14.2.17

IFOOD


Pedir comida pelo telefone é coisa do passado. Depois do iFood, não é preciso depender de imãs de geladeira e toneladas de panfletos para encontrar o que pedir. Pode também dispensar o telefone e esquecer as filas de espera intermináveis até receber a comida. Um hambúrguer? Um filé com fritas? Talvez algo saudável, como um sanduíche natural? Ou quem sabe uma pizza? O iFood veio para deixar seu prato preferido a um clique de distância. 

A história 
Tudo começou com os sócios Patrick Sigrist, Eduardo Baer, Guilherme Bonifácio e Felipe Fioravante. Sigrist era proprietário da Disk Cook, que desde 1997 oferecia toda a estrutura de delivery a restaurantes que não tinham o serviço. Era uma central telefônica que gerenciava pedidos de entregas de refeições em domicílio para restaurantes de alto padrão. O empresário percebeu que seu modelo de negócio poderia funcionar muito melhor caso o telefone fosse substituído pela internet. No dia 15 de maio de 2011, ele e seus sócios resolveram criar em São Paulo o iFood, inicialmente um site que nascia com a ambição de se tornar uma grande praça de alimentação online. Com apenas seis meses de vida, o site já reunia o cardápio de 650 restaurantes e contabilizava mais de 16 mil pedidos realizados pela web. Para que o delivery fosse bem sucedido na internet, o iFood demandou uma inovação tecnológica. Depois que o consumidor escolhia um item do cardápio e fechava a conta pelo site, a descrição do pedido saía em um tíquete impresso no restaurante por uma máquina semelhante às usadas nas operações de cartão de crédito.


Pouco depois, a confiabilidade do sistema ajudou a empresa a conseguir um aporte de R$ 3.1 milhões do fundo de venture capital Warehouse. Isto permitiu que o iFood disputasse clientes com um concorrente de peso: o Restaurante Web. O iFood começou a ganhar visibilidade em 2012 quando lançou um aplicativo para iPhone focado no mercado de delivery. O aplicativo permitia o acesso ao sistema de pedido, cardápios, preços, formas de pagamentos, inclusive a geolocalização, que mapeia os estabelecimentos localizados na área de entrega desejada. Com o aplicativo, que também seria lançado para outros sistemas operacionais como Android, o iFood oferecia uma solução completa e inovadora de entrega de comida para o consumidor. O aplicativo trazia uma enorme vantagem ao público, considerando que ele dispensa o uso do computador para pedir a comida e ia ao encontro de uma tendência que vinha ganhando cada vez mais força: mobilidade e praticidade, a frequente utilização de smartphones para a realização dos mais diversos tipos de tarefas.


O aplicativo de delivery de comida ganhou impulso em 2013 ao receber um aporte de US$ 5.25 milhões da Movile – empresa líder em plataformas de comércio e conteúdo virtual na América Latina, que aumentaria sua participação ao longo do tempo. Com isso o serviço foi expandido para outras várias cidades brasileiras. Em seguida, o iFood acelerou seu crescimento por meio da fusão com diversos sites similares, como por exemplo, o Restaurante Web (controlado pela britânica Just Eat). Isso garantiu que o iFood consolidasse sua liderança no mercado brasileiro. Em 2014, o iFood anunciou a compra da Central do Delivery, cuja aquisição ampliou sua atuação nas regiões norte e nordeste do país. Ao todo, foram incorporados 260 novos estabelecimentos ao iFood, fortalecendo a base nas capitais Recife (PE) e Belo Horizonte (MG), além de iniciar atuação em novas praças, como João Pessoa (PB), Campina Grande (PB) e Manaus (AM). E a fome do iFood parece ser igual ao de seus clientes. Isto porque, em 2016, um de seus maiores concorrentes a HelloFood, passou a ser controlado pelo iFood.


Mais recentemente o iFood iniciou sua operação no México. Após levantar US$ 100 milhões com investidores, a empresa adquiriu 49% do serviço mexicano de delivery de comida SinDelantal, dando o primeiro passo para o processo de internacionalização de seus negócios. A compra foi feita em parceria com a empresa britânica Just Eat – uma das principais investidoras do iFood, ao lado da brasileira Movile, que detém 60% da empresa. Na prática, a operação do serviço no México ficará sob a responsabilidade da equipe do iFood que, por enquanto, não pretende lançar sua marca no novo mercado. O iFood também considera expandir a operação do serviço para outros países da América Latina nos próximos anos, e já iniciou operação na Argentina e Colômbia. Além disso, a marca vem desenvolvendo novo serviços (alguns deles ainda em teste) como o iFood Office, uma nova maneira para almoçar no trabalho, com tempo e entrega pré-determinada; e o Descobrir, onde os usuários podem encontrar listas de restaurantes de acordo com ocasiões e preços. Há promoções, dicas além do bairro, para quem tem pressa. Os clientes também podem criar suas listas privadas e gravar restaurantes favoritos.


Nos últimos anos, com o aumento da concorrência, o iFood não pretendia perder o primeiro lugar facilmente. Além das inúmeras aquisições, inclusive de grandes concorrentes, a marca resolveu investir pesado em marketing a partir de 2014. Com isso iniciou campanhas publicitárias recheados de humor e estreladas pelo humorista Fábio Porchat, as irmãs Bela e Preta Gil e o cantor Maurício Manieri. Por isso, para qualquer lugar, hora, bolso ou gosto. iFood é pra qualquer fome.


Os slogans 
Para qualquer fome. (2016) 
Baixou, pediu, comeu. (2014) 
Seu novo jeito de pedir comida. 
O delivery dos deliveries.


Dados corporativos 
● Origem: Brasil 
● Fundação: 15 de maio de 2011 
● Fundador: Patrick Sigrist, Eduardo Baer, Guilherme Bonifácio e Felipe Fioravante 
● Sede mundial: São Paulo, Brasil 
● Proprietário da marca: iFood S.A. 
● Capital aberto: Não (subsidiária da Just Eat e Movile) 
● CEO: Felipe Fioravante 
● Faturamento: R$ 200 milhões (estimado) 
● Lucro: Não divulgado 
● Presença global: 4 países 
● Presença no Brasil: Sim 
● Funcionários: 500 
● Segmento: Tecnologia 
● Principais produtos: Plataforma web e mobile de delivery de comida 
● Concorrentes diretos: Pedidos Já e UberEats 
● Slogan: Para qualquer fome. 
● Website: www.ifood.com.br 

A marca no mundo 
Hoje, o aplicativo está presente em 150 cidades de 15 estados brasileiros, conta com mais de 15 mil restaurantes cadastrados, mais de 2 milhões de usuários ativos e processa 3 milhões de pedidos ao mês, gerando um valor transacionado anual de R$ 2 bilhões aos restaurantes. A cada 1 segundo, o iFood entrega um novo prato. Com isso, domina 80% do mercado brasileiro neste segmento. O iFood ainda está presente na Argentina, Colômbia e México, realizando aproximadamente 200 mil pedidos por mês com 4.000 restaurantes cadastrados. O modelo de negócios do serviço é baseado na cobrança de uma comissão de 12% sobre o valor de cada pedido de usuários aos restaurantes credenciados. 

