que é o romantismo e a fluidez. Em seu lugar foi anunciada, no mês de março de 2016, a francesa Bouchra Jarrar, uma estilista minimalista que tem tudo para transformar o estilo da marca por completo.


Um dos segredos para se manter viva e sempre em evidência em um universo de tamanha competitividade e dinamismo foi a diversificação e a facilidade de se transformar e de remodelar seus próprios paradigmas em igualdade com as mudanças sociais ao longo de tantas décadas. Hoje, as roupas e acessórios da marca LANVIN são ícones em moda feminina e masculina, dispondo de uma variedade imensa de peças que possuem em comum a paixão pelo luxo. Mesmo com mais de um século de vida, a marca francesa nunca fez parte de um grande conglomerado de luxo. Tem como marca registrada não uma bolsa específica ou uma peça extravagante e, sim, pequenos e simples laços de gorgurão, daqueles que se usam em caixas de presente.


O logotipo 
O tradicional e icônico símbolo da marca francesa foi criado pelo ilustrador e figurinista Paul Iribe em 1923 a partir de uma fotografia em que Jeanne e sua filha estão prontas para um baile de gala em 1907. A imagem em questão (a bordo de um vestido longo e um casaco imponente, uma mulher elegante segura os braços da filha, vestida à sua imagem e semelhança, com chapéu e tudo), redesenhada por Armand Albert Rateau foi imortalizada no logotipo da marca a partir de 1954 e esteve sempre calcada no relacionamento entre mãe e filha.


Hoje em dia o logotipo com este icônico símbolo é ainda utilizado em alguns produtos e como identidade visual da marca. A marca também utiliza um logotipo oficial mais simplificado, que contém apenas o nome da marca e a palavra “Paris” abaixo.


Dados corporativos 
● Origem: França 
● Fundação: 1909 
● Fundador: Jeanne-Marie Lanvin 
● Sede mundial: Paris, França 
● Proprietário da marca: Harmoine S.A. 
● Capital aberto: Não 
● CEO: Michele Huiban 
● Diretor criativo: Bouchra Jarrar e Lucas Ossendrijver 
● Faturamento: €200 milhões (estimado) 
● Lucro: Não divulgado 
● Lojas: 61 
● Presença global: 50 países 
● Presença no Brasil: Sim 
● Funcionários: 330 
● Segmento: Moda de luxo 
● Principais produtos: Roupas, calçados, acessórios e perfumes 
● Concorrentes diretos: Chanel, Gucci, Prada, Christian Dior, Valentino e Cacharel 
● Ícones: O “azul Lanvin” 
● Website: www.lanvin.com 

A marca no mundo 
Hoje em dia a LANVIN, mais antiga casa de alta-costura do mundo e especializada em moda masculina, feminina e infantil, oferece um imenso mix de roupas, calçados, perfumes e acessórios, comercializados em mais de 60 lojas próprias e outros 550 pontos de venda espalhados por mais de 50 países. A marca francesa fatura estimados €200 milhões anuais. 

Você sabia? 
Apesar da Maison Lanvin ter surgido oficialmente somente em 1909, Jeanne inaugurou seu primeiro negócio em 1889, uma chapelaria. Por isso, em 2014 a marca francesa completou 125 anos de vida. 
Os perfumes da marca são um caso à parte, com nomes provocativos como Scandal, Rumeur, Prétexte, Mon Peché (nos Estados Unidos, traduzido como My Sin, ou Meu Pecado) e Arpège (homenagem à filha que era pianista). 
O estilista brasileiro Ocimar Versolato também atuou como diretor criativo na Maison LANVIN, entre 1996 e 1998. 


As fontes: as informações foram retiradas e compiladas do site oficial da empresa (em várias línguas), revistas (Fortune, Forbes, BusinessWeek, Marie-Claire, Elle e Vogue), canais de TV (GNT), sites especializados em Marketing e Branding (BrandChannel e Interbrand), Wikipedia (informações devidamente checadas) e sites financeiros (Google Finance, Yahoo Finance e Hoovers). 

Última atualização em 11/5/2016

3.5.16

WISE UP


É hora de estudar inglês. Mas ao invés dos livros grandes e decorar, você liga a TV e se diverte. Esse é apenas um dos jeitos que só a Wise Up tem para ensinar inglês. Ensinar com metodologia exclusiva, inteligente e veloz, contribuindo com a formação e crescimento pessoal e profissional de milhares de alunos. Por isso, a Wise Up é a escola de inglês ideal para quem quer um inglês rápido e eficiente em pouco tempo. 

A história 
Imagine abrir uma escola de idiomas sem saber falar inglês? Parece algo improvável. Mas foi exatamente o que fez o empreendedor Flávio Augusto da Silva. Em abril de 1995, aos 23 anos, usando R$ 20 mil de seu cheque especial, a um custo de 12% de juros ao mês, ele inaugurou a primeira unidade da Wise Up, no centro da cidade do Rio de Janeiro. Era um período em que o Brasil vivia o ápice da globalização, da abertura de fronteiras, das privatizações, e havia uma demanda enorme por pessoas que precisavam falar inglês rapidamente se quisessem se manter no emprego. A escola apresentou uma nova proposta no ensino de idiomas: qualificar adultos a falar e entender inglês em apenas 18 meses. E conseguiu matricular mil alunos em seu primeiro ano. Oito meses depois era inaugurada a segunda unidade, na Avenida Paulista, em São Paulo.


Em seu segundo ano de existência, a unidade paulistana passou a faturar R$ 500 mil por mês e acabou financiando a expansão da rede, que inaugurou mais 24 unidades próprias nos três anos seguintes. Com turmas reduzidas, que aproximavam professores e alunos, metodologia e materiais didáticos exclusivos, flexibilidade de horário e a possibilidade de assistir às aulas em qualquer unidade da rede, a Wise Up inaugurou novas escolas pelo país. E isto só foi possível, porque em 2000, a Wise Up ingressou em uma nova fase de crescimento por meio de franquias.


Em 2003, com mais de 40 escolas de inglês espalhadas pelo território brasileiro, a empresa decidiu expandir suas conquistas para o mar, criando assim a Wise Up Offshore, a primeira escola dedicada ao ensino de inglês para profissionais que trabalham nas plataformas de petróleo. Afinal, nestes ambientes, saber inglês é mais do que simplesmente dominar uma língua estrangeira. É uma questão de sobrevivência. Em 2009, enquanto a rede crescia e o Brasil passava a ocupar um lugar de destaque no cenário econômico mundial, a Wise Up inaugurou sua primeira escola de inglês fora do país, em Buenos Aires, na Argentina. Meses depois foi a vez da inauguração da primeira unidade nos Estados Unidos, em Orlando, na Flórida.


