12.9.17

AMERICAN TOURISTER


Com mais de 80 anos de uma rica história a American Tourister® tem um compromisso constante com o design, qualidade e acessibilidade quando o assunto é bagagem. Seja em viagens de trabalho, em família ou com os amigos a ampla linha de malas da American Tourister® está apta a atender qualquer necessidade, sempre com estilo e design de ponta. 

A história 
Tudo começou no ano de 1933 quando o imigrante polonês Sol Koffler resolveu aplicar suas economias para fundar uma empresa de malas de viagem, inicialmente batizada de American Luggage Works, na cidade de Providence, em Rhode Island. Sua ideia era produzir uma mala resistente que poderia ser vendida por apenas US$ 1. Embora sua primeira mala não tenha revolucionado o design de bagagem da época, Koffler tinha certeza de ter criado um produto significativamente mais durável que qualquer concorrente na mesma faixa de preço. A mala vendida por um dólar fez sucesso e, no primeiro ano de operação, a empresa vendeu 5.000 unidades. Como único funcionário, Koffler tratava de todos os aspectos da empresa. Pouco depois, a linha de produtos foi ampliada para incluir dois novos tamanhos, vendidos por dois e três dólares. Cada tamanho era produzido em duas cores, preto ou marrom.


O grande avanço da empresa ocorreu nesta época. Koffler adaptou um maquinário utilizado para fabricar caixas de rádio de madeira compensada. O novo equipamento permitiu que ele simplificasse significativamente o design da mala e ainda aumentasse sua durabilidade. O novo design era mais leve e redondo, mas ainda assim oferecia mais espaço do que outras malas. Outras características inovadoras, como revestimentos e bolsos com zíper, melhoraram ainda mais o produto, ajudando-o a se distinguir dos demais concorrentes. Para distinguir esta linha das anteriores, Koffler a batizou de American Tourister®. A nova linha de malas, lançada em 1938, foi um enorme sucesso e definiu um novo padrão para a indústria.


A linha de produtos foi ampliada novamente na década de 1940, com quatro cores, quatro estilos e oito tamanhos de malas. Em 1945, com o grande desenvolvimento das companhias aéreas e a necessidade de bagagens mais leves sendo cada vez maior, a American Tourister® introduziu a Hi-Taper, uma mala leve e com fácil organização que se tornou um enorme sucesso. Nesta época, apesar do rápido crescimento na década anterior, a American Luggage Works ainda era uma empresa regional. Com o objetivo de ampliar as vendas para todo território americano, Koffler decidiu divulgar a marca American Tourister® através de uma campanha publicitária, onde foram investidos US$ 12 mil. Nos anos de 1950 a empresa iniciou a experimentação de novos materiais para produzir a primeira mala de viagem moldada em plástico. Pouco depois, a empresa melhorou a composição química, resultando em uma estrutura que era praticamente indestrutível. Quando a empresa começou a receber histórias de bagagens da American Tourister® “sobrevivendo” a acidentes incríveis, Koffler os usou em propagandas para promover a durabilidade de suas malas. Uma dessas histórias contava que uma mala da American Tourister® caiu de um carro a 60 milhas por hora e foi atropelada por outro automóvel. Apesar de alguns arranhões na superfície externa, a mala não estava danificada.


As viagens internacionais dispararam na década de 1960 e a American Tourister® foi a primeira empresa a realizar o chamado “teste de voo” com suas malas, fornecendo a bagagem aos comissários de bordo da maioria das companhias aéreas. Era também uma forma de marketing para tornar a marca ainda mais popular. Já na década de 1970, a American Tourister® era uma das fabricantes mais populares de bagagens de preço médio do mercado americano. Em 1978, Koffler vendeu a American Luggage Works para a Hillenbrand Industries, um fabricante de móveis com sede em Indiana. A partir deste momento a empresa passaria a ter o mesmo nome de suas famosas malas. Nos anos de 1980 e 1990, a empresa continuou a desenvolver malas de viagem rígidas, ao mesmo tempo respondia à mudança dos hábitos de consumo que pedia malas de viagem em tecido – duráveis e resistentes.


Em 1993, a American Tourister® já era uma marca forte e bem estabelecida no segmento de malas de viagem, quando foi adquirida pela Samsonite, unindo assim as maiores marcas de malas de viagem do mundo. Nos anos seguintes, além de ampliar sua distribuição e ingressar em novos mercados mundiais, como por exemplo, a Índia em 2004, a American Tourister® diversificou sua linha de produtos com o lançamento de mochilas e até cases de notebooks. Já as bagagens de mão trouxeram segurança para os objetos mais sensíveis e frágeis, além de ágil locomoção e bom desempenho, facilitando a vida de quem viaja.


Atualmente a marca oferece uma completa e moderna linha de bagagens, incluindo a Curio (coleção cheia de energia, com temas em torno de padrões de onda circulares, perfeito para viajantes prontos para explorar o mundo, reconhecida por seu premiado design inovador), Summer Wave (garante muito mais estilo às viagens, graças ao desenho único com linhas onduladas e elegantes), Speed (mala de tecido ideal para as pessoas que gostam de mais organização na hora de viajar, uma vez que tem um lugar especial para cada artigo), Tropical (confeccionada em material colorido resistente e com um desenho diferenciado, as malas têm diversos bolsos internos e externos que garantem e separação perfeita da bagagem) e Niue (para quem gosta de combinar beleza, estilo, resistência e praticidade através de malas espaçosas, expansíveis e com rodinhas multidirecionais). A American Tourister® oferece ainda uma completa linha de bagagens baseada em personagens da Disney, já que a marca, desde 2012, é a mala oficial dos parques Walt Disney World Resort e Disneyland. Em 2017 a American Tourister® aterrissou oficialmente no Brasil. Com cores animadas, mais possibilidades de criação, com estampas diferentes, e um preço acessível, a marca americana tenta atrair um novo público, mais jovem e com espírito de aventura, que troca de mala com frequência por questão de moda, não necessariamente má qualidade.


Campanhas que fizeram história 
Mesmo nos dias de hoje, muitas marcas ainda não estão dispostas a ter a qualidade e resistência de seus produtos testadas na TV. Mas no início da década de 1970 era tudo o que a American Tourister® desejava para divulgar a extrema resistência de suas malas. Foi então que a agência de publicidade DDB resolveu criar uma campanha publicitária que se transformaria em uma das mais famosas e populares da história americana. Com uma pitada de bom-humor, eles sugeriram que as malas da American Tourister® suportariam até o peso e a força brutal de um gorila. Um dos primeiros comerciais da campanha, e talvez o mais popular, mostrava uma mala sendo colocada dentro da jaula de um gorila, que a atirava contra as grades, arrastava, batia e até subia em cima da bagagem. De forma criativa e bem-humorada o filme convidava os consumidores a comprarem a proteção das resistentes malas contra o manejo brutal por qual uma bagagem é submetida durante uma viagem. Enquanto isso o locutor assegurava aos espectadores que o produto poderia suportar os “maus tratos” de bruscos taxistas, carregadores e manipuladores de bagagens.


O popular filme da campanha, que durou mais de 15 anos e ajudou a consolidar a marca entre os consumidores americanos, pode ser visto clicando no ícone abaixo.

       

A evolução visual 
A identidade visual da marca passou por algumas remodelações ao longo dos anos. No final da década de 1960 ocorreu à primeira modificação com a apresentação de um logotipo nas cores vermelha, azul e branca com o formato das tradicionais etiquetas de identificação colocadas nas malas. No final da década de 1990, o tradicional logotipo foi modernizado, apresentando um novo design para a etiqueta e uma nova tipografia de letra. Mais recentemente esse logotipo passou apenas por atualizações.