Você sabia? 
O iFood faz mais de 150 mil pessoas felizes por dia. Nem no maior restaurante do mundo daria para atender, saciar e ainda garantir a satisfação de tantos clientes. 
É básico: o iFood deseja que a comida chegue sempre deliciosa. Por isso dedica pesquisas também a novos modelos de embalagem para cada tipo e temperatura de prato. 
O aplicativo para celular iFood é o mais usado na categoria de apps delivery no Brasil e vem conquistando cada vez mais usuários e restaurantes parceiros. 


As fontes: as informações foram retiradas e compiladas do site oficial da empresa (em várias línguas), revistas (Isto é Dinheiro, Exame e Época Negócios), jornais (Valor Econômico, Meio Mensagem, Folha, O Globo e Estadão), sites especializados em Marketing e Branding (Mundo do Marketing) e Wikipedia (informações devidamente checadas). 

Última atualização em 14/2/2017

8.2.17

JAMIE'S ITALIAN


Uma equipe gentil e dedicada que cuida dos clientes enquanto se deliciam com uma comida italiana rústica e deliciosa, preparada com ingredientes escolhidos a dedo. Ambiente aconchegante, comida saudável, acessível, sustentável e fresca com a assinatura do renomado chef inglês e pop star gastronômico Jamie Oliver. Bem-Vindo ao JAMIE’S ITALIAN. 

A história 
James Trevor Oliver (foto abaixo) nasceu em 27 de maio de 1975 em Clavering, uma pequena vila situada no noroeste de Essex, na Inglaterra. Seus pais, Trevor e Sally, eram proprietários de um pub, típico bar inglês, chamado The Cricketers. Com 16 anos ingressou na escola de culinária de Westminster e começou a trabalhar com o chefe londrino Gennaro Contaldo, o qual considera seu mentor na culinária. Sua primeira aparição na televisão foi em 1996, quando foi descoberto por uma produtora enquanto trabalhava para o reconhecido restaurante londrino River Café. Rapidamente se posicionou como um dos chefs mais populares da televisão britânica, principalmente pelo programa The Naked Chef, no qual desmistificava técnicas culinárias. O público adorava sua “boa pinta”, sua atitude de garoto descolado e suas receitas fáceis, criativas e de influência europeia, especialmente italiana. Em seus anos de fama, acumulou uma fortuna de milhões de euros procedente de vendas de livros de cozinha, programas de televisão, linhas de produtos para o lar e contratos publicitários. Em 2003, ele foi condecorado pela rainha da Inglaterra por seus serviços à indústria gastronômica.


No dia 21 de junho de 2008, ele resolveu compartilhar sua enorme paixão pelo estilo de vida e culinária italiana, e juntamente com Gennaro Contaldo, inaugurou a primeira unidade do restaurante JAMIE’S ITALIAN na cidade inglesa de Oxford. O novo restaurante oferecia comida excepcional inspirada na rica culinária italiana (como antepastos, pizzas, bruschettas e massas), em um ambiente descontraído e com serviço simpático e acolhedor. Conhecido por usar apenas ingredientes de alta qualidade, que promovem o bem-estar, Jamie Oliver fez questão de apresentar um cardápio autêntico, onde todas as receitas eram experimentadas e testadas com o objetivo de se criar pratos fantásticos. O sucesso foi tanto, comumente com fila na parte externa, que nos anos seguintes a rede inaugurou outras unidades por diversas cidades inglesas.


Em 2011, a marca iniciou sua expansão internacional com a inauguração de um restaurante nos Emirados Árabes Unidos (em Dubai), seguido por unidades na Austrália, China e Singapura. No mês de novembro de 2014, a marca inovou ao inaugurar uma unidade dentro do navio de cruzeiro Quantum of the Seas, da Royal Caribbean. No final de março de 2015 a JAMIE’S ITALIAN inaugurou sua primeira unidade no Brasil, no bairro do Itaim, em São Paulo, cujo cardápio é formado por pratos simples, com foco em ingredientes locais (como por exemplo, picanha e sorvete de cacau nacional) e um destaque para a sustentabilidade. Como nos demais restaurantes da rede, a unidade também ganhou design único, incorporando a personalidade da cidade, criando um ambiente em que o foco é uma comida excepcional, boa companhia e convívio descontraído na “mesa italiana”. O espaço chama a atenção pelas paredes de vidro e madeira de demolição no piso. Ainda este ano, a rede inaugurou seu primeiro restaurante na América do Norte, na cidade de Toronto. No ano seguinte a rede inaugurou sua segunda unidade em solo brasileiro, localizada na cidade de Campinas, com direito a salão aberto, bar (batizado de Jamie’s Bar), estação de massas e área de antepasto (reservada para o preparo de entradas, saladas e sobremesas).


Todos os ingredientes no cardápio do JAMIE’S ITALIAN são selecionados e seguem à risca o padrão da rede no mundo, com aprovação e homologação dos fornecedores. Entre os produtos importados estão farinhas italianas, geleia de pimenta, azeitona preta de Gaeta, presunto italiano San Daniele, carnes curadas e alguns pães. Além de pizzas e massas (como o papardelle com ragu de porco), o cardápio da rede oferece carnes, peixes, deliciosos hambúrgueres, vinhos e as tradicionais sodas italianas. Um dos ícones da rede são os antepastos, como por exemplo, nachos italianos (raviolis crocantes de quatro queijos com molho arrabbiata), bruschettas, lula crocante (frita, com pimenta dedo-de-moça, alho crocante, salsinha e maionese), salada caprese (tomates assados, mozzarella de búfala e manjericão) e a famosa tábua de antepasto (prosciutto, abobrinha frita, crostini de ricota e tomate, bocconcini, carta di musica crocante com queijo pecorino e geleia de pimenta, beterrabas assadas ao balsâmico, picles e azeitonas). À medida que a rede cresce, seu cardápio e conceito evoluem constantemente com criatividade. Além disso, toda a equipe de qualquer unidade é treinada para ter um conhecimento profundo sobre todos os pratos que são servidos – a origem de cada um, como eles foram criados e cozidos, além das personalidades e histórias por trás de todos eles.