Em 2011, já consolidada como a escola de inglês líder no segmento adulto no mercado brasileiro, a Wise Up decidiu revolucionar o ensino de inglês para adolescentes, lançando a Wise Up Teens, escola desenvolvida e voltada para adolescentes entre 11 e 16 anos, que utilizava a infraestrutura das unidades da rede e um material didático rico, divertido, que falava a língua das músicas, dos filmes, dos games e da internet. Com isso, os adolescentes aprendem inglês em três anos e meio, tempo muito menor do que o dos outros cursos voltados para jovens. Além disso, a empresa resolveu estender a marca para outros segmentos de negócios com o lançamento do Wise Experience, um projeto de programas de intercâmbio estudantil para o aprimoramento do inglês por meio de uma oportunidade de vivência internacional. A sede de crescimento da rede não parou nos anos seguintes, quando a Wise Up, em uma atitude ousada, inaugurou a primeira unidade na China em 2012, na cidade de Pequim.


No mês de fevereiro de 2013, a Abril Educação adquiriu o Ometz Group, em um negócio avaliado em R$ 877 milhões, e consequentemente a Wise Up, que na época tinha 384 unidades e mais de 76 mil alunos. Com a isso a rede passou a fazer parte de um dos maiores grupos de educação do mundo. O que parecia ser um bom negócio para os novos proprietários, se tornou um grande problema. Em um curto período de tempo a rede de escolas de inglês teve dois novos controladores e três diferentes presidentes, fechou dezenas de unidades e viu o número de alunos despencar. Em 2015, dois anos após vender a rede de ensino de idiomas, o empresário Flávio Augusto da Silva recomprou a empresa que fundou por R$ 389 milhões.


E foi no ano de 2015, que a Wise Up reformulou sua marca e passou a oferecer uma experiência de ensino mais sofisticada, com o objetivo de aumentar a satisfação dos alunos, fortalecer as unidades e liderar o segmento de escolas de idiomas premium, voltadas para o ensino de inglês para negócios. Para tanto, as unidades passaram a investir em uma nova estrutura física, mais moderna e convidativa, com salas de aula que se assemelham a cenários cotidianos, como salas de reunião e cafeterias. A previsão é de que, em dois anos, todas as unidades tenham sido reformadas. O material didático também foi reformulado. O novo “Real Talk Series” é baseado na linguagem cotidiana e inclui um seriado em que os alunos aprendem inglês acompanhando a vida de seis habitantes de Nova York, cidade onde o material foi gravado. Os alunos podem escolher qual história acompanhar nas aulas. A identificação com os personagens é uma excelente maneira de estudar inglês e se divertir ao mesmo tempo.


A rede ainda disponibiliza o Wise Up Corporate, uma parceria com empresas para oferecer aos seus colaboradores e familiares condições especiais para estudar inglês; e o Wise Up Life, onde é possível aprender inglês trocando experiências com diferentes pessoas, de diferentes níveis no idioma, como na vida real. Os alunos contam ainda com acompanhamento pedagógico e com o Wise Up Online, uma plataforma digital que oferece ensino adaptativo – atividades e exercícios que se adéqua às necessidades de aprendizado de cada um – e gera relatórios de desempenho para os professores. O site possibilita ainda reposição de aulas online e até simulados.


Inglês divertido 
Somente na Wise Up Teens é possível contar com um seriado inédito para aprender inglês de uma forma muito mais legal e divertida. Batizado de In Our Own Family Way, as gravações do seriado tiveram um clima de superprodução e duraram quase 100 dias. Cenógrafos, figurinistas, maquiadores, diretores de arte e fotografia e dezenas de outros profissionais criaram um material que lembra os seriados jovens da TV americana. Nesse divertido seriado, cinco adolescentes moram na mesma casa, com seus pais, um militar e pai protetor e uma mãe atarefada em virtude da sua profissão. Cada personagem tem um perfil diferente. Assim o aluno observa cada comportamento e aprende o inglês necessário para se comunicar com as diferentes pessoas que fazem e vão fazer parte da sua vida. O seriado é mais um diferencial da Wise Up Teens para aprender inglês se divertindo. Bem diferente de ficar preso em uma sala de aula decorando apostilas.


O gênio por trás da marca 
Flávio Augusto da Silva nasceu na periferia da cidade do Rio de Janeiro no dia 7 de fevereiro de 1972. Estudou grande parte do tempo em uma escola pública em seu bairro, Jabour, que fica perto de Bangu, na zona oeste da cidade, e tinha o sonho de ser militar (oficial da Marinha). Cursou dois anos de Escola Naval do Rio de Janeiro, mas não seguiu carreira. Aos 19 anos começou a trabalhar no departamento comercial de uma escola de inglês, chamada Mnemo System, com a intenção de ter sua própria renda. Depois de algum tempo, trancou o curso de Ciências da Computação na Universidade Federal Fluminense e passou a dedicar-se 100% a sua carreira. Foi então que, sem enxergar mais perspectivas de crescimento na empresa em que trabalhava, em 1995, aos 23 anos de idade, ele fundou a escola de inglês Wise Up. Em 2009, o fundador da empresa foi morar com a família na cidade de Orlando, no estado da Flórida, e criou um modelo de gestão à distância. Em 2013 vendeu a Wise Up por R$ 877 milhões, fato que o levou à lista de bilionários brasileiros da revista Forbes, com patrimônio avaliado em R$ 1.04 bilhões, na época.


Ainda em 2013, Flávio comprou o clube de futebol profissional Orlando City Soccer Club (o investimento foi de US$ 110 milhões e incluía a construção de um estádio em parceria com a prefeitura local), que neste mesmo ano passaria a integrar a MLS - Major League Soccer - elite do futebol americano. Flávio é dono de 87% das ações, enquanto o restante está com o fundador, o inglês Phil Rawlins, que também continua a presidir o clube. Em julho de 2014, o meia brasileiro, Kaká foi contratado pelo clube. Depois, o empreendedor abriu mais uma empresa, o MeuSucesso.com, um site de cursos online sobre negócios. Em 38 dias no ar, a start-up já havia faturado o primeiro milhão de reais, vendendo assinaturas anuais de R$ 780. Em 2015, ele fez com que “a sua filha”, neste caso a rede de escola de inglês Wise Up, voltasse para casa, ao recomprar a empresa dois anos depois de vendê-la pela metade do preço. Seu canal na internet, o Geração de Valor, tem mais de 3 milhões de curtidas no Facebook. Casado e pai de três filhos, ele atualmente mora em uma belíssima casa em uma das áreas mais nobres de Lisboa. Líder mais admirado pelos jovens brasileiros, empreendedor de sucesso, autor de best-seller, investidor em série, proprietário de escolas de inglês e até dono de time de futebol nos Estados Unidos. Assim é Flávio Augusto da Silva.
 

A evolução visual 
Recentemente, em 2015, a marca remodelou suavemente sua identidade visual, que adotou uma nova tipografia de letra mais arredondada.