Os slogans 
Trusted All Over The World. 
When Life Calls, Be Ready With American Tourister. 
Take On The World. (2013) 
Survive The World. (2011) 
The world is calling. (2011) 
Making travel less primitive. (1994)


Dados corporativos 
● Origem: Estados Unidos 
● Fundação: 1933 
● Fundador: Sol Koffler 
● Sede mundial: Warren, Rhode Island, Estados Unidos 
● Proprietário da marca: American Tourister Inc. 
● Capital aberto: Não (subsidiária da Samsonite International S.A.) 
● CEO: Ramesh Dungarmal Tainwala 
● Faturamento: Não divulgado 
● Lucro: Não divulgado 
● Presença global: 90 países 
● Presença no Brasil: Sim 
● Segmento: Acessórios de viagens 
● Principais produtos: Malas, frasqueiras e mochilas 
● Concorrentes diretos: Kipling, Skybag, Travelpro, Eagle Creek, Antler e Victorinox 
● Ícones: O logotipo em formato de etiqueta de mala 
● Slogan: Trusted All Over The World. 
● Website: www.americantourister.pt 

A marca no mundo 
Atualmente a American Tourister®, segunda marca de bagagens mais vendida do mundo (atrás somente da sua proprietária, a Samsonite) comercializa seus produtos em mais de 90 países. A marca ainda vende seus produtos em mais de 100 outlets próprios espalhados pelos Estados Unidos e alguns outros países. A marca oferece uma vasta gama de malas de viagem de qualidade superior com uma identidade jovem, divertida e colorida a um preço acessível. 


As fontes: as informações foram retiradas e compiladas do site oficial da empresa (em várias línguas), revistas (Fortune, Forbes, Newsweek, BusinessWeek e Exame), jornais (Meio Mensagem), sites especializados em Marketing e Branding (BrandChannel e Interbrand) e Wikipedia (informações devidamente checadas). 

Última atualização em 12/9/2017

5.9.17

KRUG


Não se deixe enganar pelo nome alemão, pois ela é uma legítima francesa. E com muita estirpe. Considerada a excelência do champanhe, a KRUG geração após geração se transformou no sinônimo do que é o blend perfeito da bebida cheia de borbulhas. Assim, seu champanhe, sempre com o mesmo estilo, conquistou especialistas do mundo inteiro devido ao seu caráter único e alcançou o status de lenda. E não por acaso, é comum ouvir uma legião de abastados fãs dizer: “Existe Krug. E há os outros champanhes”

A história 
Conta a história que Johann-Joseph Krug, um imigrante alemão da cidade de Mainz e filho de um açougueiro, aportou na região de Champagne em meados do século XIX. Ele começou trabalhando na Maison Jacquesson e, depois de sete anos, tornou-se sócio de Adolphe Jacquesson. Nesse período, apesar de ter sido contratado como contador, ele começou a testar o mercado e avaliar as críticas dos vendedores de vinhos e clientes, além de aprender a mistura de vinhos e o gosto do champanhe. Já em uma posição confortável na empresa, em 1841, casou-se com a cunhada de Adolphe, Emma-Anne Jaunay, e, um ano depois, deixou a Maison em Chalon-sur-Marne. Na pitoresca cidade de Reims, ele começou a trabalhar com Hipployte de Vivès e, em 1843, fundou a MAISON KRUG, para produzir um champanhe que se diferenciasse dos outros da região. Não interessava a ele lançar mais um bom rótulo entre os tantos encontrados na região. Queria fazer um champanhe sublime, de qualidade inquestionável, mantendo o mesmo padrão de um ano para outro. Com o objetivo de atingir essa meta, trabalhou com alguns produtores de champanhe para descobrir o segredo das borbulhas engarrafadas. Desde o início, ele era extremamente meticuloso com a assemblagem (nome dado à mistura clássica dos vinhos Chardonnay, Pinot Noir e Pinot Meunier) que iriam compor seu champanhe, e diz-se que sua técnica única de identificar e juntar esses vinhos base foram passadas de geração para geração cuidadosamente e foi sempre um membro da família Krug o responsável por montar os blends de cada safra desde então, assim como determinar quando os champanhes deveriam ser lançados no mercado.


Primeiro dos champanhes criados pela Maison, o Krug Grande Cuvée respeitava a tradicional fórmula de combinar três tipos de vinho. Um trabalho artesanal, semelhante ao dos perfumistas, que mesclam diferentes aromas para obter um resultado sofisticado em um líquido único. Nos anos seguintes, Joseph Krug rompeu com a convenção para seguir sua visão e criar a expressão mais generosa de champanhe a cada ano, independentemente da imprevisibilidade climática. Como Joseph era fluente em francês, inglês e alemão, e falava um pouco de russo, ele colocou a Maison em posição de explorar os principais mercados estrangeiros. Com isso, foi conquistando aos poucos uma clientela fiel e abastada por diversos países, principalmente da Europa. Joseph morreu em 1866 e foi sucedido por seu filho, Paul Krug. Na década de 1880, o prestígio dos champanhes KRUG foi reconhecido no Reino Unido, então o principal mercado no exterior do champanhe. A Maison passou por um difícil período durante a Primeira Guerra Mundial, já que a cidade de Reims foi severamente bombardeada. Após o conflito, a empresa se recuperou lentamente. Apesar disso, foi nesta década que foram criadas as safras KRUG de 1926 e 1928, que foram consideradas pelos críticos como os melhores champanhes.


Na década de 1970, a empresa foi vendida ao grupo Rémy-Martin, tradicional produtor de conhaques, mas membros da família Krug continuaram comandando o processo de produção. Apesar de hoje em dia a totalidade da produção da marca mal chegar a 0,2% da produção total de champanhe francês, ela está no topo de qualidade da região. E, dentro desse topo, há uma verdadeira joia rara: o Krug Clos de Mesnil, elaborado somente com uvas Chardonnay de um pequeno vinhedo (que dá nome ao champanhe). O vinhedo está localizado no pequeno povoado de Mesnil-sur-Oger, aninhado em um microclima favorável em uma suave inclinação face sudoeste. Foi comprado por Henri e Rémi Krug em 1971, como parte de seis hectares de vinhedos. Quando visitaram a propriedade, perceberam a existência dessa pequena gleba em particular, de 1.85 hectares, que datava de 1698, como atestava uma placa em um de seus muros. Durante oito anos, eles replantaram o vinhedo e, ao provar o vinho produzido em 1979, no lugar de utilizá-lo para fazer suas mesclas habituais, decidiram engarrafá-lo assim mesmo. Nascia um novo ícone do moderno champanhe. Os irmãos foram grandes responsáveis por dar à KRUG o status e prestígio que a marca goza hoje em dia.


Em 1983, mesmo contrariando as ordens do pai, Paul Krug, seus filhos Henri e Rémi resolveram produzir um champanhe rosé e, depois de pronto, apresentaram ao genitor durante um jantar, sem identificar a garrafa. Paul teria ficado tão espantado com a qualidade que teria afirmado que outra Maison estava imitando o estilo KRUG, mas em formato de rosé. Era o surgimento do champanhe KRUG ROSÉ. Na década de 1990 a Maison continuou lançando produtos que “violam” suas próprias regras de blending, com o surgimento em 1995 do Krug Clos d’Ambonnay, um Blanc de Noirs 100% Pinot Noir de um pequeno vinhedo de 0,685 hectares no sudeste da Montanha de Reims, adquirido em 1984. Para atingir a maturação ideal, 3.000 garrafas do blanc de noirs permaneceram na cave da Maison descansando por catorze anos. Elas só começaram a ser comercializadas em 2009. Clos é o nome que os franceses dão para os vinhedos “murados”, ou seja, pequeníssimas parcelas. O mais raro entre todos os champanhes KRUG imediatamente confirmou sua personalidade, como um manto em ouro brilhante, elevado por um splash de cobre.