Dados corporativos 
● Origem: Inglaterra 
● Fundação: 21 de junho de 2008 
● Fundador: Jamie Oliver e Gennaro Contaldo 
● Sede mundial: Londres, Inglaterra 
● Proprietário da marca: Jamie Oliver Enterprises Limited 
● Capital aberto: Não 
● CEO: Simon Blagden 
● Faturamento: Não divulgado 
● Lucro: Não divulgado 
● Lojas: 78 
● Presença global: 19 países 
● Presença no Brasil: Sim 
● Funcionários: 7.800 
● Segmento: Restaurantes casuais 
● Principais produtos: Massas, antepastos, pizzas e bebidas 
● Concorrentes diretos: Prezzo, Bella Italia, Carluccio’s e Olive Garden 

A marca no mundo 
Atualmente a rede de restaurantes casuais JAMIE’S ITALIAN possui mais de 75 unidades (sendo mais de 40 delas no Reino Unido) espalhadas por 19 países, incluindo Canadá, Brasil, Austrália, Emirados Árabes Unidos e China. 

Você sabia? 
Para ser fornecedor da rede, todos os produtos precisam ter uma ficha técnica com o controle de qualidade e de origem de cada produto, que permitem um rastreamento completo de cada ingrediente utilizado. 


As fontes: as informações foram retiradas e compiladas do site oficial da empresa (em várias línguas), revistas (BusinessWeek, Época Negócios, Veja e Isto é Dinheiro), jornais (Valor Econômico e Meio Mensagem), portais (Terra e UOL), sites especializados em Marketing e Branding (BrandChannel e Mundo Marketing) e Wikipedia (informações devidamente checadas). 

Última atualização em 8/2/2017

31.1.17

LE LIS BLANC


Apesar do pomposo nome francês, a Le Lis Blanc é genuinamente brasileira. Em quase três décadas, não somente se tornou referência nacional em termos de sofisticação, estilo e qualidade em moda feminina, como expandiu seu conceito para moda masculina e infantil, cosméticos e até objetos de decoração. 

A história 
Tudo começou em 1982 quando a Restoque Comércio de Roupas Ltda. foi fundada na cidade de São Paulo como um outlet de marcas famosas (com o nome de Estoque) por Rahyja Calixto Afrange (que comprava e revendia roupas) e Waltraut Guida (uma ex-balconista), mas ambas com vasta experiência nesse setor. Em 1988, Waltraut, responsável pela parte de estilo e desenvolvimento de produtos, e Rahyja, responsável pela área comercial, resolveram criar a marca Le Lis Blanc Deux (inicialmente batizada assim) com o objetivo de desenvolver um negócio de moda feminina direcionada ao público de alto padrão aquisitivo. As duas já começaram arriscando com uma loja no sofisticado Shopping Iguatemi, em São Paulo. Não demorou muito para o pequeno ponto (apenas 46 m²), localizado no último andar de um dos maiores e mais badalados shoppings da cidade, ficar cheio e chamar a atenção do público feminino.


Rapidamente a marca conquistou uma clientela formada por mulheres com alto poder aquisitivo, de diferentes faixas etárias, que procuravam produtos elegantes e femininos, inspirados nas últimas tendências internacionais. Cinco anos depois, em 1993, como fruto da boa aceitação dos produtos da Le Lis Blanc, a empresa inaugurou três novas lojas, localizadas em áreas nobres na cidade de São Paulo, expandindo a sua área total de vendas para 466 m². Sua expansão para os demais estados deu-se também rapidamente, a partir de 1997, iniciando por Curitiba no Paraná e no ano seguinte, inaugurando uma loja licenciada em Fortaleza.


Em 2001 a Le Lis Blanc passou também a vender seus produtos a selecionadas lojas varejistas multimarcas, localizadas em cidades que apresentavam população com alto poder aquisitivo. Essas lojas multimarcas não recebiam o direito de exploração da marca Le Lis Blanc, mas adquiriam seus produtos para revendê-los. Ainda este ano, atenta às movimentações globais do mundo da moda, onde grandes grifes têm um perfume exclusivo para ambientes, a marca investiu na criação de sua linha própria: a Le Lis Aromas. O portfólio da linha era composto inicialmente pelo aroma Alecrim (em 2009 seria lançado o Âmbar) que surgiu da necessidade de criar uma identidade única e diferenciada para suas lojas. Algo como uma lembrança olfativa da marca. Atualmente essa linha é vendida em home spray, kit difusor, velas aromatizantes, sabonete líquido e água para perfumar roupas. Pouco depois, em 2003, lançou sua própria revista com o objetivo de consolidar a marca, reforçar a fidelidade de seus clientes e transmitir ao seu público-alvo as tendências de moda e de estilo de vida associadas à marca Le Lis Blanc. No ano seguinte, a marca inaugurou sua loja âncora no Shopping Iguatemi, um espaço de 500 m² com atmosfera diferenciada e uma arquitetura atraente e acolhedora.


No ano de 2005, inaugurou a primeira loja exclusiva da Linha Casa (conhecida como Le Lis Blanc Casa), visando assim a diversificação da linha de produtos, ampliar o conceito premium e reforçar a associação da marca com um estilo de vida desejado e sofisticado, também dentro de casa. A nova marca oferecia móveis, tapetes, lustres, porcelanas, vasos, copos, almofadas, talheres, cristais, artigos de cama, mesa e decoração. Além disso, inaugurou lojas licenciadas em diversas cidades do país, ampliando assim sua atuação geográfica. Em 2007, o fundo de investimento Artesia adquiriu a marca Le Lis Blanc. Logo depois, em 2008, a empresa realizou a sua abertura de capital (IPO, em inglês) na Bolsa de Valores e utilizou os recursos principalmente para expandir sua base de lojas próprias, recomprar lojas licenciadas e iniciar o processo de expansão de marcas. Com isso, ainda esse ano, a Le Lis Blanc adquiriu a Bo.Bô (abreviação de Bourgeois Bohême), uma marca feminina criada em 2006 pelas estilistas Flávia Viacava e Carla Di Palma e focada em mulheres jovens, de alto poder aquisitivo e que têm estilo próprio, independente de tendências. A Le Lis Blanc possuía, no início deste ano, 11 lojas próprias, finalizando com 33 lojas. Não demorou muito para a empresa voltar a usar seu nome antigo (Restoque), com a Le Lis Blanc se tornando apenas uma marca.


Em 2009 a novidade foi o lançamento de uma linha feminina de roupas, sapatos e acessórios infantis (Le Lis Petit), direcionada para crianças de 2 a 10 anos. Já a linha masculina infantil é batizada de Noir, Petit. Outra grande novidade foi o lançamento da Água de Colônia 21 em comemoração aos 21 anos da marca. Em abril de 2012 a marca expandiu seu segmento de atuação com o lançamento da Noir, Le Lis, especializada em moda masculina. A nova marca surgiu do pedido de clientes da Le Lis Blanc, dos shoppings centers e do próprio mercado de moda masculina, que exigia renovação. Focando homens clássicos, mas de estilo mais contemporâneo, a nova marca oferecia roupas para trabalhar, para ficar em casa, viajar e sair no fim de semana. Para estampar sua primeira campanha publicitária, a marca escolheu o ator americano Matthew McConaughey. Além disso, esse ano foi lançado no mercado a linha de cosméticos e produtos de beleza Le Lis Beauté, que engloba itens de maquiagem e bem-estar. Outra novidade deste ano foi a aquisição da Rosa Chá, marca focada na moda praia. A Le Lis Blanc fechou este ano com mais de 80 lojas espalhadas pelo país.