Os slogans 
Confie em você. (2016) 
Inglês inteligente. 
Falar inglês pode ser agora. Só depende de você. (2010) 
Wise Up Teens, a escola de inglês que fala a sua língua.


Dados corporativos 
● Origem: Brasil 
● Fundação: 1995 
● Fundador: Flávio Augusto da Silva 
● Sede mundial: Curitiba, Paraná, Brasil 
● Proprietário da marca: Ometz Group 
● Capital aberto: Não 
● Presidente: Flávio Augusto da Silva 
● Faturamento: Não divulgado 
● Lucro: Não divulgado 
● Escolas: 272 
● Presença global: 5 países 
● Presença no Brasil: Sim 
● Funcionários: 5.000 
● Segmento: Educação 
● Principais produtos: Cursos de inglês 
● Concorrentes diretos: Fisk, BerlitzCEL®LEP, Cultura Inglesa, Yázigi, CNA, Wizard e CCAA 
● Slogan: Confie em você. 
● Website: www.wiseup.com 

A marca no mundo 
Atualmente a Wise Up conta com mais de 270 escolas espalhadas por mais de 85 cidades em 19 estados brasileiros (mais o Distrito Federal) e unidades internacionais na Argentina, Colômbia, México e China. A rede de ensino de inglês também tem 36 unidades em plataformas de petróleo no Brasil. São mais de 66 mil alunos que aprendem inglês nas unidades da rede. A Wise Up faz parte do Ometz Group, holding de empresas dos setores de educação e comunicação, que engloba as escolas de inglês You Move e Go Getter, o programa de intercâmbio Wise Experience, a franqueadora Wise Up Franchising, a produtora Mindset Films e as editoras Skopos, Klinos, Omna e Tutor. 

Você sabia? 
Flávio Augusto da Silva só começou a estudar inglês quando a centésima unidade da Wise Up foi inaugurada. 
O grande diferencial da Wise Up sempre foi sua estratégia comercial, pela qual cada aluno deve indicar aproximadamente 20 colegas em troca de descontos na mensalidade ou no preço do material didático. 
A ousadia sempre fez parte da construção da marca Wise Up. Um exemplo disso ocorreu em 2014, quando a rede lançou um curso de inglês online grátis, que visava ensinar ao brasileiro como ser um bom anfitrião na Copa do Mundo de Futebol. A Wise Up era a escola de inglês oficial do mundial e primeira marca de educação da história a patrocinar o evento. 
Entre 2009 e 2013 o ator Rodrigo Santoro foi garoto-propaganda da marca. O ator foi fundamental no lançamento e na consolidação da marca Wise Up. Em 2015, ele voltou a atuar como garoto-propaganda da Wise Up. 


As fontes: as informações foram retiradas e compiladas do site oficial da empresa (em várias línguas), revistas (Exame, Isto é Dinheiro e Época Negócios), jornais (Valor Econômico, O Globo, Meio Mensagem e Estadão), sites gerais (UOL), sites especializados em Marketing e Branding (Mundo do Marketing) e Wikipedia (informações devidamente checadas). 

Última atualização em 3/5/2016

26.4.16

ACHÉ


Disponibilizar continuamente, com qualidade, criatividade e rentabilidade, produtos inovadores e acessíveis, que promovam a saúde e bem-estar de milhões de consumidores. A forte presença em todo o Brasil, a qualidade dos produtos e a contínua busca por diferenciação tecnológica permitem que o Aché Laboratórios atenda às expectativas dos médicos e, principalmente, as necessidades dos consumidores para uma vida melhor. 

A história 
As origens da empresa têm início em 1965 quando três ex-propagandistas de medicamentos, Antônio Gilberto Depieri, Victor Siaulys e Adalmiro Dellape Baptista, que se conheceram na farmacêutica Squibb, resolveram unir forças para fundar a Prodoctor (que significa “Para o doutor”), empresa especializada na distribuição de produtos farmacêuticos. Os três tinham uma ambição: ter o próprio laboratório farmacêutico. E tudo começou à mudar pouco tempo depois, em 1966, quando eles adquiriram o Laboratório Aché, criado em 1922 na cidade de Ribeirão Preto pelo médico Phillipe Aché, seu cunhado, o advogado João Meira Alves Filho, e o microbiologista e farmacêutico João Palma Travassos, que inicialmente produzia soros hormônicos com sangue de cavalos e éguas. Resolveram então manter a marca Aché (por isso, a empresa considera oficialmente 1966 o ano de sua fundação). Com o sobrenome francês do antigo dono a empresa iria se tornar um dos maiores laboratórios farmacêuticos do Brasil, especialmente copiando os produtos de sucesso dos concorrentes estrangeiros, com os chamados medicamentos similares.


Em 1973 a empresa se mudou para uma nova sede em Guarulhos, São Paulo. Em 1982 a empresa deu um grande salto de crescimento quando licenciou produtos da Parke Davis no Brasil, como por exemplo, a pomada Fibrase, o antiácido Mylanta e o anestésico Catalar. Pouco depois, em 1988, surgiu a Prodome, uma joint-venture em parceria com a alemã Merck Sharp & Dome. A partir de 1997 a empresa investiu valores significativos em tecnologia, embalagens invioláveis, segurança, informatização do sistema produtivo e principalmente em pesquisas científicas baseadas na biodiversidade brasileira. A mudança drástica nas feições do mercado brasileiro com a chegada dos medicamentos genéricos, em 1999, desencadeou uma longa disputa entre os sócios do Aché Laboratórios em torno da escolha de uma nova rota de crescimento. Um impasse que praticamente paralisou a empresa por cinco anos. Em 2003, finalmente com os ânimos apaziguados entre os sócios, ocorreu a aquisição da alemã Asta Médica do Brasil, que ampliou a atuação da empresa para novas classes terapêuticas, como por exemplo, o Dinaton (Ginko biloba) para problemas vasculares e o Kamillosan (camomila) para tratamento de dermatites.


A inovação cada vez mais se tornou um valor do Aché Laboratórios. E isto pode ser provado em 2004, quando a empresa apresentou ao mercado, com absoluto sucesso, o Acheflan, anti-inflamatório de uso tópico à base de Cordia Verbenacea (erva-baleeira, encontrada na Mata Atlântica), fruto de pesquisa radical, 100% desenvolvido no Brasil. Após sete anos de intensas pesquisas, o Acheflan, indicado para traumas, dores musculares e tendinites, seria lançado em 2005. Já a versão aerosol seria introduzida dois anos depois. Ainda este ano o Aché Laboratórios comprou a Biosintética, fundada em 2004 e a terceira maior fabricante de medicamentos genéricos do país na época, o que permitiu o ingresso da empresa no rentável segmento de medicamentos genéricos e fortaleceu a participação em especialidades relevantes como cardiologia respiratória, sistema nervoso central e oncologia. Além disso, a Biosintética já tinha tradição em pesquisas no campo da biotecnologia.


