20.6.06

SIEMENS


Por intermédio de uma rede global de inovação e forte presença local, a SIEMENS reúne e desenvolve competências e conhecimento, dentro de uma organização de alta performance, objetivando gerar o mais elevado nível de valor agregado para seus clientes através de produtos eletrônicos, eletrodomésticos, sistemas de comunicação, transportes, automação e geração de energia. A empresa alemã torna real o que é importante, estabelecendo a referência na forma de eletrificar, automatizar e digitalizar o mundo. A engenhosidade move a SIEMENS e o que criam é para melhorar a vida de milhões de pessoas no mundo inteiro. Por tudo isso, não é exagero afirmar que muitas das inovações da SIEMENS mudaram o mundo. 

A história 
A Telegraphen-Bauanstalt von Siemens & Halske foi fundada no dia 12 de outubro de 1847 na cidade de Berlim na Alemanha pelo jovem engenheiro e inventor Ernst Werner von Siemens, pelo mecânico Johann Georg Halske e por Johann George Siemens para instalar linhas telegráficas e fabricar o produto que desenvolveriam no ano anterior, o telégrafo de ponteiro. Diferente do telégrafo comum que exigia conhecimento do Código Morse para ser utilizado, o telégrafo de Siemens e Halske tinha uma tecla distinta para cada letra do alfabeto, podendo ser operado por qualquer adulto alfabetizado. O primeiro contrato para a instalação de uma linha elétrica de longa distância foi firmado com o governo da Prússia, para ligar as cidades de Frankfurt e Berlim, em 1848. Para que parte da linha, que possuía 500 km de comprimento, pudesse ser subterrânea, a empresa criou a prensa de guta-percha, máquina que revestia os fios com material isolante. Antes disso, as linhas telegráficas eram todas suspensas.


A empresa correu risco de falir quando o governo prussiano cancelou todos os seus contratos, mas, em uma reviravolta, o governo russo contratou a SIEMENS para a instalação de uma enorme linha, com mais de dez mil quilômetros, ligando a Finlândia com a região da Criméia. Este e outros contratos permitiram a expansão da empresa durante a década de 1850. Werner e seu irmão, Wihelm, instalaram na Inglaterra a Siemens Brothers, fábrica destinada á produção de cabos. Os irmãos também construíram um barco no país, o Faraday, utilizado na instalação de cabos telegráficos submarinos. Acreditando sempre em pesquisas e desenvolvimentos, a SIEMENS descobriu, em 1866, o dinâmico elétrico, possibilitando assim grande economia de energia. Pouco depois, em 1870, a SIEMENS concluiu seu trabalho mais famoso até a época: a Linha Telegráfica Indo-Europeia, ligando as cidades de Londres na Inglaterra a Calcutá, no leste da Índia. A essa altura, a empresa já estava bem estabelecida, com várias representações em países estrangeiros.


No final desta década, em 1879, com a transferência da sede de Berlim para Viena, começou uma nova fase de diversificação de objetivos. No mesmo ano, a SIEMENS inventou o gerador elétrico e apresentou a primeira ferrovia elétrica. Em 1881, instalou a primeira rede de iluminação elétrica pública de rua da Europa, o primeiro sistema municipal de telefone da cidade de Berlim e a primeira linha de bondes do mundo. No fim do século foi criada a Siemens-Shuckertwerke dedicada à área de engenharia elétrica. Em 1908, a empresa incorporou a Protos, fabricante de carros alemã. Os modelos da Protos já eram bastante requisitados pela elite europeia, mas a SIEMENS decidiu diversificar projetando carros de corrida. No mesmo ano da compra, um modelo de corrida da Protos venceu a Corrida Automobilística Nova York-Paris. A fabricação de automóveis foi encerrada na década de 1920, com a SIEMENS se concentrando cada vez na produção de material elétrico e eletrodomésticos (muitos dos quais lançados sob a marca Protos).


Com o início da Primeira Guerra Mundial, a SIEMENS teve grandes perdas financeiras. Os empreendimentos mais prejudicados foram os fortemente dependentes de importações, como por exemplo, os serviços de instalação elétrica industrial e construção de ferrovias. No dia 1 de julho 1919, os três maiores produtores de lâmpadas incandescentes da Alemanha, incluindo a SIEMENS, lançaram uma joint-venture com o nome de Osram, que nos anos seguintes se tornaria uma marca de reconhecimento mundial no setor. Após o término do conflito, a SIEMENS voltou a investir maciçamente em pesquisas e, em 1926, instalou na cidade de Berlim os primeiros faróis automáticos para controle de tráfego.