No final de 2014, mais uma grande jogada de mercado: a empresa adquiriu a Dudalina, fundada em 1957 e focada na produção e comercialização de camisas. No decorrer de todos esses anos a Le Lis Blanc construiu uma imagem premium através do glamour de suas campanhas publicitárias com astros de Hollywood e belas modelos (como Kendall Jenner, Penélope Cruz, Lindsay Ellingson, Jerry Hall e Georgia May Jagger) ou flashes de colunas sociais que tomam conta dos coquetéis de inaugurações de suas lojas. Com atendimento diferenciado, acabamento impecável e posicionamento premium, a Le Lis Blanc possui equipes de estilistas divididas por produtos, atualizando suas coleções de acordo com as tendências da moda, sempre respeitando as preferências da mulher brasileira. A marca conta ainda com artigos de decoração para casa e acessórios. Cada uma de suas coleções chega a três mil itens diferentes. No segmento feminino, a marca é conhecida por ser capaz de atender todas as necessidades da mulher, do dia a dia à roupa de festa.


O nome e a evolução visual 
A grife brasileira tem nome francês, cujo significado é “O lírio branco”, demonstrando desde o princípio a inocência, delicadeza, sofisticação, feminilidade que envolve a marca. A pronúncia causa confusão porque, em francês, algumas letras finais são omitidas. Nesse caso, porém, o “s” de Lis é pronunciado normalmente. O correto, assim, é falar Le Lis Blã. Já em relação à identidade visual as mudanças foram poucas. As principais delas aconteceram mais recentemente com a retirada da palavra “deux” do nome e do lírio, um símbolo da marca (que ainda é utilizado ocasionalmente).


Dados corporativos 
● Origem: Brasil 
● Lançamento: 1988 
● Criador: Waltraut Guida e Rahyja Afrange 
● Sede mundial: São Paulo, Brasil 
● Proprietário da marca: Restoque Comércio e Confecções de Roupas S.A. 
● Capital aberto: Não 
● Presidente: Marcelo Moojen Epperlein 
● Faturamento: R$ 420 milhões (estimado) 
● Lucro: Não divulgado 
● Lojas: 99 
● Presença global: Não (presente somente no Brasil) 
● Segmento: Moda 
● Principais produtos: Roupas, calçados, bolsas, acessórios e objetos de decoração 
● Concorrentes diretos: Zara, Les Filós, Animale, Farm, Brooksfield Donna, Arezzo, Letage e Mob 
● Website: www.lelis.com.br 

A marca no Brasil 
Hoje em dia somente a marca Le Lis Blanc conta com 95 lojas próprias em 18 estados brasileiros. A marca inda possui 3 lojas da Le Lis Blanc Casa e uma da Noir, Le Lis. A Le Lis Blanc, que fatura aproximadamente R$ 420 milhões por ano, pertence à Restoque, detentora de marcas como Bo.Bô, John John, Rosa Chá e Dudalina. Além disso, o Grupo tem 5 unidades fabris nos Estados de Santa Catarina e Paraná e dois centros de distribuição nos Estados de São Paulo e Santa Catarina. 

Você sabia? 
Em 1996, a Le Lis Blanc foi a primeira marca de moda do mercado brasileiro a inserir manequins com cabelo e rosto e vitrines com cenário. 
Todas as unidades possuem um layout semelhante, com os produtos selecionados por tema e cor, além de ocasiões de uso. 


As fontes: as informações foram retiradas e compiladas do site oficial da empresa (em várias línguas), revistas (Isto é Dinheiro, Exame e Época Negócios), jornais (Valor Econômico, Estadão e Folha), portais (UOL), sites especializados em Marketing e Branding (Mundo do Marketing) e Wikipedia (informações devidamente checadas). 

Última atualização em 31/1/2017

23.1.17

KONE


O principal objetivo da finlandesa KONE é oferecer soluções inteligentes e eco-eficientes para melhorar a experiência de circulação de pessoas em grandes edificações de uma forma suave, confortável, segura e com reduzido tempo de espera. Ajudar um número crescente de pessoas a viver, trabalhar e viajar convenientemente e com segurança em um mundo cada vez mais urbanizado é o que a KONE faz. 

A história 
As raízes da KONE remontam ao dia 27 de outubro de 1910 e à fundação da Osakeyhtiö KONE Aktiebolag, uma pequena oficina de reparações elétricas na cidade de Helsinki como filial da empresa russa Gottfr. Strömberg Oy. Inicialmente a oficina reformava e vendia motores usados da Strömberg sob o nome KONE. Em finlandês a palavra “kone” significa “máquina”. Também importava e instalava elevadores da empresa sueca Graham Brothers. Em 1914, quando a Primeira Guerra Mundial atingiu a Europa, a Finlândia ainda era parte do Império Russo. Por isso, durante o conflito a empresa produziu mais de 10 milhões de escudos de bronze e balas para o exército russo. O primeiro elevador feito com componentes produzidos pela KONE foi instalado em uma área de Helsinki em 1918, mesmo ano em que a marca lançou seu primeiro anúncio publicitário. Após o conflito a demanda por elevadores era baixa e a KONE produzia 4 elevadores anualmente, número que cresceu para 100 em 1924.


Ainda em 1924, com o pedido de falência da empresa Strömberg, proprietária da KONE, o empresário Harald Herlin notou que a subsidiária finlandesa era rentável e comprou-a, transformando-a em uma empresa independente. Durante essa década os negócios da empresa cresceram e, em 1927, consolidou suas operações em uma antiga fábrica de margarina. A produção saltou para 200 elevadores por ano. A KONE dominou o mercado de elevadores finlandês no início da década de 1930, mas ele era pequeno. A Grande Depressão Econômica fez com que as vendas despencassem para níveis do início da década anterior. Com isso, em 1933, a empresa iniciou a produção de guindastes industriais para compensar as fracas vendas de elevadores. Apesar disso, em 1939 a KONE comemorou a produção de seu elevador de número 3.000. Durante a Segunda Guerra Mundial, a maior parte de sua capacidade produtiva foi convertida e redirecionada para servir aos esforços de defesa da Finlândia, fabricando geradores, mas mantendo, de forma tímida, a fabricação de elevadores e guindastes.