Mesmo quando o conglomerado de luxo LVMH assumiu o controle da empresa em 1999, o modo de produzir o champanhe continuou, com a família Krug pertencendo ao grupo que forma o comitê que determina a assemblagem, o envelhecimento e a data de lançamento. A única coisa que mudou foi o investimento em marketing e o poder de distribuição, que fizeram os fenomenais champanhes da KRUG chegaram aos mais sofisticados mercados mundiais. E, para ser ainda mais exclusivista, a KRUG guarda em suas adegas em Reims algumas garrafas de safras espetaculares para serem lançadas muitos anos mais tarde. A isso eles dão o nome de Krug Collection, criada na década de 1980. Estas garrafas só são colocadas no mercado depois de membros da família terem provado seu sabor e chegado ao consenso de que elas estão prontas para o consumo.


Para qualquer conhecedor de champanhe, KRUG é um nome mítico. Outras marcas certamente possuem mais “lendas”. Algumas ganharam fama por serem preferidas por reis e rainhas ou outras celebridades mundo afora. A KRUG também esteve em diversas mesas de monarcas e festas glamorosas de artistas e milionários (como a família real inglesa, nas recepções do ex-presidente francês François Mitterrand e de Coco Chanel), no entanto, boa parte de sua notoriedade se deve ao seu champanhe agradar especialistas. Por isso, com rótulos muito disputados, garrafas chegam a custar mais de US$ 10 mil.


As obras de arte 
Atualmente a KRUG oferece uma coleção limitada dos melhores champanhes do planeta: 
Krug Grand Cuvée 
Considerado a razão de ser da histórica marca, é o primeiro cuvée de prestige recriado todos os anos desde 1843. Sua melhor definição é plenitude e elegância. Elaborado com um extraordinário assemblage de aproximadamente 120 vinhos de dez diferentes safras, alguns dos quais podendo atingir 15 anos de idade. No Grand Cuvée, as partes de uvas Pinot Noir e Pinot Meunier são mais relevantes do que as de Chardonnay. 
Krug Rosé 
É vibrante e provocativo, tem o mesmo espírito criativo da Krug Grande Cuvée. Elaborado com uma seleção de vinhos, incluindo um da uva Pinot Noir fermentado com a casca. É envelhecido por 5 anos e pode ser guardado por muito mais tempo. 
Krug Vintage 
Elaborada como uma interpretação única do caráter de um ano excepcional. É uma combinação dos vinhos do ano, a partir de muitos terrenos diferentes, com Chardonnays e presença significativa de vinhos de uvas tintas (Pinot Noirs e Meuniers) selecionadas a partir de uma grande variedade de vilas. 
Krug Collection  
Representa as últimas garrafas disponíveis de uma safra excepcional do passado, cuidadosamente armazenadas nas adegas da Maison em Reims, depois relançadas em comemoração à lendária longevidade do champanhe da marca. 
Krug Clos du Mesnil e Krug Clos d’Ambonnay 
São as únicas exceções à regra KRUG de assemblagem, pois, cada uma é elaborada com uma única variedade de uvas, de um ano único, e de um único vinhedo.


Um espaço exclusivo 
A Krug Ambassade é um espaço exclusivo para apreciar o champanhe KRUG, com atendimento, cardápio e harmonização única dentro de 60 sofisticados restaurantes, localizados em mais de 20 países. No Brasil, o premiado restaurante que possui esse espaço é o japonês Kinoshita, em São Paulo.


A produção 
Há seis gerações, a família Krug tem feito um produto sempre igual. A cada ano, o blend utiliza aproximadamente 50 vinhos das três variedades permitidas na região de Champagne (Chardonnay, Pinot Noir e Pinot Meunier) de seis a 10 safras diferentes, de 20 a 25 vinhedos. A primeira fermentação se dá em pequenos barris de carvalho de 205 litros (diz-se que é a única Maison que faz esse processo) e o envelhecimento em garrafa segue por longos seis anos, geralmente. Tudo isso para, a cada ano, seu champanhe ser lançado sempre com o mesmo estilo que o fundador criou: uma cor dourada, um buquê extravagante e textura quase cremosa, com fruta madura, notas tostadas e de avelãs e um final de grande frescor. A KRUG afirma que não há fórmula para compor o blend de seus champanhes, pois nunca haverá duas colheitas iguais. Conta que a mistura é feita com base em um “banco de memória” cuja missão é recriar ano a ano o sabor inimitável criado pelo fundador da marca.


Descubra a história de cada garrafa 
Apesar de clássica e histórica, a KRUG tem utilizado a tecnologia para contar sua história e a de seus excepcionais champanhes. Para isso, lançou um aplicativo batizado de KRUG ID. Para começar a usufruir do aplicativo, o usuário deve criar um perfil. Cada garrafa da KRUG tem um código ID único (de seis dígitos) acima do código de barras. É ele que deve ser fotografado para revelar a história por trás daquela garrafa, como por exemplo, a safra, o trimestre em que a garrafa deixou as adegas da Maison, os desafios da colheita, recomendações para armazenamento, entre outras informações. Ainda é possível receber sugestões de pratos que harmonizam com o champanhe e dicas de listas de músicas para ouvir enquanto se saboreia uma taça.


A evolução visual 
A identidade visual da marca passou por pequenas modificações ao longo dos anos.


Os slogans 
Unlock your treasures. 
For most Krug will remain out of reach. 
There is champagne and then there is Krug. 
C’è lo champagne, e c’è Krug.


Dados corporativos 
● Origem: França 
● Lançamento: 1843 
● Fundador: Joseph Krug 
● Sede mundial: Reims, França 
● Proprietário da marca: LVMH Moët Hennessy • Louis Vuitton S.A. 
● Capital aberto: Não 
● Chairman & CEO: Margareth Henriquez 
● Faturamento: Não divulgado 
● Lucro: Não divulgado 
● Presença global: 60 países 
● Presença no Brasil: Sim 
● Segmento: Bebidas alcoólicas 
● Principais produtos: Champanhes de luxo 
● Concorrentes diretos: Louis Roederer Cristal, Dom Pérignon, Perrier-Jouët, Piper-Heidsieck, Bollinger e Taittinger 
● Slogan: Unlock your treasures. 
● Website: www.krug.com 

A marca no mundo 
Hoje em dia a KRUG comercializa seus exclusivos e caros champanhes em 60 países ao redor do mundo. Entre as mais célebres Maisons produtoras de champanhe, a KRUG é uma das menores. Seu tamanho está em proporção diametralmente oposta à qualidade da bebida que elabora, em torno de 500.000 garrafas por ano (80% das quais para exportação). Além das vendas na própria França (20% da produção), a KRUG é um símbolo de excelência e prestígio em países como Itália, Alemanha, Austrália e na região da Califórnia. Apesar de possuir apenas 20 hectares próprios de vinhedos (em Ambonnay, Aÿ, Le Mesnil e Trépail), a Maison mantém contratos longuíssimos com fornecedores de alta qualidade. Hoje em dia aproximadamente 100 viticultores trabalham com a Maison, fornecendo 65% a 70% das uvas. Hoje em dia, Olivier Krug, 6ª geração da família fundadora, assessora o comando da prestigiosa produtora de champanhe. 