Nos anos seguintes a empresa cresceu em um ritmo alucinante: em 2006 adotou um novo modelo de gestão, por unidade de negócios, com foco nas especialidades de cada segmento; ingressou no segmento de dermatologia em 2007; no ano seguinte acelerou sua internacionalização para onze países através de licenciamentos, o que incluiu o lançamento do Acheflan no mercado americano e canadense; e, em 2009, trouxe para o mercado brasileiro, em parceria com a empresa mexicana Silanes, o Meritor, um medicamento inovador para o tratamento da diabetes. Ainda em 2009, foi lançado o Cuidados pela Vida (CPV), um programa de benefícios presente em mais de duas mil cidades brasileiras que oferece relevante prestação de serviços aos consumidores, por meio de materiais sobre saúde que auxiliam o dia a dia do paciente. O programa conta com produtos dermocosméticos e medicamentos prescritos com as marcas Aché/Biosintética no portfólio, mais de 20 mil pontos de vendas cadastrados e mais de 4 milhões de consumidores em sua plataforma. Já em 2010, adquiriu 50% do laboratório Melcon, especializado na produção de medicamentos hormonais. 2011 foi mais um ano importante para a empresa: primeiro ingressou no segmento de nutracêuticos, em parceria com a inglesa Oxford Pharmascience; e depois lançou a linha própria de dermocosméticos PROFUSE.


No ano de 2012, em parceria com outras indústrias farmacêuticas nacionais, criou a Bionovis, uma empresa especializada em produtos biotecnológicos. Ainda este ano criou a unidade de negócios de dermatologia. Uma das grandes novidades de 2014 foi o equipamento simulador do aparelho respiratório humano, um dos mais modernos da indústria farmacêutica, além de ser único na indústria nacional. O aparelho permite verificar com maior precisão o grau de penetração de medicamentos no pulmão. Com o equipamento, é possível compreender melhor as propriedades físicas e químicas das moléculas que alcançam os níveis mais profundos do pulmão, permitindo que a empresa desenvolva produtos cada vez mais eficazes para o trato respiratório. Mais recentemente, em 2016, a empresa adquiriu a Nortis Farmacêutica, reconhecida no mercado pela produção de antibióticos cefalosporínicos, além de possuir uma linha de medicamentos isentos de prescrição (MIP) e nutracêuticos. A empresa é responsável por aproximadamente 50% do segmento de antibióticos cefalosporínicos no Brasil, com 20 milhões de unidades produzidas anualmente.


O ingresso em novos segmentos, como de biotecnologia, e o avanço em oftalmologia, com produtos que chegarão ao mercado nos próximos anos, além da expansão da Linha Profuse de dermocosméticos, reforçam a condição de empresa vencedora, pela criatividade, e pelo pioneirismo na capacidade de inovar e antecipar-se ao mercado. Até 2020, a empresa lançará mais 184 produtos, sendo 120 nos próximos três anos.


Para comemorar 50 anos de inovação e dedicação a saúde de milhões de brasileiros, a marca apresentou um novo slogan, Mais vida para você, e lançou um logotipo comemorativo, idealizado para ser aplicado em todas as campanhas durante o ano de 2016, visando fortalecer a história de cuidado, saúde e sucesso do Aché. O conceito visual do logotipo comemorativo foi inspirado na microbiologia. A ideia de sobreposição de partículas microscópicas, como as visualizadas pelos cientistas por meio de lentes, permeou a criação do logotipo. As partículas criam uma superfície reticular que deram origem ao desenho. O logotipo mantém a cor magenta da identidade visual da marca, que neste meio século passou a ser associada à inovação, confiança e sustentabilidade.


A linha do tempo 
1967 
Lançamento do COMBIRON (anti-anêmico) 
1968 
Lançamentos do SORINE (descongestionante nasal) e do IODEPOL (antibiótico) 
1970 
Lançamentos do SOMALIUM (tranquilizante) e ENERGISAN (energético injetável à base de vitamina B12), um dos grandes sucessos da empresa até ser retirado do mercado em 1986. 
1980 
Lançamento do TANDRILAX (antiinflamatório, analgésico, miorrelaxante e antitérmica). 
1981 
O SINUTAB, produzido até então pelo Parke-Davis, é adquirido pelo Aché. Este medicamento inova ao associar a ação analgésica e antitérmica à ação anti-histamínica e descongestionante. 
Lançamento do moderador de apetite MODEREX
1983 
Lançamento do DIGEPLUS (digestivo). 
1984 
Lançamento do PONSTAN (antiinflamatório). 
1987 
Lançamento do DECAPEPTYL, com tecnologia de microcápsulas, em parceria com a universidade americana de Tulane, cuja fórmula foi desenvolvida pelo Professor Schally, Prêmio Nobel de Medicina. 
1989 
Lançamento do antiinflamatório BIOFENAC e do antilipêmico LOPID
1993 
Lançamento do FLOGENE (antiinflamatório e analgésico) e TRIAC (hormônio para obesidade e para complemento hormonal em câncer de tireóide). 
Criação do Serviço de Atendimento ao Consumidor (SAC). 
1995 
Lançamento do NOVAMOX (antibiótico) e GASTRIUM (para o tratamento de úlcera). 
1996 
Inclusão das informações em Braile nas embalagens dos medicamentos. Foi o primeiro laboratório a adotar essa medida. 
Lançamento do NOTUSS (para tratamento de gripes, resfriados e dor de garganta), do CAPEL (xampu anticaspa) e do CANDIZOL (para o tratamento da candidíase vaginal). 
1997 
Lançamento do NOVATREX (antibiótico), BIOFENAC CLR (antiinflamatório), REDUPRESS (para hipertensão), TRACONAL (antifúngico), FEMINA (anticoncepcional) e BIO-SEL (complexo vitamínico). 
1998 
Lançamento do AURAM (antiepilético) e FREENAL (descongestionante nasal). 
1999 
Lançamento do contraceptivo de emergência POSTNOR 2, conhecido como “pílula do dia seguinte”. 
Lançamento do FEMME (polivitamínico). 
2000 
Lançamento do único diclofenaco na forma aerosol, o antiinflamatório BIOFENAC AEROSOL
2003 
Lançamento do SOYFEMME, para o tratamento dos sintomas da menopausa e primeiro fitomedicamento do Aché. 
Lançamento do contraceptivo ALLESTRA
2004 
lançamento do ARTROLIVE, indicado para osteoartrite, osteoartrose ou artrose em todas as suas manifestações. 
2005 
Lançamento do RosaClean, um sabonete líquido para a higiene íntima da mulher. 
2010 
Lançamento do SINTOCALMY, fitomedicamento indicado para o tratamento de ansiedade, leve ou moderada. 
2012 
Lançamento do LIBERAFLUX, primeiro fitomedicamento expectorante da empresa à base de extrato seco de Hedera helix, espécie cultivada em Portugal e na Irlanda. 
2015 
Lançamento do DONILA, um medicamento considerado por especialistas uma novidade para o tratamento da doença de Alzheimer de intensidade moderada e grave no Brasil. 
2016 
Lançamento do BIOFENAC HOT, um adesivo térmico, evolução da bolsa térmica, e ideal para cólicas menstruais, dores musculares e articulares.