Quando a Segunda Guerra Mundial terminou, o acordo de paz estipulou que a Finlândia pagasse reparos de guerra para a União Soviética sob a forma de bens de capital. Com isso, entre 1945 e 1952, a KONE enviou 108 elevadores, 202 guindastes industriais e 265 motores elétricos para a União Soviética, tudo pago pelo governo da Finlândia. A indústria de construção da Finlândia começou a se recuperar dos efeitos da guerra somente no início da década de 1950. Com isso, complexos habitacionais, centros comerciais, hospitais e edifícios de escritórios finalmente começaram a surgir. A KONE se aproveitou deste bom momento para desenvolver controles sofisticados de acessos e portas automáticas para seus elevadores. Em 1967 a empresa inaugurou sua nova fábrica de elevadores, cuja capacidade era de 2.000 unidades por ano, o dobro do tamanho de todo mercado de elevadores da Finlândia. No ano seguinte, com a aquisição da fabricante de elevadores ASEA, a KONE se tornou líder de mercado no norte da Europa. Depois de mais algumas aquisições, seis anos mais tarde, a KONE já possuía operações de vendas e serviços em nove países.


Em 1974, a KONE deu um grande salto com a aquisição da divisão europeia de elevadores da Westinghouse, então líder de mercado na França e Bélgica. Com isso a empresa finlandesa também herdou a experiência em elevadores para arranha-céus, coisa que carecia. Pouco depois, no verão de 1976, inaugurou um novo laboratório de testes no topo da sua torre de 68 metros de altura em Hyvinkää, na Finlândia. Isto permitiu o teste de velocidade de elevador de até 7 metros por segundo. Finalmente no ano seguinte a KONE iniciou a produção de escadas rolantes. Durante a década de 1980 a empresa se tornou um enorme conglomerado com presença em diversos mercados geográficos mundiais. Fabricava elevadores, escadas rolantes e guindastes, oferecia tecnologia médica e manipulação para a indústria de papel e celulose, sistemas de encanamentos hidráulicos de alta pressão e até soluções de acesso de carga a bordo. Neste período, elevadores e escadas rolantes da KONE foram instalados em alguns dos edifícios mais emblemáticos da época, como a Ópera da Bastilha, em Paris, e o novo edifício do Ministério do Interior da Arábia Saudita. Outro fato marcante desta década aconteceu em 1981 com a aquisição da Armor Elevator Co., ingressando assim oficialmente no mercado americano. Ao final desta década, a KONE já era uma das três maiores fabricante de elevadores, escadas rolantes e guindastes do mundo.


Em meados da década de 1990, a KONE resolveu se focar na produção de elevadores e escadas rolantes, vendendo assim todas as suas outras divisões. Em 1994 adquiriu a quarta maior fabricante de elevador dos Estados Unidos, a Montgomery Elevator Company, fortalecendo ainda mais sua presença nesse enorme mercado. Além disso, nos anos seguintes ingressou na China e expandiu suas operações na Índia. Em apenas alguns anos, a KONE tinha trocado a diversidade de produtos para a cobertura geográfica ampliada em seu core business: elevadores e escadas rolantes. E também investiu em tecnologia, como por exemplo, em 1996 quando lançou o KONE MonoSpace®, primeiro elevador com menos espaço para sala de máquinas do mundo, que revolucionou a indústria. O investimento em tecnologia e pesquisa continuou em 1998 com a inauguração de uma nova e moderna torre de testes em Lohja, na Finlândia. Pela primeira vez, era possível testar distâncias superiores a 200 metros antes da instalação do elevador.


Em 2001 a empresa introduziu o JumpLift®, um elevador de construção com uma sala de máquinas temporária que pode ser movida para cima à medida que a construção avança, o que permitia um processo de construção rápida e segura em todas as condições meteorológicas. No ano seguinte, a empresa expandiu suas operações em importantes mercados de rápido crescimento, como por exemplo, China, Índia, Rússia e Oriente Médio. Em 2007 a KONE deixou oficialmente de fabricar elevadores hidráulicos. Mais recentemente, em 2014, a empresa adquiriu a divisão de elevadores e escadas rolantes da Marryat & Scott (Quênia) juntamente com seus distribuidores autorizados na África Oriental e Central.


Atualmente a linha de produtos da marca é variada, como por exemplo, elevadores de tração econológicos (sem uso de óleo), projetados para edifícios de escritórios; elevadores de alto desempenho utilizados em arranha-céus com mais de 100 andares de altura; ou escadas rolantes projetadas para uso interno ou externo em aeroportos, estádios, metrôs e shopping centers. Entre as principais tecnologias oferecidas pela empresa finlandesa estão: KONE UltraRope™, introduzida em 2013 e que estabelece um novo padrão para os edifícios de grande altitude, oferecendo eco-eficiência, fiabilidade e durabilidade, além de melhorar o desempenho do elevador; KONE MiniSpace™, um elevador com pequena sala de máquina, sendo solução ideal para arranha-céus mais exigentes, pois são alimentados pela máquina de elevação KONE EcoDisc®, que oferece eficiência energética, conforto de percurso e um design de interiores premiado; a esteira rolante KONE InnoTrack™, que capacita as pessoas se moverem rapidamente e sem problemas em longas distâncias, além de serem fáceis de instalar, sem fazer mudanças nas estruturas de piso, e cujo design modular significa que pode facilmente mudar a sua extensão ou localização; o motor de elevação KONE EcoDisc™, cujo sistema inovador de enrolamento em cobre reduz a quantidade de energia perdida em forma de calor, tornando os elevadores muito eficientes em termos energéticos; e o Sistema de controle de destino KONE Polaris™, que aumenta a capacidade de manuseamento do elevador, melhora o conforto dos passageiros e reduz os tempos de espera.


Hoje em dia as soluções de locomoção da KONE estão instaladas em construções emblemáticas como o estádio Lucas Oil em Indianápolis (servindo 70.000 mil pessoas com 14 escadas rolantes, 9 elevadores, 2 elevadores hidráulicos e o sistema de monitoramento KONE E-Link™), o Madison Square Garden em Nova York (48 escadas rolantes, 5 elevadores hidráulicos e 12 elevadores modernizados), o navio Celebrity Eclipse (8 elevadores de passageiros panorâmicos, 4 elevadores de passageiros, 9 elevadores de serviço e 1 elevador de plataforma de fácil acesso) e a Torre Doha (17 elevadores, 3 elevadores especiais, 1 elevador de carga, 5 elevadores hidráulicos e o sistema de controle de destino KONE Polaris™).