Você sabia? 
Da cave na Rue Coquebert, no centro da cidade de Reims, saem champanhes superlativos, encantadores e, particularmente, caros. O mais simples, se é possível empregar essa denominação em um KRUG, tem preço idêntico ao das linhas tops da maioria dos concorrentes, entre eles o Dom Pérignon e o La Grande Dame, da Veuve Clicquot, aliás, grifes que, como a marca, pertencem ao conglomerado de luxo LVMH. 
Durante a Primeira Guerra Mundial, a pitoresca cidade de Reims sofreu 1.151 dias de bombardeios e nenhuma família foi poupada desta trágica devastação. Nesta época, os ancestrais de Olivier Krug abriram as portas das adegas às famílias da cidade, oferecendo abrigo seguro. 
Enquanto outras vinícolas usam vinhos recentes, na KRUG as idades podem ser superiores à 50 anos. 


As fontes: as informações foram retiradas e compiladas do site oficial da empresa (em várias línguas), revistas (Fortune, Forbes, BusinessWeek, Veja, Época Negócios, Isto é Dinheiro e Adega), jornais (Folha e Estadão), sites especializados em Marketing e Branding (BrandChannel e Interbrand) e Wikipedia (informações devidamente checadas). 

Última atualização em 5/9/2017

28.8.17

EMILIO PUCCI


Poucos estilistas entraram para a história da moda tendo como passaporte a criação de estampas. Este é o caso de Emilio Pucci. Estampas extravagantes e multicoloridas que exaltam o verdadeiro estilo de vida italiano. Assim é a exclusiva marca italiana EMILIO PUCCI, criada por um “marquês alfaiate” de mesmo nome, que veste celebridades como Victoria Beckham, Elizabeth Hurley e Kylie Minogue e continua a ser um símbolo de status e luxo há sete décadas. 

A história 
Era uma vez um marquês que se tornou alfaiate. À primeira vista, a história de Emilio Pucci (foto abaixo) soa como um conto de fadas ao contrário. Ele nasceu na cidade de Nápoles no dia 20 de novembro de 1914 como Marquês de Barsento. Isto porque, seus pais, Orazio Pucci (de origem russa) e a Condessa napolitana Anguste Pavoncelli pertenciam a uma das mais aristocráticas famílias italianas. Pucci cresceu no coração de Florença, em um palácio com paredes que ostentavam obras feitas por Sandro Botticelli, Donatello e Leonardo da Vinci, local que se tornaria também palco de seus desfiles e um dos símbolos da grife que levaria seu nome. Entre 1935 a 1937 cursou sociologia nos Estados Unidos e, em 1938, alistou-se na força aérea italiana como piloto e combateu na Segunda Guerra Mundial. Apaixonado por esportes, ele praticava esqui, natação, tênis, esgrima, e por viagens, sua carreira no mundo da moda começou quase por acaso, quando ainda era piloto da aeronáutica. Preocupado com sua imagem, essa história com a moda começou quando ele desenhou modelos de roupa para si. Um dia ele ofereceu a uma amiga um traje de esqui que havia imaginado: uma calça comprida levemente justa na cintura, um pulôver, uma camisa e, por fim, um casaco desenhado como uma parca com um capuz e um bolso na frente fechado com um zíper na cintura.


A história começou a mudar quando a fotógrafa americana Toni Frissell, que trabalhava regularmente para a renomada revista Harper’s Bazaar, mostrou-se entusiasmada por aquele traje esportivo e elegante que ainda não se encontrava no mercado. E por sorte essas fotografias foram parar nas mãos de Diane Vreeland, então editora chefe da Harper’s Bazaar americana, que em dezembro de 1947 publicou um artigo sobre as criações de Pucci com o título: “An Italian Skier Designs”. Era o início do sucesso. Após a enorme promoção de sua criação, Emilio Pucci lançou no ano de 1948 sua primeira coleção, que apresentava poucas peças (um traje de esqui composto por duas peças de gabardine azul, uma calça de esqui bege no mesmo tecido, duas camisas masculinas de popeline de algodão e três túnicas de tricô de lã) e foi vendida para duas tradicionais lojas de departamentos localizadas na luxuosa 5ª Avenida em Nova York, a White Stag e Lord & Taylor. Seus primeiros sucessos, embora modestos, deram-lhe maior consciência de seu talento e permitiram que trabalhasse a partir de suas potencialidades criativas. Com a fama de estilista promissor na Itália, Pucci se associou com diversas indústrias do setor têxtil de seu país e desenvolveu tinturas de tons inéditos, além de tratamentos especiais em algodões e sedas, que lhe renderam fama até o final de sua carreira.


Foi em 1949, quando pediu licença da aeronáutica, que Pucci viajou até a belíssima Capri, no sul da Itália, e criou a sua segunda coleção, uma linha de maiôs e roupas esportivas que podiam ser usadas durante todo o dia. O sucesso foi imediato e de Capri rapidamente se espalhou por todo o Mediterrâneo nos corpos de suas frequentadoras elegantes e refinadas. A bela ilha teve grande influência na escolha de cores e temas para suas estampas. Sob o pretexto de elaborar peças para sua namorada na época, ele criou uma coleção repleta de frescor com modelagens livres da estrutura rígida da alta costura francesa, que rapidamente foi consumida e copiada por mulheres elegantes de Capri, Portofino, Cote d’Azur e em todas as praias mediterrâneas. Foi neste momento que Pucci apresentou as famosas calças Capri que ainda hoje são itens clássicos de um bom guarda-roupa feminino. O marquês criou um estilo que nunca seria dissociado de seu carisma estético e intelectual e Capri nunca deixaria de inspirá-lo: o azul da Gruta Azul, o rosa das primaveras, o verde e o amarelo das plantas de folhas espessas e carnudas, da menta e do limão. Essa síntese de autenticidade e refinamento sugerida pelo espírito de sua moda é justamente o que caracterizaria o chamado “Estilo Pucci”.


Em 1950 o estilista abandonou definitivamente a carreira militar para abrir sua loja própria, a La Canzone Del Mare, e com ela nasceu o que viria a se tornar uma grife revolucionária, a EMILIO PUCCI. Sua produção tinha características peculiares: eram poucas peças feitas à mão, de modelagens simples, a preços relativamente baratos, e esses foram um dos motivos essenciais de sua fama no início. Seus vestidos eram em sua maioria de jérsei de seda, que era leve, sem rugas e muito confortável. “É como usar nada”, exclamou na época Diana Vreeland sobre essas roupas. Emilio foi premiado em 1954 com o Neiman Marcus Award, um importante prêmio que era entregue anualmente às personalidades da moda que se destacavam por sua criatividade e originalidade. Em 1959 ele se casou com a jovem Baronesa Cristina Nannini e para atender a demanda de seus sucessos inaugurou no segundo andar de seu palácio em Florença uma espécie de escritório de estilo, onde criava suas estampas, negociava suas vendas e realizava seus desfiles. Apesar de se autodenominar artesão foi a partir desse momento que Pucci começou a trabalhar intuitivamente com metodologias de design que comprovaram que ele estava além da categoria de estilo ou gosto pessoal. Com a abertura de seu escritório ele dirigia pessoalmente a elaboração de desenhos, os contatos com os fornecedores e com os seus clientes, a realização de seus desfiles e sessões de fotos e acompanhava a demanda de seus produtos mundo a fora.