Inovação 
O Aché acredita que o caminho mais sustentável para a sua internacionalização passe pela inovação. Com cinco décadas de história, é a sua visão inovadora que faz com que a empresa seja líder em prescrição médica no Brasil, mesmo diante de um mercado extremamente competitivo. Desde 2008, a empresa vem trabalhando na construção da sua marca no exterior. O histórico de parcerias começou em 2007 com a mexicana Silanes. Em 2010, o relacionamento foi ampliado com o lançamento no México do hipertensivo Lotar, com o nome de Bicartial - primeira marca própria do Aché fora do país. Um dos destaques da empresa em termos de inovação radical é o antiinflamatório Acheflan: em março de 2015, a empresa fechou um acordo com a farmacêutica Silanes para lançar o produto no México, nas apresentações aerossol e creme. Em dezembro de 2014, o Aché conquistou parceria para exportá-lo ao Japão e alguns outros acordos também foram estabelecidos na América Latina. O produto vem obtendo patentes em diferentes países e, recentemente, teve a patente concedida em todo continente Europeu.


Anualmente, a empresa investe, em média, 10% da geração de caixa operacional em inovação. As pesquisas e desenvolvimento de novos produtos são divididos em quatro áreas: 
Inovação Radical 
A empresa dedica-se a pesquisas de inovação radical há mais de 10 anos, quando optou, inicialmente, pelos fitomedicamentos. Isto consiste na pesquisa e no desenvolvimento de novos ativos, sejam eles sintéticos, fitomedicamentos, biológicos, nutracêuticos ou dermocosméticos. Essa linha de pesquisa exige alto custo de investimento e longo período de pesquisa. Em novembro de 2015 o Aché apresentou o Centro de Inovação Radical e inaugurou o Laboratório de Design e Síntese Molecular (este último para impulsionar o desenvolvimento de drogas inovadoras para tratamento de vitiligo, ansiedade, úlcera gástrica, hipertensão e depressão, entre outras). 
Inovação Incremental 
Consiste em introduzir no mercado brasileiro ativos já existentes no mundo ou promover melhorias incrementais, como novas associações, formulações, indicações terapêuticas e aplicação de diferentes tecnologias em ativo existentes, trazendo, assim, propostas inovadoras para atender a necessidades de médicos e pacientes. Em novembro de 2015 apresentou seu Centro de Inovação Incremental e firmou parceria com a sueca Ferring Pharmaceuticals para o desenvolvimento de plataformas tecnológicas. 
Biotecnologia 
Setor tratado como prioridade no atual cenário da indústria farmacêutica mundial, a biotecnologia vem oferecendo respostas terapêuticas eficientes em doenças de alta complexidade, que não respondem adequadamente aos medicamentos originários de fabricação sintética. O objetivo do Aché é agregar competências e assegurar a independência tecnológica, gerando mais valor à sociedade e ao negócio. 
Fitomedicamentos 
São os medicamentos de origem vegetal elaborados com extratos padronizados. O fitomedicamento é elaborado por um complexo processo químico que visa concentrar os princípios ativos da planta em um extrato. A padronização química (ou estandardização) garante o teor de princípios ativos para obtenção de uma atividade farmacológica. É importante ressaltar que a padronização do extrato requer tecnologia analítica de ponta. O processo deve garantir que cada comprimido ou cápsula contenha o mesmo perfil químico, o mesmo teor de princípios ativos. Desta forma é possível garantir que o fitomedicamento obedeça aos mesmos três critérios que caracterizam um medicamento sintético: eficácia, qualidade e segurança, critérios essenciais para a obtenção do registro junto ao órgão regulatório competente.


A evolução visual 
A identidade visual da marca Aché passou por algumas alterações ao longo dos anos. As principais mudanças foram em relação à tipografia de letra (bem sutil) e ao acento na letra E. A última alteração ocorreu em 2016.


Os slogans 
Aché. Mais vida para você. (2016) 
Nós valorizamos a vida.


Dados corporativos 
● Origem: Brasil 
● Fundação: 1966 
● Fundador: Antônio Gilberto Depieri, Victor Siaulys e Adalmiro Dellape Baptista 
● Sede mundial: Guarulhos, São Paulo, Brasil 
● Proprietário da marca: Aché Laboratórios Farmacêuticos S.A. 
● Capital aberto: Não 
● Chairman: Adalberto Panzenboeck Dellape Baptista 
● CEO: Paulo Nigro 
● Faturamento: R$ 2.3 bilhões (2015) 
● Lucro: Não divulgado 
● Fábricas: 3 
● Presença global: 13 países 
● Presença no Brasil: Sim 
● Funcionários: 4.500 
● Segmento: Laboratório farmacêutico 
● Principais produtos: Medicamentos, dermocosméticos e nutracêuticos 
● Concorrentes diretos: EMS, Medley, Eurofarma, Pfizer, Sanofi, Novartis, Abbott, Bayer, Johnson & Johnson e GlaxoSmithKline 
● Ícones: A cor magenta 
● Slogan: Aché. Mais vida para você. 
● Website: www.ache.com.br 

A marca no mundo 
O Aché Laboratórios é uma empresa 100% brasileira, conta com três complexos industriais localizados em Guarulhos (SP), em São Paulo (SP) e em Anápolis (GO), emprega aproximadamente 4.500 colaboradores e conta com uma das maiores forças de geração de demanda e de vendas do setor farmacêutico no Brasil. Para atender às necessidades dos profissionais de saúde e consumidores, a empresa oferece um portfólio com 316 marcas (entre as quais Biofenac, Dorilax, Flogoral, Nisulid, Acheflan, Transpulmin e Tandrilax) em 762 apresentações de medicamentos sob prescrição, genéricos e MIP (isentos de prescrição), além de atuar nos segmentos de dermocosméticos e nutracêuticos. Ao todo, são 130 classes terapêuticas e 23 especialidades médicas atendidas. Exporta para 12 países das Américas, África e Japão. 

Você sabia? 
A Biosintética, uma subsidiária integral do Aché Laboratórios, oferece produtos (comprimidos, cápsulas, xaropes, drágeas, pomadas, cremes, suspensões e injetáveis) que atuam na prevenção e no tratamento de patologias relacionadas a especialidades como cardiologia, dermatologia, gastroenterologia, ortopedia, respiratória, sistema nervoso central e oncologia, oferecendo à população um amplo portfólio com medicamentos genéricos eficazes e de alta qualidade. 
Em 2014, o Aché Laboratórios foi eleita a melhor empresa do setor farmacêutico pela revista Exame, na premiação Melhores & Maiores. 