A evolução visual 
A identidade visual da marca passou por acentuadas modificações ao longo dos anos. O logotipo original surgiu em 1910 com um design simples, que refletia as raízes modestas da empresa como uma oficina de reparação de motores elétricos. A palavra “osakeyhtiö” abaixo do nome significa “corporação” em finlandês. A primeira modificação ocorreu no ano de 1948 quando foram adicionadas roldanas no logotipo, para representar o foco de negócios em elevadores e guindastes industriais. Em 1967, um novo logotipo foi adotado para representar as ambições internacionais da empresa. Com isso, a identidade visual ganhou uma nova tipografia de letra, com o nome da marca escrito em quatro blocos paralelos azuis. Finalmente em 1990 o logotipo atual foi adotado. As letras dentro dos blocos azuis foram atualizadas com uma tipografia simples e o azul ganhou uma nova tonalidade.


Dados corporativos 
● Origem: Finlândia 
● Fundação: 27 de outubro de 1910 
● Fundador: Gottfr. Strömberg Oy 
● Sede mundial: Helsinki, Finlândia 
● Proprietário da marca: Kone Oyj 
● Capital aberto: Sim 
● Chairman: Antti Herlin 
● CEO & Presidente: Henrik Ehrnrooth 
● Faturamento: €8.64 bilhões (2015) 
● Lucro: €1.24 bilhões (2015) 
● Valor de mercado: €22.7 bilhões (janeiro/2017) 
● Fábricas:
● Presença global: 80 países 
● Presença no Brasil: Não 
● Funcionários: 50.000 
● Segmento: Sistemas de transporte verticais 
● Principais produtos: Elevadores, escadas e esteiras rolantes 
● Concorrentes diretos: Otis, Schindler, Thyssenkrupp, ABB, Fujitec, Hitachi, Mitsubishi e Hyundai 
● Ícones: A cor azul-clara 
● Slogan: Dedicated To People Flow. 
● Website: www.kone.com 

A marca no mundo 
A KONE comercializa sua linha de produtos, que engloba elevadores, escadas e esteiras rolantes, portões e portas automáticas, motores elétricos e sistemas de controle de fluxo de pessoas, em mais de 80 países (sendo 60 deles com presença física). Com mais de 400 mil clientes e 1.1 milhões de equipamentos em operação (dos quais mais de 520 mil elevadores), a KONE, quarta maior fabricante de elevadores e escadas rolantes do mundo, faturou €8.64 bilhões em 2015. A empresa fabrica e instala mais de 50.000 elevadores e escadas rolantes por ano. A KONE possui 9 centros de Pesquisa e Desenvolvimento (em países como Finlândia, Alemanha, Índia, Itália, China, México e Estados Unidos), responsáveis por mais de 3.000 patentes no setor, além de sete unidades fabris e uma rede de distribuidores autorizados. 

Você sabia? 
A família Herlin, uma das mais ricas da Finlândia, é a maior acionista da empresa com aproximadamente 22% das ações. 
A revista Forbes elegeu a KONE como uma das empresas mais inovadoras do mundo. 


As fontes: as informações foram retiradas e compiladas do site oficial da empresa (em várias línguas), revistas (Fortune, Forbes, Newsweek, BusinessWeek e Time), sites especializados em Marketing e Branding (BrandChannel e Interbrand), Wikipedia (informações devidamente checadas) e sites financeiros (Google Finance, Yahoo Finance e Hoovers). 

Última atualização em 23/1/2017

12.1.17

FRED PERRY


Mais de seis décadas foram construídas sobre uma história única em sportswear e streetwear, mesclando a herança britânica com o design contemporâneo. O espírito da marca inglesa FRED PERRY, que inspirou gerações de pessoas ao longo do tempo, permanece em cada uma de suas coleções. Ícone da moda street fashion, isso pode ser constatado pelas várias personalidades que se declaram admiradoras da marca, como a modelo Kate Moss, a banda Blur e os irmãos Gallagher do Oasis. 

A história 
Frederick John Perry (imagem abaixo), filho de operários, nasceu em 1909 na cidade de Stockport, próxima à Manchester, no norte industrial inglês. O garoto de origem humilde desafiou a aristocracia britânica, primeiro ao se sagrar campeão mundial de tênis de mesa aos 19 anos e depois ao se tornar um jogador de tênis, conquistando torneios importantes como o US Open, o Australian Open, o Roland Garros e principalmente Wimbledon, cujo primeiro título foi conquistado em 1934. O sucesso no tênis nos anos seguintes fez de Fred Perry uma estrela, indo parar na capa da tradicional revista Time. Seu tino para os negócios começou em 1941, quando Perry foi abordado pelo jogador de futebol austríaco Tibby Wegner, que tinha inventado um acessório atoalhado e antitranspirante para ser usado ao redor do pulso. Foi então que Perry, utilizando toda a sua experiência como tenista, fez algumas alterações no produto (utilizou um material mais leve, macio e mais absorvente) e inventou o primeiro sweatband (aquela munhequeira utilizada para enxugar o suor do rosto ou evitar que o suor escorresse para a raquete).


A ideia rapidamente se tornou um enorme sucesso entre os tenistas e, em 1952, utilizando sua popularidade ele fundou, juntamente com Tibby Wegner, a FRED PERRY SPORTSWEAR e criou a primeira camisa pólo da marca. A camisa pólo, branca com dois botões na frente, Twin Tipped (risca dupla), e que era feita de algodão foi lançada no tonteio de Wimbledon e se tornou um sucesso entre os tenistas. Facilmente reconhecível pelo logotipo de Coroa de Louros no lado esquerdo do peito, que foi baseado no antigo símbolo que decorava as medalhas dos ganhadores de Wimbledon, torneio no qual Fred brilhou durante anos (ele venceu três vezes consecutivamente). A camisa, chamada por Fred de “the shirt that fits” (algo como “a camisa que veste”), tinha um diferencial: o logotipo de Coroa de Louros bordado, ao contrário de sua principal concorrente, a francesa Lacoste, que colava o logotipo de crocodilo.


Inicialmente a FRED PERRY fazia roupas para tenistas. Isso lhe conferiu o status de marca de elite. Por isso, no final da década de 1950, o corte simples e limpo de sua camisa pólo foi adotado pelo incipiente movimento Mod e, em pouco tempo, tornou-se uma peça básica para numerosas tribos jovens, desde rude boys, punks à Brit pop. Com isso, os jovens exigiram mais cores além da tradicional branca e assim uma nova paleta de cores foi lançada no mercado. Além disso, outros produtos para atender a demanda dos novos jovens consumidores foram lançados, como por exemplo, calçados (1957). Entre as décadas de 1960 e 1970, a camisa pólo da marca se tornou uma febre entre os jovens britânicos, desde os skinheads aos adeptos do movimento northern soul. Com isso, a FRED PERRY ficou muito associada com a cultura de rua inglesa e com os diferentes gêneros de música inglesa também.