Calças afuniladas, shorts, calças Capri, vestidos resort, camisas, blusas de seda, roupas casuais viraram objetos de desejo e em pouco tempo o “Estilo Pucci” estava disponível nas mais importantes lojas de departamento dos Estados Unidos (onde o lifestyle que suas roupas exprimiam alcançaram ampla aceitação). Suas criações já eram parte das divas da mídia americana como Marilyn Monroe, Audrey Hepburn, Liz Taylor e Lauren Bacall. Autêntico admirador da feminilidade, severo crítico dos limites impostos as mulheres pela moda e inovador por natureza, ele introduziu uma série incessante de pequenas e grandes transformações que estavam além das estampas que lhe renderam a fama de “O Príncipe das Estampas”. Emilio patenteou inúmeros tecidos inéditos como o jérsei de seda e o Emilioform (tecido composto por 45% de xantungue de seda e 55% de náilon). Em 1960 o estilista assinou contrato com uma empresa de Chicago para produzir uma coleção de moda íntima e desenvolveu uma lingerie revolucionária, o Viva Panty. Neste período, o corpo da mulher ainda estava encerrado em corpetes que apertavam a cintura, comprimiam o corpo e empurravam para o alto os seios, tudo conforme os ditames da alta-costura. Em harmonia com a concepção leve, flexível e desprovida de forro de suas roupas, Pucci lançou o Viva Panty, um body de seda strecht que não comprimia e nem levantava, mas deixava adivinhar uma agradável e natural nudez do corpo. Depois desse sucesso, nasceu uma linha completa de lingeries, incluindo camisolas caracterizadas por suas estampas.


Em 1961 a marca desenhou para a Rosenthal sua primeira coleção de porcelana de mesa, ingressando assim em um novo mercado. Em julho de 1962, Pucci lançou sua primeira coleção de alta-costura, pensada para mulheres de ombros e quadril estreitos, seios pequenos e pernas compridas, cujo retrato era a então primeira-dama americana, Jacqueline Kennedy. Dois anos depois, em uma linha dedicada à África, ele protestou contra o racismo frente ao governo norte-americano ao convocar modelos negras para o desfile. O sucesso era tamanho, que em 1965 a grife criou um guarda-roupa completo para as aeromoças da companhia aérea Braniff International Airways, que apesar de ter deixado de existir em 1982, até os dias de hoje é lembrada justamente por ter-se renovado, com a participação de Pucci, saindo da monotonia cinzenta e sóbria dos uniformes, para o colorido. E a coleção de 1966, denominada Vivara, ilha próxima a Capri, constituiu a síntese gráfica mais abstrata realizada por Pucci e por isso mesmo essa é lembrada como sua coleção mais memorável. Na mesma época ele lançou seu primeiro perfume com o mesmo nome da coleção. Em 1969, por iniciativa de uma empresa argentina, criou doze tapetes, cujos protótipos seriam expostos no Museu Nacional da Arte Decorativa de Buenos Aires. E em 1971 a NASA encarregou o estilista de criar o logotipo da missão espacial Apollo 15, que levou o homem à Lua. Além disso, em 1977, ele foi responsável pelo desenho do interior do Lincoln Continental, um dos carros ícones da cultura americana.


Após décadas de auge absoluto, a casa Pucci viveu um período menos vibrante na segunda metade da década de 1970 e nos anos de 1980. Um dos motivos foi a recusa do estilista de descentralizar a produção, sem falar que os rumos da moda daquela época (pensada para mulheres que estavam saindo de casa para um mercado de trabalho ultra competitivo) eram muito distantes do seu padrão de feminilidade. Uma vez ele disse: “Nasci alfaiate e considero-me como tal. Meu trabalho é o trabalho de um artesão cujos objetivos são a qualidade e o estilo”. Emilio Pucci começou a se retirar progressivamente de suas atividades a partir de 1989. No mesmo período que sua marca viveu a segunda “Puccimania” graças a estilistas como Gianni Versace e Moschino, que mostraram coleções fortemente influenciadas por desenhos clássicos de Pucci. A cantora Madonna, a designer Paloma Picasso, a topmodel Claudia Schiffer e a atriz Isabella Rossellini foram algumas das personalidades que embarcaram nesse resgate do mago das estampas.


Em 1990 sua filha, Laudomia Pucci, assumiu a direção da empresa, já que seu irmão Alessandro Pucci di Barsento havia morrido em um acidente de carro, e no dia 29 de novembro de 1992 Emilio Pucci faleceu, mas deixou um legado precioso. Todas as roupas desenhadas por Emilio Pucci ao longo dos anos são um tesouro, seus vestidos clássicos ainda são considerados como bens de valor inestimável. Em 2000, o conglomerado de luxo francês LVMH, proprietário de marcas como Louis Vuitton, Fendi e Givenchy, adquiriu a maioria das ações da casa PUCCI. Nos anos seguintes, Laudomia Pucci junto com o grupo LVMH iniciou um processo de renovação da marca. O estilista porto-riquenho Julio Espada foi o escolhido para continuar o trabalho do marquês e por lá ficou durante dois anos. Mas a volta por cima da marca é atribuída ao estilista francês Christian Lacroix, que em três anos como diretor criativo, fez o nome EMILIO PUCCI voltar a figurar entre as grifes top do mundo da moda e desfilar na concorrida Semana de Moda de Milão. O francês mergulhou nos antigos arquivos e trouxe de volta as estampas, brincou com modelos que remetem a roupas para a prática do esqui (lembrando as origens da marca), lançando peças modernas, mas sem abrir mão do colorido e irreverente estilo PUCCI. Além disso, a marca inaugurou diversas lojas ao redor do mundo. Incluindo sua primeira unidade no Brasil, em 2011, localizada no Shopping Cidade Jardim, em São Paulo. No ano seguinte a marca inaugurou uma luxuosa loja âncora em Nova York e, em 2013, na icônica Avenida Montaigne em Paris. Hoje, após 70 anos de existência, a EMILIO PUCCI continua apostando em suas marcas registradas: cores fortes e formas abstratas e geométricas.


Os ícones inconfundíveis 
Conhecido como “O Príncipe das Estampas”. O estampado de Emilio Pucci é sem dúvida a sua principal característica. O conjunto de suas cores (puras, primárias, vibrantes ou naturais), o gosto pela abstração, a escolha de formas geralmente não figurativas, a organização modular de escalas cromáticas e a orquestração de linhas retas ou curvas parecem derivar de uma síntese geométrica dos pintores do Renascimento. Emilio Pucci deixou para o mundo da moda um legado ainda maior. Além das inconfundíveis estampas de formas abstratas e geométricas ultracoloridas, a marca é imediatamente reconhecida pelos bordados marcantes, a seda como tecido favorito para imprimir suas estampas, criações não estruturadas, que valorizam a exuberância física, e tecidos especiais (alguns deles patenteados). Outro ícone da marca italiana é impressão da assinatura à mão “Emilio” em todas as estampas.


A evolução visual 
A identidade visual da marca passou por algumas remodelações ao longo dos anos. Com isso, o logotipo foi sendo modernizado com o passar dos anos, tudo para transmitir uma imagem mais sofisticada.


O logotipo da marca também pode ser aplicado com seu tradicional símbolo (na verdade um brasão com dois “P” estilizados e um “E” no meio), especialmente visto em suas bolsas.


Dados corporativos 
● Origem: Itália 
● Fundação: 1947 
● Fundador: Emilio Pucci 
● Sede mundial: Florença, Itália 
● Proprietário da marca: Emilio Pucci S.r.l. 
● Capital aberto: Não (subsidiária da LVMH Moët Hennessy • Louis Vuitton S.A.) 
● Chairman: Laudomia Pucci 
● CEO: Mauro Grimaldi 
● Faturamento: €150 milhões (estimado) 
● Lucro: Não divulgado 
● Lojas: 50 
● Presença global: 70 países 
● Presença no Brasil: Sim 
● Funcionários: 500 
● Segmento: Moda de Luxo 
● Principais produtos: Roupas, bolsas, sapatos e acessórios 
● Ícones: As estampas coloridas 
● Website: www.emiliopucci.com 

A marca no mundo 
Atualmente a exclusiva marca EMILIO PUCCI, que pertence ao conglomerado de luxo LVMH, possui pouco mais de 50 lojas próprias em cidades como Roma, Florença, Saint-Tropez, Londres, Moscou, Nova York, além de vender seus produtos em mais de 70 países através de sofisticadas lojas de departamento. 