Durante a Segunda Guerra Mundial, mais uma vez a empresa passou por grandes dificuldades, amargando perdas enormes e vivendo os piores momentos de sua gloriosa história. Novamente com as importações prejudicadas, a produção regional se tornou iminentemente necessária. Para manter os estoques, a SIEMENS montou várias oficinas de manufatura voltadas para seu próprio consumo. A empresa passou a produzir eletrodos, disjuntores e transformadores em lugares onde antes apenas os instalava. Com o fim da guerra, a SIEMENS foi aos poucos sendo reorganizada e praticamente sendo reconstruída. Em 1949 os escritórios centrais da empresa foram transferidos para a cidade de Munique; e a partir da década de 1950, o gerenciamento de suas empresas começou a ser centralizado. Antes disso, as três principais empresas do grupo – Siemens & Halske, Siemens Shuckertwerke e Siemens-Reiniger-Werke – eram administradas separadamente.


Com o boom econômico vivenciado no período pós-guerra, a empresa resolveu investir em outras áreas de negócios, como por exemplo, em 1957, quando fundou a divisão elétrica Siemens-Electrogeräte AG responsável pela fabricação de eletrodomésticos e aparelhos elétricos. Na década de 1970 a empresa resolveu investir na área médica com o lançamento do aparelho de tomografia computadorizada. Pouco depois, em 1978, a empresa alemã ganhou a concorrência para construir nove geradores da hidrelétrica de Itaipú.


A década seguinte tem início com a empresa sendo responsável pela montagem e desenvolvimento do primeiro chip 64 kbit do mundo em 1981. Em 2005, a empresa vendeu sua divisão de produção de celulares para a Benq; e no ano seguinte, com a aquisição da área de diagnósticos da Bayer, sinalizou sua aposta nesse rentável segmento de mercado. A partir de 1 de janeiro de 2008, a SIEMENS é formada por três setores, subdivididos em 15 divisões: indústria (soluções que atendem aos clientes da indústria nas áreas de sistemas de produção, transporte e prediais), energia (oferece produtos e soluções para a geração, transmissão e distribuição de energia elétrica) e médica (fornece produtos inovadores e soluções completas bem como serviços e consultoria no setor de saúde), além da área de produtos de consumo (eletrodomésticos e eletrônicos). Além disso, em 2016, a empresa divulgou o novo nome de sua marca para o negócio de saúde: Siemens Healthineers. A nova marca destaca o espírito pioneiro da empresa alemã e sua expertise em engenharia para a indústria da saúde, que permite oferecer um diagnóstico eficiente e de alta qualidade. E não parou por aí: sua área de energia eólica se juntou à espanhola Gamesa, formando assim a maior fornecedora mundial de equipamentos eólicos.


A SIEMENS, que fabrica desde máquinas e autopeças até turbinas eólicas, foi um dos pivôs dos escândalos de corrupção do cartel do Metrô em São Paulo, revelados em 2013. Fora do país, a empresa também enfrentou acusações de pagamento de propina e, nos últimos anos, desembolsou mais de €1.5 bilhões em multas e acordos judiciais ao redor do mundo. Uma das primeiras investigações contra a empresa, em 2007, aconteceu em Munique, principal sede da SIEMENS. Funcionários da empresa criaram um sistema de caixa dois para obter contratos no exterior. Agora, a empresa trabalha para ser lembrada mais pela inovação do que pelos desvios de conduta. O plano de restauração da SIEMENS passa por três frentes de trabalho: aquisição de empresas (como voltadas a digitalização de processos) e startups, investimento em pesquisas e desenvolvimento, além do aprimoramento de todos seus processos de compliance em suas subsidiárias. Como exemplo dessa nova postura, até mesmo a prestação de contas de almoços de negócios são analisados de forma criteriosa, assim como todos os contratos assinados. As turbulências enfrentadas pelas SIEMENS nos últimos anos são atribuídas também a problemas de gestão.