As fontes: as informações foram retiradas e compiladas do site oficial da empresa (em várias línguas), revistas (Exame, Isto é Dinheiro e Época Negócios), jornais (Valor Econômico e Meio Mensagem), sites especializados em Marketing e Branding (Mundo do Marketing), Wikipedia (informações devidamente checadas) e sites financeiros (Google Finance, Yahoo Finance e Hoovers).

Última atualização em 26/4/2016

19.4.16

ZAPPOS


Uma marca que é sinônimo de felicidade? Disney? Não. É a ZAPPOS. Muito mais que vender online calçados, roupas e acessórios, a ZAPPOS entrega felicidade dentro de uma simples caixa. Ou até mesmo em um simples papo em sua central de relacionamento. Mas afinal, porque tanto sucesso de uma empresa que virou um fenômeno? Simples, atendimento ao cliente, que no caso da ZAPPOS foi elevado a outro patamar. 

A história 
Tudo começou quando Nick Swinmurn resolveu sair pela cidade de San Francisco, na Califórnia, para comprar um calçado que tanto queria. Neste caso um par de botas da marca AirWalk tamanho 42. Entrando em várias lojas, quando encontrava o modelo, não tinha o tamanho. Quando finalmente encontrava o tamanho, não tinha o modelo ou a cor desejada. Depois de um dia frustrante ele foi para casa com uma ideia fixa na cabeça: montar uma loja de calçados na internet com uma ampla variedade de modelos que poderia resolver a frustração por qual passou. Afinal, o varejo oferecia uma seleção limitada de modelos. Começou então a pesquisar e percebeu que o mercado de calçados nos Estados Unidos era de US$ 40 bilhões e que apenas 5% das vendas eram feitas por catálogos, ou seja, aproximadamente US$ 2 bilhões que ele poderia conquistar com um comércio eletrônico.


Para testar sua ideia, ele ia até as lojas, pesquisava os preços, publicava fotografia dos produtos que tirava nas vitrines e colocava o preço abaixo do mercado em seu site. Quando uma compra era feita, ele ia até a loja, comprava o tênis e enviava o produto com frete gratuito para o cliente. Sua iniciativa era para testar se existia demanda de compra de calçados pela internet. Com o crescimento dos cliques e compras em seu site, ele viu que o negócio poderia dar certo. De improviso, em 1999, ele montou o site (batizado inicialmente de Shoesite.com), atendimento, logística e estoques próprios. Conseguiu algumas marcas importantes e ofereceu frete grátis com 365 dias para devolução do calçado. Assim, Nick criou um serviço que ia além da compra do produto: ele reduziu o risco do cliente e permitiu a experimentação do calçado. Mesmo em uma compra online.


Pouco tempo depois surgiu Tony Hsieh, um jovem empreendedor que havia vendido em 1998 para a Microsoft por US$ 265 milhões a LinkExchange, uma empresa de publicidade online com a utilização de banners. Tony havia acabado de fundar a Venture Frogs, uma incubadora e fundo de capital de risco, juntamente com seu sócio Alfred Lin. E percebeu o grande potencial do negócio que Nick tinha em mãos. Ainda em 1999, Tony investiu US$ 500 mil no negócio, cujo nome foi trocado para ZAPPOS (inspirado na palavra italiana “zapatos”, em português “sapatos”), permitindo assim uma futura expansão da marca para além da venda de calçados. Além disso, exigiu a contratação de alguém com experiência no segmento de venda de calçados. E foi aí que Fred Mossler, que trabalhava na renomada loja de departamento Nordstrom, foi contratado. A ideia original da ZAPPOS era criar um site que oferecia a melhor seleção de calçados em termos de marcas, estilos, cores e tamanhos. Inicialmente as vendas brutas foram insignificantes. E para piorar ocorreu o estouro da bolha das empresas de internet no ano de 2000. Já com Tony Hsieh no comando da ZAPPOS, a empresa passou por momentos muito difíceis, amargando prejuízos. A empresa não conseguia novos investimentos. Não conseguia as melhores marcas. As vendas eram fracas, e havia muitas falhas nas entregas. Atrasou salários e contas de fornecedores, e teve que demitir 40% dos funcionários. Tony precisou vender seu último imóvel e investir para que a empresa sobrevivesse.


Para superar a crise era preciso uma reviravolta. E isso aconteceu. A empresa decidiu ter seu próprio estoque de calçados e não simplesmente coletar os pedidos e passar aos fabricantes. Este passo foi fundamental para melhorar a experiência do cliente e para garantir o fluxo de caixa necessário para este modelo de negócio. Tony também implantou práticas de gestão e liderança pouco usuais, mas que funcionaram como um enorme imã para atrair novos consumidores e consolidar a imagem de excelência no atendimento aos clientes. Uma das estratégias foi não cobrar pelo frete na ida e na volta. Se o cliente não gostou, podia devolver o produto sem custo. E isso podia ser feito em até 365 dias. E deu certo. Com um ótimo sistema de relacionamento com o cliente, já em 2003 as vendas superam os US$ 70 milhões. O sucesso chamou a atenção do fundo de investimento de risco Sequoia Capital, que investiu um valor significativo na ZAPPOS. Neste mesmo ano, em uma tentativa de ingressar no varejo físico, a marca abriu sua primeira loja no conceito outlet no estado do Kentucky, que acabou não sendo bem sucedida. Em 2005, após mais uma rodada de investimentos, a ZAPPOS foi eleita vendedora online do ano pela revista Footwear News. No ano seguinte, quando Nick deixou o negócio para perseguir sonhos pessoais, o faturamento da empresa atingiu US$ 597 milhões. Em 2008, como forma de expandir os negócios territorialmente, a ZAPPOS lançou um site no Canadá (cuja atividade seria encerrada alguns anos depois). Neste mesmo ano, com a aquisição de um site de acessórios e calçados, a ZAPPOS decidiu ampliar sua oferta de produtos com a venda de óculos, bolsas, roupas, relógios e artigos infantis. Ainda neste ano, a empresa conseguiu um feito e tanto: o faturamento atingiu US$ 1 bilhão.


O enorme sucesso da ZAPPOS chamou a atenção da poderosa Amazon, que, em uma negociação bilionária, adquiriu a empresa por US$ 1.2 bilhões no final de 2009. Jeff Bezos, fundador da Amazon, declarou na época que admirava a obsessão da ZAPPOS pelos clientes e disse “Nunca vi uma empresa com a cultura da ZAPPOS. Isso é um ativo significativo”. Por esse motivo, a ZAPPOS se mantém como uma empresa independente. Neste momento, a ZAPPOS conquistou prêmios importantes, como por exemplo, “Melhor Empresa de Atendimento ao Cliente” pela revista BusinessWeek ou ingressar no ranking da revista Fortune entre as “100 Melhores Empresas para se Trabalhar”. Muitos mais que uma empresa de comércio eletrônico, a ZAPPOS começava a alcançar o patamar de vender satisfação ao cliente. Nos anos seguintes a ZAPPOS expandiu sua linha de produtos, ampliou a ofertas de marcas, lançou um aplicativo móvel, melhorou sua estrutura operacional e aumentou o faturamento. Hoje em dia, a ZAPPOS é, sem dúvida, um dos maiores (senão o maior) cases do mundo em atendimento ao consumidor. Afinal, para a empresa a felicidade cabe em uma caixa de sapatos.