Você sabia? 
Emilio Pucci criou mais de mil estampas, de um total de 20 mil, e todas estão disponíveis no Palácio Pucci, em Florença. 
Aos 25 anos, a estilista Carolina Herrera começou a trabalhar como relações públicas na tradicional Casa PUCCI, na Venezuela. 
Em 2014 Gisele Bündchen foi a estrela da EMILIO PUCCI, clicada por Mario Testino para a campanha outono/inverno. 
Marilyn Monroe foi enterrada usando um clássico vestido PUCCI verde. 


As fontes: as informações foram retiradas e compiladas do site oficial da empresa (em várias línguas), revistas (Fortune, Forbes, BusinessWeek, View, Elle e Vogue), sites especializados em Marketing e Branding (BrandChannel e Interbrand) e Wikipedia (informações devidamente checadas). 

Última atualização em 28/8/2017

17.8.17

NET-A-PORTER


A NET-A-PORTER é muito mais que uma varejista online de moda. Trata-se de uma comunidade, uma conselheira e uma espécie de melhor amiga. A empresa gaba-se de reunir os melhores estilistas, marcas e a última moda, combinados com um editorial aguçado e uma profunda sensibilidade para as últimas tendências da moda de luxo. É uma espécie de consultor e comprador pessoal ao alcance de um clique. 

A história 
Nascida em Los Angeles e criada na cidade de Paris, a jornalista e editora de moda Natalie Sara Massenet (foto abaixo) literalmente “sacudiu” o segmento da moda de luxo com uma ideia inovadora. A moda sempre foi o mundo de Natalie, cuja mãe Barbara Jones foi modelo da grife Chanel. Inicialmente, ela trabalhou como editora de moda para o jornal Women’s Wear Daily, de Nova York, e depois para o Tatler, em Londres, construindo uma grande rede de contatos, especialmente com estilistas e executivos de grandes grifes de luxo. Ao perceber que o mordaz e impiedoso universo do jornalismo de moda não era para ela, decidiu seguir em frente. Foi então que ela percebeu que existia uma lacuna entre ver um item em uma revista de moda e de fato encontrá-lo nas lojas. Foi então que ela começou a desenvolver um site para vender roupas e acessórios de luxo. Porém havia alguns riscos para o possível arrependimento. O principal deles era que as mulheres simplesmente preferiam comprar em lojas convencionais, onde era possível ver, tocar e experimentar artigos que não eram baratos.


Mesmo assim, ela resolveu apostar em um site especializado em venda de moda feminina de alto luxo. De seu flat no bairro de Chelsea em Londres desenvolveu o projeto e angariou um investimento inicial de £830 mil, proveniente de amigos, familiares e uma investidora chamada Carmen Busquets. Os contatos de Natalie com o universo da moda foram úteis para estabelecer a lista inicial de estilistas que estariam disponíveis no site, como Anya Hindmarch e Tamara Mellon (da grife Jimmy Choo), que foram os primeiros a concordar em participar. E para despertar o interesse de consumidoras que já tinham o hábito de frequentar as melhores lojas e conheciam todo tipo de novidade, Natalie achava que o site precisava oferecer atrativos que fossem além dos produtos, como por exemplo, uma equipe de consultores de moda, que ficasse a postos até aos domingos e embalagens luxuosas (elegantes caixas pretas com laços de seda) para entregar os produtos.


Finalmente no dia 10 de junho de 2000 surgia o site NET-A-PORTER, cujo nome era um trocadilho com a expressão francesa “Prét-à-Porter” (“pronto para vestir” em português), muito popular no mundo da moda. NET-A-PORTER estreou com um formato diferente dos comércios online da época. Era uma espécie de revista em formato de site, com editoriais e matérias, onde os usuários podiam clicar para comprar os produtos de grifes consagradas e estilistas descolados. Um dos impulsos iniciais para que a NET-A-PORTER se tornasse conhecida e popular entre as consumidoras abonadas aconteceu quando a edição americana da revista Vogue declarou que o site era “a mais nova butique de luxo do mundo”. Nos anos seguintes várias outras grifes de luxo, que inicialmente tinham resistência em relação ao modelo de negócio da empresa, passaram a oferecer seus produtos na NET-A-PORTER. Inclusive algumas dessas grifes, como Stella McCartney, Yves Saint Laurent e Alexander Wang, passaram a desenvolver produtos específicos somente para vendas no site.


Em uma década, a NET-A-PORTER se transformou em uma loja que nunca fechava, sem fronteiras geográficas, que conectava e inspirava milhões de consumidores globais preocupados com estilo, oferecendo acesso para as mais renomadas grifes do mercado de luxo. Durante esse período, a empresa investiu muito dinheiro em logística e distribuição, o que possibilitou vender e entregar seus produtos em vários outros países ao redor do mundo. Além disso, ampliou a oferta de produtos com cosméticos e perfumes. Por isso, passou a ser conhecida como “Amazon de Luxo”, em virtude do seu tamanho e influência no setor. Em abril de 2010, o conglomerado suíço Richemont, que detém marcas de luxo como Cartier, Chloé e Montblanc e tinha uma participação na empresa, comprou o restante das ações de Natalie, que continuou trabalhando na NET-A-PORTER. Pouco depois, em 2011, a empresa lançou a versão masculina do site, batizada de Mr Porter.


A NET-A-PORTER continuou crescendo e, em 2013, oferecia produtos de mais de 350 marcas, atraiu mais de dois milhões de visitantes mensais e alcançou um gasto médio de £500 por cliente. Além disso, a empresa lançou sites locais na Alemanha, China e França. Em julho de 2014, o site lançou uma seção de roupas esportivas, batizada de Net-a-Sporter. Tanto sucesso começou a despertar o interesse de outras empresas. Finalmente no mês de março de 2015, o grupo italiano Yoox, que desenvolveu um modelo de negócio online baseado em revenda de itens não vendidos de grandes grifes, como Dolce & Gabbana, Giorgio Armani e Roberto Cavalli com desconto, confirmou a aquisição da londrina NET-A-PORTER por US$ 775 milhões. O negócio criou a maior varejista online de bens de luxo do mundo. Com isso, Natalie Massenet deixou a empresa que havia criado á 15 anos.


Com mais de uma década no mercado, a ideia inicial se desdobrou em outras, para atender aos homens, para vender produtos em ofertas, para ajudar o cliente a decidir a compra junto com qualquer outra pessoa que estiver online, em qualquer lugar do mundo. Tudo isso com a comodidade de receber na porta de casa peças das grifes mais desejadas do planeta. Atualmente a NET-A-PORTER oferece, de modo exclusivo, conteúdo, comércio online, aconselhamento e comunidade. Oferece até uma revista semanal online com os últimos lançamentos do site. Há também comentários de pessoas, feedbacks de clientes, observações e sugestões. Suas clientes são pobres em tempo e ricas em dinheiro. Quando elas não possuem tempo para comprar, querem os melhores produtos entregues de forma eficiente por sua fonte mais confiável. Embora o público-alvo seja o feminino, os homens também têm um papel importante para a varejista online. O “serviço de Papai Noel” da NET-A-PORTER envia emails aos homens que “assinam os cheques”, informando que suas parceiras acabaram de identificar um item desejado.


A evolução visual 
O logotipo da marca passou por pequenas alterações na tipografia de letra ao longo de sua história. Outra mudança ocorreu com a retirada do “.com” de sua identidade visual.