Na década de 1990, adotou uma estratégia para divulgar sua marca ao dar roupas para famosas bandas usarem, cativando assim ainda mais seu público e conquistando muitos fãs internacionais. Com a morte de Fred Perry em 1995, os herdeiros venderam a marca para a empresa japonesa Hit Union. Depois de um período de ostracismo, a marca voltou a ganhar notoriedade ao patrocinar o tenista britânico Andy Murray (até novembro de 2009). O ressurgimento da marca também veio com o estilista Raf Simons, que adaptou e modernizou a FRED PERRY, mas sem perder seu lado clássico. Em 2012 a marca FRED PERRY celebrou 60 anos de vida. Para celebrar esta data, a tradicional camisa pólo de 1952 foi reproduzida a partir do arquivo de imagens e ilustrações e lançada em seis cores (branco, bege, castanho, azul-glaciar, old navy e preto). A coleção incluía também dois calçados comemorativos. Em 2013, conhecida por criar o lifestyle londrino em roupas e acessórios, a marca inaugurou sua primeira loja no Brasil, localizada no luxuoso Shopping Cidade Jardim, em São Paulo.


Hoje a gama de produtos da marca, que tem exercido bastante influência e apresentou alguns dos estilos mais emblemáticos do século passado, que continuam a ser relevantes, é bem vasta com um mix completo e com linhas diferentes criadas por designers e estilistas convidados como Richard Nicoll e Emma Cook. Apesar de ter nascida intrinsecamente vinculada ao tênis, a marca FRED PERRY hoje está também associada ao ciclismo, incluindo o campeão olímpico Bradley Wiggins, e principalmente à música, tendo lançado coleções em parceria com a saudosa Amy Winehouse, Peter Blake e a banda No Doubt. Com uma herança puramente esportiva, a FRED PERRY alcançou uma liderança quase inigualável como marca underground, com peças de roupas imediatamente reconhecidas. Ao longo da história, a marca sempre se manteve fiel a sua autenticidade, integridade e atitude.


A evolução visual 
A ideia original era usar um cachimbo como logotipo. Um plano abandonado diante da óbvia disparidade com a imagem de saúde no esporte. E aí sim surgiu a emblemática Coroa de Louros como ícone da marca, que se mantém ainda hoje como um símbolo de excelência e homenagem a um homem que cresceu humilde e conquistou o torneio de Wimbledon três vezes. Este logotipo passou por pequenas alterações ao longo dos anos, mais precisamente na tipografia de letra.


Dados corporativos 
● Origem: Inglaterra 
● Fundação: 1952 
● Fundador: Frederick Perry e Tibby Wegner 
● Sede mundial: Londres, Inglaterra 
● Proprietário da marca: Fred Perry Limited 
● Capital aberto: Não (subsidiária da Hit Union Co. Ltd.) 
● Presidente: John Flynn 
● Faturamento: £120 milhões (estimado) 
● Lucro: Não divulgado 
● Lojas: 141 
● Presença global: 50 países 
● Presença no Brasil: Sim 
● Funcionários: 400 
● Segmento: Moda casual 
● Principais produtos: Roupas, calçados e acessórios 
● Concorrentes diretos: Lacoste, Gant, Ralph Lauren, Tommy HilfigerLa Martina e Gola 
● Ícones: O logotipo de Coroa de Louros 
● Slogan: The mark of excellence. 
● Website: www.fredperry.com 

A marca no mundo 
Atualmente a FRED PERRY vende roupas, calçados e acessórios para homens, mulheres e crianças em mais de 50 países ao redor do mundo. Seus produtos são comercializados através da internet, lojas multimarcas, lojas de departamento e mais de 140 lojas próprias em 30 países. 

Você sabia? 
A Coroa de Louros é o principal símbolo de reconhecimento da marca. Hoje em dia são necessários apenas 94 segundos para bordar mais de 60 anos de uma rica história em suas camisas pólos. 
É bastante provável que muitos clientes da grife sequer saibam de sua ligação com as quadras de grama do All England Club, palco do mais tradicional e antigo torneio da história moderna do tênis. 


As fontes: as informações foram retiradas e compiladas do site oficial da empresa (em várias línguas), revistas (Fortune, Forbes, Newsweek, BusinessWeek e Exame), sites especializados em Marketing e Branding (BrandChannel e Interbrand) e Wikipedia (informações devidamente checadas). 

Última atualização em 12/1/2017

4.1.17

CUISINART


Combinar a arte de cozinhar e estilo de vida, ajudando milhões de pessoas a desfrutarem o melhor da culinária. Essa é a missão da marca americana CUISINART. O prestígio da marca não se limita aos populares processadores de alimentos. Estando ou não ligados a uma tomada, ninguém compreende e completa uma cozinha como os produtos da CUISINART. A marca oferece o mais completo set de ferramentas culinárias. A qualidade e a variedade de seus produtos, fez da CUISINART a marca preferida de grandes chefes de cozinha e favorita de milhões de consumidores pelo mundo afora. 

A história 
Tudo começou com o americano Carl Sontheimer, um apaixonado por culinária que vivia na França. Após assistir há uma demonstração de um processador de alimentos em um restaurante, ele vislumbrou a possibilidade de adaptar a tecnologia para uso nos lares americanos. Em 1971 Sontheimer retornou aos Estados Unidos, se formou em engenharia pelo renomado MIT (Massachusetts Institute of Technology) e fundou a empresa CUISINART, juntamente com sua mulher Shirley, inicialmente para importar uma linha exclusiva de panelas de aço inoxidável de alta qualidade. Paralelamente ele continuou desenvolvendo um processador de alimentos alongando o tubo de alimentação, melhorando a lâmina de corte e discos, e adicionando recursos de segurança para atender aos padrões americanos. Finalmente em 1973, depois de muito trabalho duro e determinação, ele apresentou ao público em uma feira de eletrodomésticos na cidade de Chicago o primeiro processador de alimentos para uso doméstico do mercado americano.


Em 1974, ele melhorou o mecanismo de lâminas e discos tornando o produto ainda mais eficiente, capaz de bater ovos em apenas 15 segundos, cortar carnes em 60 segundos e bater massas de forma rápida e prática. No ano seguinte, além de lançar o processador de alimento no mercado canadense, a empresa apresentou o aparelho para diversos chefes de cozinha como James Beard e Julia Child, que seriam de suma importância para a divulgação do novo produto. Afinal, eles estavam entre os primeiros especialistas em culinária que consideraram o processador de alimentos um aparelho de cozinha revolucionário. E com a ajuda desses chefes de cozinha, o processador de alimentos se tornou uma maneira rápida e fácil de preparar alimentos e pratos saudáveis. Além disso, elogios do tradicional jornal The New York Times e outras publicações importantes, ajudaram a estabelecer a CUISINART como uma marca inovadora e de qualidade. Com isso, em 1977, as vendas dos processadores de alimentos explodiram. Mas a CUISINART já não estava mais sozinha nesse segmento. Ao mesmo tempo, o mercado global de processadores de alimentos se expandiu drasticamente para incluir mais de uma dúzia de marcas, representando mais de 30 modelos diferentes. Com essa forte concorrência, em 1978, para manter sua liderança de mercado, uma nova versão do processador de alimentos foi lançada. Melhorias significativas incluíam uma tigela com 46% mais capacidade, um motor consideravelmente mais forte e eficiente, e um tubo de alimentação ainda maior.