A filosofia que encanta 
Antes de ser uma varejista online, a ZAPPOS é uma marca guiada pela filosofia de entregar felicidade aos seus clientes. E, para que eles consigam fazer isso, criaram uma cultura singular, permeada de realização e felicidade. Como eles conseguiram isso? A velha história de criar empatia com o cliente foi levada ao extremo. E para conquistá-los, a ZAPPOS os ouve sem tempo limite para terminar a conversa, resolve problemas que nada têm a ver com seu negócio e até chega a enviar produtos de presente e outros mimos. Tudo para criar um contato pessoal e emocional. Para isso, existe até uma área de fidelização. Inovação, aliás, é uma das bases da empresa. Os atendentes são insistentemente orientados a aprofundar o diálogo com quem liga para sua central de relacionamento. O objetivo é que a conversa flua naturalmente, mas mesmo com toda essa liberdade, a média de duração das chamadas fica entre 7 e 9 minutos. A ligação mais longa já registrada, acreditem, se estendeu por 9 horas. Na ocasião, o cliente começou falando de produtos, mas depois foi perguntado pelo atendente sobre de onde era, o que fazia e para que iria usar aquele item que estava adquirindo. Em outro caso, uma pessoa ligou para a central de atendimento às 2 horas da manhã pedindo ajuda para encontrar uma pizzaria aberta perto de sua casa. O funcionário que a atendeu, mesmo sabendo que não tinha a obrigação, fez uma pesquisa pela área de onde partia a chamada e informou um local em que a pizza poderia ser comprada. Com essas atitudes, a ZAPPOS conhece melhor seus consumidores e pode literalmente mimá-los.


É comum usar informações identificadas em atendimentos para enviar flores para clientes que estão prestes a se casar, ou presentes para aqueles vão ter um bebê, por exemplo. Também envia cartões de agradecimento pintados pelos próprios funcionários e brindes como camisetas e cobertores. Um dos casos mais inusitados foi de dois clientes que gostavam tanto da ZAPPOS que decidiram se casar na sede da empresa em Las Vegas. A ideia, que surgiu de um telefonema, foi levada à Tony Hsieh (o presidente da empresa), e a cerimônia aconteceu com a presença dele. Outra forma de garantir que as pessoas continuem comprando na ZAPPOS é reembolsar aquelas que tiveram algum problema. Quando uma mercadoria precisa de troca, a varejista envia uma nova para o cliente no dia seguinte à reclamação, antes mesmo que o item devolvido tenha retornado à empresa. Já no caso de produtos com defeito ou que não chegam até a casa do consumidor, a política é não só reembolsar o valor gasto no cartão de crédito, como mandar outro para ele. Nesse caso, a compra acaba saindo de graça. Um desses casos aconteceu quando a ZAPPOS substituiu sem custo uma bota que custava US$ 3.000 e estava com o zíper quebrado. Em outro, uma cliente queria devolver o sapato que tinha comprado para o marido, que havia morrido; ela não só recebeu o dinheiro de volta, como também um buquê de flores de condolências. Alguns clientes, porém, abusam desse sistema e, por isso, a empresa tem uma equipe de colaboradores focados em fazer auditorias e identificar aqueles que repetidamente não recebem os artigos adquiridos ou reclamam que eles estão com defeito. Quando isso acontece, a ZAPPOS entra em contato para educá-las. E se os casos persistem, a empresa convida os consumidores a comprarem em outro lugar.


Mas para que tudo isso funcione é preciso fazer com que os funcionários literalmente “vistam a camisa da empresa”. E uma das atitudes é incentivar que eles criem ligação entre si. O presidente da empresa inclusive chama as pessoas para irem até sua residência. Esse contato fora do escritório faz com que todos fiquem inclinados a colaborar mais uns com os outros no trabalho. Essa estratégia é adotada não somente para os cerca de 600 profissionais de atendimento, mas para toda a equipe. Outro investimento interessante é um bônus que a ZAPPOS disponibiliza para que os colaboradores premiem seus colegas. Todo mês, cada funcionário pode presentear com US$ 50 quem, na sua opinião, entregou mais do que a sua função abrange ou colocou em prática os valores da organização. Já para os atendentes, em especial, existe um grande programa de reconhecimento: a empresa leva para almoçar e jantar fora, dá cartões-presentes e até tempo livre pago.


Toda essa filosofia corporativa tem como objetivo que as pessoas associem a ZAPPOS com excepcional atendimento/serviço, e não com calçados. A própria ZAPPOS costuma dizer: “Somos uma empresa de serviços que aconteceu de vender calçados. E roupas. E bolsas. E acessórios. E eventualmente tudo e qualquer coisa”. E para que tudo isso aconteça, a ZAPPOS tem uma filosofia corporativo baseada em 10 itens: 
1. Entregue um “UAU” através dos serviços 
2. Abrace e conduza mudanças 
3. Crie diversão e um pouco de maluquice 
4. Seja aventureiro, criativo e cabeça aberta 
5. Procure sempre por crescimento e aprendizagem 
6. Crie relacionamentos abertos e honestos através da comunicação 
7. Crie um time positivo e um espírito de família 
8. Faça mais, usando menos 
9. Seja apaixonado e determinado 
10. Seja humilde


O quartel general 
Para entender como a ZAPPOS tem uma filosofia forte e única, é preciso conhecer a sede da empresa, localizada em Las Vegas, no estado de Nevada, em edifício renovado e que anteriormente abrigava a prefeitura de Las Vegas. É um espaço meticulosamente desenhado que realmente traz a cultura corporativa da ZAPPOS à vida. O encantamento tem início na entrada da sede, um edifício redondo chamado bolha, com cadeiras que ladeiam a área como um grande lounge. As surpresas começam na entrada do prédio, onde estão gravatas cortadas, penduradas e nomeadas. O que isso significa? Pessoas que chegam à empresa vestidas formalmente podem deixar a gravata lá para viver a experiência de forma descontraída. A gravata é cortada e pendurada na parede com o nome da pessoa. A ZAPPOS exala criatividade em cada ambiente e, mais ainda, passa uma sensação de familiaridade. Isso confirma o grande painel da entrada com a frase: Zappos Family. Um ambiente aparentemente muito bagunçado, tenta estimular a criatividade dos funcionários. As baias de trabalho são ricamente personalizadas com bonecos, colagens, fotografias, bexigas, comida e até mesmo manequins que demonstram o gosto pessoal de cada funcionário. Tudo para que as pessoas se expressem. A sede, na verdade, é um grande espaço para a colaboração, diversão, e o que fundador da empresa chama de colisões (ou encontros imprevistos entre os funcionários). Funcionários trabalham exclusivamente no tour de visitantes na sede. É isso mesmo, são quatro tours por dia, totalmente monitorados.