Dados corporativos 
● Origem: Inglaterra 
● Fundação: 10 de junho de 2000 
● Fundador: Natalie Massenet 
● Sede mundial: Londres, Inglaterra 
● Proprietário da marca: Yoox Net-A-Porter Group S.p.A. 
● Capital aberto: Não 
● CEO: Federico Marchetti 
● Presidente: Alison Loehnis 
● Faturamento: US$ 1.2 bilhões (estimado) 
● Lucro: Não divulgado 
● Presença global: 170 países 
● Presença no Brasil: Sim 
● Funcionários: 2.500 
● Segmento: Comércio online 
● Principais produtos: Roupas e acessórios de luxo, joias, cosméticos e perfumes 
● Concorrentes diretos: Asos, Farfetch, Amazon e lojas de departamento de luxo 
● Ícones: As elegantes caixas pretas com laços de seda 
● Slogan: The world’s premier online luxury fashion destination. 
● Website: www.net-a-porter.com 

A marca no mundo 
Atualmente a NET-A-PORTER vende online roupas, acessórios, cosméticos, perfumes e lingeries de aproximadamente 500 grandes marcas de luxo para mais de 170 países ao redor do mundo. A marca oferece uma experiência de compra perfeita, embalagens de luxo, retornos fáceis e uma equipe de atendimento ao cliente multilingue, disponível 24 horas por dia, 365 dias por ano. A empresa garante entrega rápida no mesmo dia em Londres, Nova York e Hong Kong, além de entrega em 24 horas no Reino Unido, Estados Unidos, Alemanha, França, Austrália e Cingapura. Com uma audiência mensal de 6 milhões de consumidores, a empresa fatura anualmente mais de US$ 1.2 bilhões. A NET-A-PORTER tem como principais concorrentes as grandes redes de lojas de departamento de luxo como Harrods, Bergdorf Goodman, Barneys New York, Galeries Lafayette, entre outras. 

Você sabia? 
Em 2009, Natalie Massenet recebeu o título de Membro da Ordem do Império Britânico (MBE) e, em 2016, foi agraciada com o título de Dame Commander of the Order of the British Empire, ambos em reconhecimento à sua contribuição à moda e à indústria de vendas a varejo do Reino Unido. 


As fontes: as informações foram retiradas e compiladas do site oficial da empresa (em várias línguas), revistas (Fortune, Forbes, BusinessWeek, Isto é Dinheiro, Época Negócios, Elle e Exame), sites especializados em Marketing e Branding (BrandChannel e Interbrand), Wikipedia (informações devidamente checadas) e sites financeiros (Google Finance, Yahoo Finance e Hoovers). 

Última atualização em 17/8/2017

10.8.17

RED WING SHOES


Há mais de um século a RED WING SHOES é uma das melhores e mais respeitadas fabricantes de botas e calçados do mundo. Durante esse período, o compromisso de alta qualidade e durabilidade por trás de cada calçado, fez com que a marca estivesse nos pés de mineradores, vaqueiros, lenhadores, operários, caçadores e motociclistas, que literalmente “construíram a América”. O que um dia foi uma bota para trabalho pesado hoje é também perfeita no guarda roupa de qualquer um. Mas não se engane. Até mesmo as botas e calçados da linha casual são feitos para durar. 

A história 
Tudo começou em 1905 quando o imigrante alemão e habilidoso vendedor de sapatos Charles H. Beckman, juntamente com mais 14 investidores, fundou uma fábrica de calçados na pacata cidade de Red Wing, estado americano do Minnesota. Inicialmente a pequena empresa produzia botas para a indústria de mineração local, pois seus trabalhadores necessitavam de calçados resistentes e seguros para enfrentar o árduo trabalho. A primeira bota da marca foi vendida por US$ 1.75. Esse primeiro modelo (work boot original) era feito em couro e combinava cadarço e fivelas para ajustes no encaixe. As botas eram (e ainda são) produzidas em parceria com o curtume S.B. Foot Tanning, que opera desde 1872. Hoje, ele pertence à própria RED WING SHOES (foi adquirido em 1987), para desenvolver seus couros especiais.


Devido à alta qualidade de suas botas o sucesso não demorou e rapidamente a RED WING SHOES se tornaria para qualquer cidadão norte-americano, mesmo os que viviam em grandes cidades, sinônimo de calçados resistentes e duráveis. Com dez anos de existência a empresa já produzia mais de 200 mil pares de calçados por ano. A empresa mudou radicalmente seu foco durante a Primeira Guerra Mundial, passando a produzir coturnos de couro para os soldados americanos, tornando-se um dos principais fornecedores de calçados militares. O término da guerra gerou um boom na economia e atividades industriais americanas, aumentando muito a demanda por calçados de trabalho. Foi então que a RED WING SHOES expandiu sua linha de produtos e começou a fabricar calçados para cada tipo de profissão. O catálogo então contava com botas para carteiros, fazendeiros, lenhadores, eletricistas, operários e até para trabalhar em plataformas de petróleo (lançada em 1920). Em 1926 a marca lançou sua primeira bota feminina, conhecida como Gloria. O logotipo alado da marca apareceu pela primeira vez em 1928.


Se a década anterior tinha sido excelente para a empresa, a Grande Depressão que assolou os Estados Unidos deixava claro que a década de 1930 seria muito difícil. A contração da economia quase acabou com o mercado de botas, e a RED WING SHOES respondeu com a produção de modelos mais baratos. Foi lançada então a No.99 Boot, que nunca apareceu nos catálogos oficiais da marca. Essa bota era vendida por apenas 99 centavos (o que seria mais ou menos US$ 15 nos valores de hoje). Apesar das dificuldades econômicas do país, a década também foi marcada por grandes lançamentos, como por exemplo, a Billy Boot, uma bota infantil para os aventureiros e escoteiros mirins. Essa bota tinha um bolso lateral para canivetes e virou uma campeã de vendas. Foi em 1934 que a marca lançou sua primeira bota com biqueira de aço, inaugurando uma nova era na segurança do trabalho. Essa década também assistiu ao aparecimento do estilo Engineer Boots, botas sem cadarço para motociclistas.


Durante a Segunda Guerra Mundial a empresa novamente voltou sua produção para os coturnos militares. A empresa produziu desde botas de paraquedista aos coturnos tradicionais estilo “boondocker”, o design mais icônico de botas da Segunda Guerra Mundial. Outra inovação para manter a fábrica produzindo e combater a crise durante a guerra foi a venda móvel (Mobile Shoe Sales), onde a própria RED WING levava os calçados e botas até as fábricas, atendendo os clientes sem intermediários. O verdadeiro sucesso global da marca começou em 1950 com o lançamento da linha The Irish Setter Sport Boots, inicialmente com o modelo Red Wing 854, uma bota especialmente desenvolvida para caçadores. Essa linha tinha esse nome como uma referência ao cachorro da raça Setter Irlandês, cujos pelos eram da mesma cor do couro das primeiras botas. O couro era tingido usando um extrato de casca de sequoias gigantes da Califórnia.