Durante a década de 1980 a CUISINART continuou a ampliar sua visibilidade com o lançamento de livros de receita de grande sucesso e vídeos de demonstração do processador de alimentos, popularizando assim seu uso entre os americanos e amantes da culinária. Além disso, a marca lançou inúmeros novos modelos de processadores de alimentos. Em 1986, o cortador/moedor Mini-Mate reforçou a linha de produtos da marca com características de alto desempenho, como uma lâmina reversível e patenteada. No final desta década, em 1989, a empresa foi adquirida pela Conair Corporation, mais conhecida pelos seus secadores de cabelo, passando a contar com todos os recursos de uma das líderes mundiais em cuidados pessoais. Em 1990, comprometida em manter sua tradição de liderança, a CUISINART apresentou o Food Preparation Center, um processador de alimentos com características inovadoras como um grande tubo de alimentação onde era possível colocar tomates inteiros. No ano seguinte, lançou no mercado o processador de alimento em tamanho pequeno, que cortava rapidamente alimentos em pequenas quantidades. Ainda nesta década, a CUISINART continuou a construir sua história de sucesso, ingressando em outras categorias de produtos com o lançamento de batedeiras (1992), cafeteiras (1994), torradeiras (1995) e fornos elétricos (1999).


Com a chegada do novo milênio, a marca americana iniciou sua expansão internacional, estabelecendo-se na França, na Inglaterra e na Austrália, entre outros países. Além disso, mais uma vez revolucionou a forma como os americanos processam alimentos com o lançamento do PowerPrep Plus®, o primeiro grande redesenho do tradicional processador de alimentos da marca. Pouco depois, em 2002, expandiu sua linha de produtos com o lançamento de utensílios de cutelaria. No ano seguinte lançou seus primeiros espremedores de frutas elétricos e a chaleira elétrica sem fio. Já em 2004, a CUISINART ingressou em novas categorias de produtos com o lançamento de fogões de bancada, grills e panelas elétricas de arroz. O ano de 2005 foi marcado por grandes novidades: adegas para vinhos, máquinas de pão e pipoqueira. Além disso, através de um acordo de licenciamento, lançou uma linha de utensílios de cozinha como espátulas, conchas, descascadores de frutas e saca-rolhas.


Em 2007 a CUISINART ingressou em novos segmentos com o lançamento de fornos elétricos para pizzas e máquinas de café espresso. A marca deu continuidade ao seu compromisso com a educação culinária patrocinando a série estrelada pelo chefe de cozinha Hubert Keller do renomado restaurante Fleur de Lys, em San Francisco, na Califórnia. Pouco depois, em 2009, a marca lançou aparelhos de sistema de filtragem de água, ampliando assim sua área de atuação. Mais recentemente a CUISINART ingressou em novos segmentos de mercado com uma vasta gama de talheres, copos e louças de porcelana, cujas coleções oferecem aos consumidores uma vasta gama de opções de design para satisfazer seus gostos pessoais. Outros lançamentos de novos produtos incluíram uma linha de produtos para bebês e uma ampla gama de aparelhos de cozinha de bancada.


A educação culinária é o centro do negócio da CUISINART. Cozinheiros estão procurando mais do que apenas a compra do produto. Eles querem dicas e técnicas que transformam produtos em verdadeiras ferramentas culinárias de cozinha. Por isso, a marca americana mantém sua tradição em educação culinária através de vários materiais e tecnologias, como por exemplo, o aplicativo My Pantry, que permite que os cozinheiros acessem ingredientes que eles têm em sua cozinha para aprender quais receitas podem então fazer; ou o aplicativo Cuisinart KitchenSync, introduzido em 2011 e que permite aos consumidores pesquisar centenas de receitas, que podem ser salvas, compartilhadas e com referências cruzadas com My Pantry. A CUISINART ainda oferece ao consumidor material informativo nas embalagens com receitas e dicas de cozinha e livro de receitas. Hoje em dia a marca CUISINART é um nome universalmente reconhecido, aprovada por conhecedores da culinária, tais como Jacques Pepin, Paul Bocuse e Hubert Keller. Por isso, inovação em ferramentas de culinária é a assinatura da CUISINART.


A evolução visual 
A identidade visual da marca passou recentemente por uma pequena remodelação, adotando uma nova tipografia de letra.


Os slogans 
Savor the Good Life. (2009) 
The Most Trusted Name in the Kitchen. 
Your kitchen resource. (1996)


Dados corporativos 
● Origem: Estados Unidos 
● Fundação: 1971 
● Fundador: Carl e Shirley Sontheimer 
● Sede mundial: Stamford, Connecticut, Estados Unidos 
● Proprietário da marca: Cuisinart Inc. 
● Capital aberto: Não (subsidiária da Conair Corporation
● CEO: Lee Rizzuto 
● Faturamento: Não divulgado 
● Lucro: Não divulgado 
● Presença global: 60 países 
● Presença no Brasil: Sim 
● Funcionários: 800 
● Segmento: Eletrodomésticos 
● Principais produtos: Processadores de alimentos, cafeteiras, liquidificadores e batedeiras 
● Concorrentes diretos: Black & Decker, Hamilton Beach, Oster, DeLonghi, Russell Hobbs, Kitchen Aid, Breville e Moulinex 
● Slogan: Savor the Good Life. 

A marca no mundo 
A CUISINART comercializa em mais de 60 países sua vasta linha de produtos, que inclui liquidificadores, cafeteiras, máquinas para café espresso, processadores de alimentos, microondas, fornos, pipoqueiras, extratores de suco, panelas de pressão elétrica, fritadeiras, batedeiras, coifas, adegas de vinhos, além de ferramentas de cozinha como assadeiras e espátulas. 

Você sabia? 
A CUISINART tem uma longa tradição de receber prêmios prestigiados graças a sua ampla gama de inovações. Estes incluem o cobiçado prêmio Housewares Design Award 2012, na categoria eletrodomésticos de bancada, para o liquidificador com aquecimento. 


As fontes: as informações foram retiradas e compiladas do site oficial da empresa (em várias línguas), revistas (Fortune, Forbes, Newsweek, BusinessWeek, Isto é Dinheiro e Exame), sites especializados em Marketing e Branding (BrandChannel e Interbrand), Wikipedia (informações devidamente checadas) e sites financeiros (Google Finance, Yahoo Finance e Hoovers). 

Última atualização em 4/1/2017