A ZAPPOS tem um estilo de gestão pra lá de ousado. Entre muitas ações, uma das mais conhecidas é a oferta de US$ 2 mil que Tony Hsieh (um dos fundadores) faz a novos funcionários, depois de treiná-los por um mês, para que ele abandone o emprego. Isso não só testa a fidelidade do recém-contratado, como economiza dinheiro: quem aceita a proposta não se encaixaria na cultura ZAPPOS, que é um dos maiores ativos da empresa. Outra, talvez ainda mais impressionante: a “holacracia”. Trata-se de um sistema apresentado pelo executivo ao final de 2013, segundo o qual não haveria mais hierarquia, cargos e gerentes na empresa. Esse sistema extingue a tradicional estrutura piramidal, em que o poder vem de cima para baixo; e instituí círculos semi-independentes, que englobam uns aos outros. Tudo parece uma loucura. Mas vem dando certo. Após a adoção de um modelo de negócio totalmente atípico, em que práticas antigas foram descartadas e substituídas por outras muito menos ortodoxas, os resultados atingidos foram nada menos do que impressionantes. Com isso a ZAPPOS foi alçada ao cobiçado posto de case study.


O gênio por trás da marca 
Tony Hsieh (se pronúncia xai), descendente de chineses e que nasceu em 12 de dezembro de 1973, definitivamente não é um cara comum. É considerado um dos empreendedores mais criativos e ousados dos Estados Unidos. Criado na cidade de San Rafael, na Califórnia, seu primeiro negócio foi aos 12 anos, quando começou a venda de broches com foto através de um catálogo. Pedindo US$ 100 emprestado aos pais e cobrando US$ 1 por broche e um custo de US$ 0,25 por unidade, o negócio lhe rendeu US$ 200 ao mês durante seu tempo de colegial e foi passado para seu irmão, quando ele ingressou na faculdade para cursar ciências da computação em Harvard. Quando estava na universidade criou um grupo virtual para discutir as questões que cairiam na prova de religião que teriam dentro de poucos dias. Este grupo foi um sucesso e Tony apesar de não ter ido às aulas tirou uma excelente nota. Neste momento, aprendeu o poder de “crowdsourcing”. Por sentir saudade de tocar seu próprio negócio, assumiu a lanchonete localizada perto de seu dormitório, que tinha cerca de trezentos estudantes. Ele definia o cardápio e os preços, contratavam os empregados e ocasionalmente cozinhava. Após aprender que pizzas eram um excelente negócio, transformou a lanchonete em uma pizzaria e o local virou um ponto de convivência com vídeos da MTV e música de fundo, o que garantiu um rápido retorno para o investimento de US$ 2.000.


Logo após se formar e desistir de um emprego na Oracle, Tony e um amigo iniciam um negócio de WebDesign, tendo conquistado seu primeiro cliente que aceitou pagar US$ 2.000 pelo site. Contudo, rapidamente descobriram que não estavam apaixonados pelo negócio. Foi neste momento que criaram a LinkExchange como uma ideia simples, porém brilhante. A empresa ganhava dinheiro na troca de banners de publicidade. Rapidamente o LinkExchange se tornou extremamente popular na internet e foi comprado pela Microsoft em 1998 por US$ 265 milhões, quando Tony tinha apenas 24 anos. Após a venda, os amigos estavam capitalizados e começaram a investir em diversas empresas como investidores anjo. Uma destas companhias foi a ZAPPOS. Daí em diante ele criou um cultura corporativa com foco total no atendimento ao cliente e transformou a ZAPPOS em um enorme sucesso.


Os slogans 
Powered by Service. 
We are a service company that happens to sell shoes. And handbags. And more. 
The web’s most popular shoes store.


Dados corporativos 
● Origem: Estados Unidos 
● Fundação: 1999 
● Fundador: Nick Swinmurn e Tony Hsieh 
● Sede mundial: Las Vegas, Nevada, Estados Unidos 
● Proprietário da marca: Zappos.com, Inc. 
● Capital aberto: Não (subsidiária da Amazon.com, Inc.
● CEO: Tony Hsieh 
● Faturamento: US$ 2.2 bilhões (estimado) 
● Lucro: Não divulgado 
● Presença global: Não (presente somente nos Estados Unidos) 
● Funcionários: 1.500 
● Segmento: Comércio eletrônico 
● Principais produtos: Calçados, roupas e acessórios 
● Concorrentes diretos: ShoeBuy, Foot Locker, Net-a-Porter e Farfetch 
● Ícones: O atendimento ao cliente 
● Slogan: Powered by Service. 
● Website: www.zappos.com 

A marca nos Estados Unidos 
Subsidiária da Amazon, mas com total independência, a ZAPPOS é um sucesso em todo território americano, vende online calçados, roupas e acessórios, emprega mais de 1.500 funcionários, tem mais de 15 milhões de clientes (dos quais 75% são recorrentes) e faturamento anual superior a US$ 2 bilhões. Seus estoques oferecem mais de 3 bilhões de pares de sapatos, bolsas, vestuário e acessórios, que abrangem 1.100 marcas diferentes. Como o cliente é o foco de tudo, a central de relacionamento da ZAPPOS recebe, em média, 6.500 ligações e 3.000 contatos via chat ou e-mail todos os dias. Nos horários de pico, os números sobem para 8.500 e 4.000, respectivamente. 

Você sabia? 
O slogan da ZAPPOS é “Powered By Service” (em português, algo como “Energizada pelo Serviço”), tudo haver com a cultura corporativa da empresa. 
Somente após sete anos da fundação da ZAPPOS, a Nike resolveu vender seus calçados e produtos no site. 
Em 2004, Tony Hsieh sugeriu que todos os colaboradores da empresa escrevessem alguns parágrafos sobre o que a cultura da ZAPPOS significava para cada um. Tudo foi compilado em um livro, entregue a todos os atuais e futuros colaboradores, sendo renovado anualmente. 


As fontes: as informações foram retiradas e compiladas do site oficial da empresa (em várias línguas), revistas (Fortune, Forbes, BusinessWeek, Isto é Dinheiro, Pequenas Empresas Grandes Negócios, Época Negócios e Exame), jornais (Valor Econômico, Folha, Estadão e Meio Mensagem), sites especializados em Marketing e Branding (BrandChannel e Interbrand), Wikipedia (informações devidamente checadas) e sites financeiros (Google Finance, Yahoo Finance e Hoovers). 

Última atualização em 19/4/2016