A linha do tempo 
1904 
Introdução do primeiro aparelho de telefone discado. 
1905 
Apresentação da primeira lâmpada de filamento incandescente do mundo. 
1923 
Apresentação do primeiro receptor de rádio. 
1924 
Início da produção de pequenos eletrodomésticos. Durante muitos anos os aspiradores de pó da SIEMENS foram referência no mercado. 
1930 
Construção da locomotiva elétrica E-44. 
1938 
Início da produção de microscópios de elétron. 
1954 
Ingressa no segmento de processamento de dados. 
1957 
Fundação da divisão de eletrodomésticos e eletrônicos, com a produção de máquinas de lavar, entre outros produtos.
1958 
No dia 8 de outubro foi implantado o primeiro marcapasso produzido pela empresa em um paciente com arritmia cardíaca. 
1959 
Apresentação da primeira geração do SIMATIC, que nos anos seguintes dominaria o segmento de tecnologia da automação. 
Apresentação do primeiro computador desenvolvido pela empresa chamado SIEMENS 2002
1962 
Instalação da primeira central telefônica elétrica na cidade de Munique. 
1974 
Lançamento do Siretom, um aparelho de tomografia computadorizada. 
1983 
Lançamento do Magnetom, aparelho de ressonância magnética. 
1987 
Lançamento do primeiro chip com 1MB de capacidade. 
1997 
Lançamento do primeiro celular GSM com visor colorido. 
1998 
Lançamento do primeiro sensor biométrico de digitais. 
1999 
Lançamento do Sivit, um computador sem mouse e teclado.


As inovações 
Um mundo de talentos comprovados, produzindo inovações revolucionárias, gerando vantagens competitivas únicas aos clientes, capacitando a sociedade a superar seus desafios vitais e criando valor de forma sustentável. Para que tudo isso aconteça, aproximadamente 33.000 pesquisadores, cientistas e desenvolvedores em mais de 140 Centros de Pesquisa e Desenvolvimento localizados em 30 países pelo mundo trabalham nas inovações que ajudam a assegurar e expandir as posições de liderança de mercado da SIEMENS. Os principais centros de pesquisa e desenvolvimento estão localizados na Alemanha e na Áustria, nos Estados Unidos, na China e na Índia. Uma orientação internacional e atividades globais continuam a aprimorar o perfil da empresa no futuro, ajudando-a a responder às perguntas-chave da atualidade – desde métodos de produção industrial que economizam recursos, até proteção ambiental e climática bem como cuidados com a saúde. As inovações e, portanto, também o sucesso econômico sustentável, dependem dos investimentos em pesquisa e desenvolvimento. Por isso, anualmente a SIEMENS investe aproximadamente €5 bilhões em pesquisa e desenvolvimento. Aproximadamente 60.000 patentes demonstram o poder de inovação, tornando a SIEMENS uma das empresas mais inovadoras do mundo. Por ano, são mais de 7.500 novos inventos.


A evolução visual 
O logotipo da SIEMENS passou por diversas modificações ao longo de sua história. Em 1925, um anel foi adicionado ao logotipo e, somente em 1928 passou a conter o nome SIEMENS. Depois de perder o símbolo (um monograma com as iniciais “SH”, antigo nome da empresa - “Siemens & Halske”) em 1973, uma nova remodelação em 1991 apresentou nova tipografia de letra e cor (Pantone 321 - Turquesa).


Os slogans 
Ingenuity for life. (2015) 
Making things right. (2014) 
Global network of innovation. (2009) 
Siemens answers. (2007) 
Siemens convergence advantage - Creating a universe of one. (2000) 
We’re Siemens. We can do that. (1999) 
Engenhosidade para a vida. (2015, Brasil) 
Rede global de inovação. (2009, Brasil)


Dados corporativos 
● Origem: Alemanha 
● Fundação: 12 de outubro de 1847 
● Fundador: Werner e Johann George Siemens e Johann Georg Halske
● Sede mundial: Munique e Berlim, Alemanha 
● Proprietário da marca: Siemens AG 
● Capital aberto: Sim (1897) 
● Chairman: Gerhard Cromme 
● CEO & Presidente: Joe Kaeser 
● Faturamento: €79.6 bilhões (2016) 
● Lucro: €5.45 bilhões (2016) 
● Valor de mercado: €101.5 bilhões (outubro/2017) 
● Valor da marca: US$ 9.982 bilhões (2017) 
● Presença global: 190 países 
● Presença no Brasil: Sim 
● Funcionários: 351.000 
● Segmento: Conglomerado 
● Principais produtos: Eletrodomésticos, sistemas de comunicação, geradores, painéis solares, softwares, locomotivas e vagões, serviços financeiros, equipamentos hospitalares e automação industrial 
● Concorrentes diretos: GE, Hitachi, Philips, Alstom, Honeywell International, Schneider Electric, Vestas e ABB 
● Slogan: Ingenuity for life. 