Mas o sucesso da Irish Setter atingiria seu auge em 1952, mesmo ano em que o logotipo da linha surgiu e cuja inspiração foi um verdadeiro cão setter irlandês chamado “Red Mike of Doxmoe”, com o lançamento do modelo “moc toe” Red Wing 877 (usado por Jack Nicholson no clássico filme Um Estranho no Ninho). Essas famosas botas com solado branco tinham o nome “moc toe” em referência ao design do bico. A costura em “u” lembra a construção mocassim. O objetivo dessas botas de cano alto eram elevar a altura da costura e assim dificultar a entrada da água. Essa bota de cano mais alto foi vendida inicialmente como um calçado esportivo (para caçadores e pescadores), mas fez enorme sucesso entre os fazendeiros. Essa clássica bota provou ser uma companheira ideal, proporcionando durabilidade e conforto para quem estava nas fazendas e nas fábricas. Uma história conta que a sola branca foi desenvolvida para os fazendeiros e caçadores. O desenho da sola não tinha ranhuras proeminentes para evitar o acumulo de terra e outros resíduos. Mas também, fez surgir uma anedota: dizem que a sola branca era para as esposas baterem o olho e mandar o marido limpar antes de entrar em casa. A versão de cano mais baixo (conhecida como modelo 875) veio logo em seguida quando o mercado industrial pediu uma versão mais baixa, pois não precisava da mesma proteção contra os elementos que fazendeiros e caçadores necessitam. Foi o modelo “moc toe” que transformou a RED WING SHOES em uma das marcas de botas mais conhecidas dos Estados Unidos, ajudando a marca a se estabelecer na Europa e depois no Japão, um de seus maiores mercados.


Outra novidade da década foi a bota Pecos, lançada em 1953. Esse modelo combinava durabilidade e conforto com o estilo das botas country. Além disso, em 1956, foi apresentado o modelo 898, primeira bota a se caracterizar pelo isolamento, que foi muito apreciado pelos caçadores que passavam longas horas em condições de frio. Ainda nos anos de 1950, a empresa iniciou a inauguração de lojas próprias, ingressando no varejo de calçados. A década seguinte tem início com o lançamento em 1963 do modelo RED WING 888, bota que apresentava couro de canguru verde e era embalada em uma caixa revestida de vinil. Essas botas eram vendidas com um par de meias e uma lata de produto para realizar a manutenção do couro. Em 1964, para atender a alta demanda por seus calçados e botas a empresa inaugurou uma segunda fábrica, muito próximo da original. No final da década, em 1968, foi lançada a primeira bota da linha Irish Setter com couro impermeável. Os solados também ganharam melhorias com o modelo chamado SuperSole®, que tinha a sola presa ao cabedal através de um processo que prometia durabilidade e conforto bem superiores. As inovações continuaram nos anos seguintes, como por exemplo, em 1986 com o lançamento da bota 855, cujo couro de camada dupla proporcionava total impermeabilidade.


Nos anos de 2000 os japoneses resolveram encomendar um modelo especial que replicava o couro e os detalhes de uma tradicional bota RED WING da década de 1950. O sucesso foi tanto que o mercado japonês começou a pedir mais modelos antigos do catálogo da marca. Os clientes desejavam usar essas botas, não para o trabalho, mas como complemento de estilo (lifestyle). A empresa viu neste episódio uma grande oportunidade de negócios e, em 2008, lançou a RED WING HERITAGE, responsável por recriar as botas mais clássicas na história da marca. Essa linha oferece botas tipo coturno, chelsea, desert, moc toe, entre outras. Nos últimos anos a RED WING diversificou sua linha de produtos de couro com o lançamento de cintos, luvas, carteiras e malas, além de acessórios como meias, palmilhas e produtos para conservação dos calçados. Além disso, apresentou tecnologias inovadoras para suas botas, como por exemplo, em 2013 com a RPM™, um material compacto que reduz significativamente o peso da bota, ao mesmo tempo em que aumenta o conforto e a durabilidade extrema. Uma das mais recentes novidades da marca, lançada em 2015, é a bota de caça de borracha Rutmaster 2.0, com tecnologia ExoFlex™, uma combinação inovadora de design e materiais, tornando-a fácil de colocar e tirar.


Apesar de ter globalizado sua operação, mais da metade das botas RED WING ainda são feitas em território norte-americano, com materiais e componentes locais, contando inclusive com o próprio curtume. A tecnologia e os requerimentos dos ambientes de trabalho pesado mudaram, e a marca acompanhou esse movimento com botas mais modernas sem deixar para trás seu rico passado. Com botas e calçados marcados pela longevidade e atemporalidade, elas provam que a qualidade do produto e a satisfação dos clientes nunca saem de moda. Hoje em dia, a RED WING SHOES tem como principal mercado as botas de segurança e botas para trabalho pesado. A tecnologia dos calçados evoluiu bastante desde o lançamento da primeira bota da marca e atualmente atendem características específicas para cada profissão de risco.


O ícone 
A bota RED WING IRON RANGER é talvez o miar ícone da marca. Tem esse nome em homenagem aos moradores de uma região chamada “Mesabi Iron Range”, uma área montanhosa e remota ao norte do estado de Minnesota, muito rica em minério de ferro. E foi justamente lançada na década de 1930 para os mineradores com o nome de Style No. 8111 Iron Ranger. A principal característica do modelo é um detalhe utilitário para garantir a durabilidade necessária. A camada dupla de couro no bico, costurada com duas camadas de pontos duplos é uma antepassada das biqueiras de aço. A parte de trás da bota também é reforçada por uma camada extra de couro que firma o calcanhar e o tornozelo. O bico é bem arredondado e relativamente alto. O cano tem uma inclinação super característica dessa bota. Já o tipo de couro é o “Amber Harness”, feito especialmente para a empresa, em seu curtume próprio. É um couro grosso, maleável e bastante oleado para garantir muita impermeabilidade.


A evolução visual 
O tradicional logotipo da marca, adotado oficialmente em 1928, passou por pequenas mudanças ao longo dos anos.


Os slogans 
Built to fit. Built to last. 
Work is Our Work. 
Hand crafted, purpose-built boots made with pride.


Dados corporativos 
● Origem: Estados Unidos 
● Fundação: 1905 
● Fundador: Charles H. Beckman 
● Sede mundial: Red Wing, Minnesota, Estados Unidos 
● Proprietário da marca: Red Wing Brands of America Inc. 
● Capital aberto: Não 
● CEO: David Murphy 
● Faturamento: US$ 750 milhões (estimado) 
● Lucro: Não divulgado 
● Lojas: 500 
● Presença global: 110 países 
● Presença no Brasil: Sim 
● Funcionários: 2.000 
● Segmento: Calçados 
● Principais produtos: Botas e sapatos 
● Concorrentes diretos: Wolverine, CAT, Oak Street, Dr. Martens, Alden, Timberland e L.L. Bean 
● Ícones: A bota Iron Ranger 
● Slogan: Built to fit. Built to last. 
● Website: www.redwingshoes.com 

A marca no mundo 
Atualmente a RED WING SHOES, que produz calçados para caça, trilhas e trabalho pesado, esta última linha inclusive atende as especificações de segurança da legislação dos Estados Unidos e Canadá, além de uma linha lifestyle, comercializa seus produtos em mais de 110 países ao redor do mundo. A marca tem uma rede de lojas próprias com mais de 500 unidades em vários países. A empresa possui duas fábricas principais, localizadas em Potosi, estado do Missouri, e em Red Wing, estado do de Minnesota, nesta última são produzidos diariamente 5.000 pares de botas. 

Você sabia? 
O nome e o logotipo da marca são homenagem a cidade e a um índio norte-americano chamado Red Wing, líder dos habitantes originais do território ao redor do rio Mississippi. 
Boa parte das botas da marca é feita com a construção “Goodyear Welted”, também conhecida como palmilhada. Essa é a maneira mais resistente de se fazer uma bota. São várias camadas e costuras para garantir conforto e durabilidade. 


As fontes: as informações foram retiradas e compiladas do site oficial da empresa (em várias línguas), revistas (Fortune, Forbes, Newsweek, BusinessWeek e Time), sites especializados em Marketing e Branding (BrandChannel e Interbrand), Wikipedia (informações devidamente checadas) e sites financeiros (Google Finance, Yahoo Finance e Hoovers). 

Última atualização em 10/8/2017