O valor 
Segundo a consultoria britânica Interbrand, somente a marca SIEMENS está avaliada em US$ 9.982 bilhões, ocupando a posição de número 50 no ranking das marcas mais valiosas do mundo de 2017. 

A marca no Brasil 
As primeiras operações da empresa no Brasil datam de 1867, com a instalação da linha telegráfica pioneira entre o Rio de Janeiro e o Rio Grande do Sul, já assinalando a marca do pioneirismo que tem caracterizado a empresa em diversos campos de atuação. Em 1895, no Rio de Janeiro, era aberto o primeiro escritório e, dez anos mais tarde, ocorria a fundação da empresa oficialmente no país. Ao longo do século passado a SIEMENS contribuiu ativamente para a construção e modernização da infraestrutura do Brasil como a inauguração, em 1939, da primeira fábrica de transformadores do país; e da primeira central automática de Telex, em 1953. Reconhecida como maior empresa de tecnologia integrada do mercado brasileiro, a SIEMENS evolui continuamente e segue estabelecendo marcas extraordinárias. Nos últimos anos, contribuiu para melhorar a qualidade de vida dos brasileiros, por exemplo, com tecnologias que aperfeiçoam os transportes públicos para milhões de pessoas diretamente. Suas soluções também ajudaram arenas esportivas e de eventos a alcançar um patamar superior em diversas cidades. Atualmente, os equipamentos e sistemas da empresa são responsáveis por 50% da energia elétrica no país. Além disso, a empresa é líder no fornecimento de equipamentos médicos para diagnóstico por imagem, como tomógrafos computadorizados e ressonância magnética, bem como diagnóstico laboratorial. No Brasil, a empresa conta hoje com 6.000 colaboradores, sete centros de pesquisa, desenvolvimento e engenharia, doze unidades fabris e 13 escritórios regionais de vendas e serviços.


A marca no mundo 
Hoje em dia a SIEMENS, maior conglomerado de engenharia elétrica e eletrônica da Europa, atua em diversos ramos, desde comunicações até equipamentos hospitalares, material elétrico, infraestrutura do setor energético (elétrico e nuclear), transporte público (na construção de trens e metrôs) e painéis solares, está presente em mais de 190 países ao redor do planeta, conta com uma força de trabalho superior a 350 mil funcionários e alcançou faturamento superior à €79 bilhões em 2016. 

Você sabia? 
A SIEMENS também participa de várias joint-ventures, principalmente na área de geração de energia, e no setor de eletrodomésticos (BSH Hausgeräte). O grupo controla ainda várias outras empresas que não levam o nome SIEMENS, como a fabricante de turbinas e centrífugas Demag Delaval. 
Credita-se a Ernst Werner von Siemens diversas invenções, tais como o telégrafo de ponteiro, o elevador elétrico, o fotômetro de selênio, o gerador elétrico e o dínamo elétrico de corrente alternada. Além disso, seu nome - siemens (símbolo: S) - é uma unidade do Sistema Internacional de Unidades (SI) que mede a condutância elétrica (é o inverso da resistência elétrica) e a admitância. 


As fontes: as informações foram retiradas e compiladas do site oficial da empresa (em várias línguas), revistas (Fortune, Forbes, Newsweek, BusinessWeek, Isto é Dinheiro e Exame), sites especializados em Marketing e Branding (BrandChannel e Interbrand), Wikipedia (informações devidamente checadas) e sites financeiros (Google Finance, Yahoo Finance e Hoovers). 

Última atualização em 2/10/2017

2 comentários:

Anônimo disse...

Adorei conhecer a Historia da SIEMENS

Anônimo disse...

Uma empresa inovadora em vários segmentos, simplesmete Fantástica!!!